Categoria: Comportamento

Em quem você confia mais: na TV ou na sua mãe?

Os Millenials ou Geração Y, é a geração que nasceu dos anos 1980 aos 2000. Obviamente, estes são os jovens-adultos de hoje, que acompanharam toda a revolução tecnológica desde que nasceram. São aventureiros, criativos, perspicazes e muito curiosos.

Mas como a geração que mais acompanhou a revolução digital confia mais no que é dito por terceiros do que o que é dito por profissionais?

A Ipsos – grupo de especialistas em pesquisa de mídia e tecnologia publicou um infográfico com uma pesquisa que reforça bastante esse comportamento da geração Y.

Os dados começam relacionando o que eles chamam de UCG (conteúdo gerado pelos próprios usuários) com o conteúdo lançado pelas mídias tradicionais e como eles são assimilados pelos Millenials, apontando assim a preferência pelos UCG.

Dentro das várias informações publicadas, uma chama atenção: está ficando cada vez mais fácil criar conteúdo próprio na internet, e ainda, para a maioria dos usuários, publicações de amigos e familiares são muito mais memoráveis do que as das mídias tradicionais.

Nesse sentido, as próprias redes sociais nos demonstram isso. Aquele meme que dura no Facebook, os 6 segundos mais viciantes do Vine ou as imagens mais chocantes do Instagram. Tudo isso, postado por nossa rede de contatos: quem queremos ver e/ou quem confiamos.

Por exemplo, o quanto você memoriza os vines com loops sensacionais do Nicholas Megalis? Por quanto tempo você lembra daquele post engraçado do meme do “Félix, bicha má” que alguém publicou no Facebook? Ou aquele viral do rei do camarote no Youtube?

Millennials-Heart-UGC-Infographic

Está claro que não só a Millenials, como todas as gerações, apesar de toda revolução tecnológica, ainda utiliza o “disse-me-disse”ou o “boca-a-boca” para adquirir informações às vezes até mais do que as marcas, sites de notícia e mídias tradicionais.


Futura publicitária, aspirante a cantora e amante do Rock 90's.


Você também pode dar um presunto legal (Parte 2)

Continuando o clima de cinema e política, segue mais uma dica sensacional de filme:

O filme está na íntegra no youtube e dispensa meus comentários.

Fica aqui um texto escrito pelo próprio diretor.

Bjs

“Algumas explicações sobre meu documentário ‘Você também pode dar um presunto legal’.

Filmado clandestinamente entre 1970/71, foi uma reflexão minha — na época — de que o tristemente famoso “esquadrão da morte”, chefiado pelo delegado Sergio Paranhos Fleury, serviu de ensaio geral para a violenta repressão política que veio a seguir, com tortura indiscriminada e assassinatos. Conta inclusive com documento filmado único, no qual o delegado Fleury é condecorado pela Marinha brasileira pelos serviços prestados.

Utilizei também fragmentos de duas peças de teatro que estavam em cartaz em São Paulo naqueles anos: ‘A resistível ascensão de Arturo Ui’, de Bertold Brecht, e ‘O interrogatório’, de Peter Weis.

Um texto que introduzi no inicio do documentário explica as razões pelas quais esse documentário ficou inédito até 2007.

Tive a ousadia de reeditar o documentário a partir do único material que eu tinha disponível: uma fita VHS. Quero assinalar que tentei ao máximo manter a edição original, inclusive com seus inúmeros defeitos (imagens que perderam 20% de sua área ao serem transferidas para vídeo, trucagens não feitas, finalização feita à distância e por carta, entre outros), o que também está informado no letreiro inicial. Só alterei o que efetivamente não dava leitura ou estava muito deteriorado.

Comecei fazendo uma distribuição ‘low profile’, enviando mais de 500 cópias para amigas/amigos, companheiras/companheiros que o viram e/ou exibiram para outras pessoas. A razão dessa  forma de distribuição é que temo ter problemas com direitos autorais com as músicas e com as peças de teatro, ainda que só faça projeções gratuitas. Além do mais, nos estojos em que envio o DVD, coloco um texto que diz que o documentário pode ser exibido e/ou copiado livremente, desde que gratuitamente. O que faz com  que, até hoje,  eu  receba notícias de quartas ou quintas gerações de cópias feitas à partir de algum DVD enviado por mim.

Se tivesse sido exibido em sua época, teria a função de denunciar o clima de terror e de torturas de então. Na atualidade, serve para informar às atuais gerações que houve tortura no Brasil.

E, pouco a pouco, o documentário tem ganho vida e asas próprias, voando por caminhos que — felizmente — não mais controlo.

A primeira projeção efetivamente pública  foi em março de 2007, num cineclube  (que não mais existe) na rua Maria Antonia, em São Paulo; no ano anterior, foi apresentado na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, na PUC/SP e PUC/RJ, na Unesp/Araraquara, numa universidade em Ribeirão Preto e na Escola Florestan Fernandes do MST. Foi tema de um GT no Congresso Brasileiro de Sociologia realizado em Recife (2007); participou da Bienal de Valencia (Espanha), em 2007, e da programação em cinco cidades do Chile por ocasião da Trienal do Chile, em 2009. Viajou também pelo circuito de cineclubes do Norte/Nordeste e pela Argentina e Venezuela; e foi tema do seminário ‘Activar una Historia’, no Instituto Cervantes (Brasília, 2009), dirigido pela especialista espanhola Mónica Carballas.

Hoje em dia está no site Memórias Reveladas (do Ministério da Justiça) e no Youtube.

Solicito a quem o veja  que — posteriormente e caso seja possível — me envie uma opinião, mesmo que negativa.

Hasta mañana, siempre (espero yo)!!!

Sergio Muniz

e-mail: acoirups@gmail.com

rose

Rose Figueiredo (PhD)
Jornalista; Diretora de Imagem e Som e professora na ESPM.
Adoro uma câmera!


Somos pessoas do mercado. Escrevemos para o Newronio, sobre os assuntos que mais sabemos.


O Dia do Professor

Na semana passada, vários dos seus amigos, provavelmente, postaram fotos de quando eram crianças nas redes sociais, né? Algumas fotos de bebês bonitinhos, outras de joelhos… você sabe! Mas, aposto que a maioria estava mais preocupada com a quantidade de “curtir” que receberiam na foto, do que com o significado do dia. O que é completamente compreensível, pois esses não são mais crianças, ora!

Mas há uma data em Outubro que nós, independente de já termos crescido, não podemos ignorar. Uma data talvez até mais importante que o próprio Dia das Crianças. Uma data para homenagear pessoas que fizeram parte de nossa vida e que contribuíram para sermos o que somos hoje: o Dia do Professor.

Por isso, sabendo da importância do papel do professor na vida de uma pessoa, o Instituto Natura e a Agência Riot não perderam tempo e fizeram um vídeo para homenagearem todos os educadores do Brasil, os quais muitos não tivemos a chance de agradecer.

O vídeo é muito bonito, mas acima de tudo, necessário, principalmente pelo fato do Brasil valorizar pouco esta profissão.

Parabéns aos nossos professores e muito obrigado por transformarem diversas vidas ao redor do país.


Antes, era apenas mais um garotinho, do interior de SP, com uma cabeça desproporcional ao corpo. Agora, um estudante de Publicidade e Propaganda da ESPM.


Uma vida vale mais que um Bentley.

Há algum tempo, o brasileiro se demonstra insatisfeito com diversos assuntos, estejam estes ligados à política, comportamento do próprio brasileiro, fatos que acontecem no mundo ou a qualquer outro. Isso não quer dizer que a população está mais crítica, ou algo do tipo, mas demonstra que as pessoas querem ser ouvidas, querem ter opiniões, querem sair de uma inércia que era dominante há um tempo. Porém, com essa ascensão da “exposição de pensamentos”, as pessoas estão confundindo os significados das palavras “crítica” e “julgamento”. As críticas construtivas estão perdendo espaço para julgamentos preconcebidos, deixando nosso ambiente atual muito similar ao da alegoria de Gil Vicente, O Alto da Barca do Inferno, onde o Anjo e o Diabo julgavam quem ia para o paraíso e o inferno. Muitos assuntos, de todo o tipo de natureza, passaram a ser julgados (e não criticados) e a vítima dessa vez foi o empresário brasileiro, Chiquinho Scarpa.

Polêmico, rico e conde (segundo ele), Francisco Scarpa se tornou alvo de julgamento após anunciar algo no mínimo estranho: o enterro de seu Bentley de R$ 1 milhão. A notícia percorreu por diversos veículos de comunicação, na maioria das vezes instigando aos leitores e telespectadores um certo ódio, por ser um ato arrogante e nada humilde (até então). O empresário dizia que era um ato nobre, similar aos dos faraós do Egito. Mas, o que ninguém esperava, é que tudo não passava de uma campanha para doação de órgãos. Isso mesmo! Anjos e Diabos, provavelmente, devem estar perplexos.

O enterro do Bentley de Chiquinho, serviu apenas para divulgar a “Semana Nacional de Doação de Órgãos”, que se estenderá entre os dias 23 e 29 de setembro. Com a ideia de que “uma vida vale mais que um Bentley”, Scarpa postou a foto acima com o texto: “Eu não enterrei meu carro, mas todo mundo achou um absurdo quando eu disse que ia fazer isso. Absurdo é enterrar seus órgãos, que podem salvar muitas vidas. Nada é mais valioso. Seja um doador, avise sua família.”. Uma campanha simplesmente genial, por fugir completamente do padrão e gerar todo esse falatório, que se afunilou em um assunto de extrema importância, não só para o Brasil, mas para o mundo todo também.

No post sobre a campanha da empresa tailandesa, True Corporation (se você não viu, clique aqui), pode-se perceber que a generosidade é uma virtude nobre, que em muitos casos prevalece em relação as outras. Doação de órgãos, é um ato mais que generoso, pois, como sabemos, dá oportunidade à muitas pessoas de viverem uma nova vida. Portanto, devemos deixar de lado toda a discussão e julgamentos a cerca de Chiquinho Scarpa. Há coisas muito mais importantes para nos preocupar, como ele mesmo disse. Uma vida vale mais que um Bentley.


Antes, era apenas mais um garotinho, do interior de SP, com uma cabeça desproporcional ao corpo. Agora, um estudante de Publicidade e Propaganda da ESPM.


Generosidade é a melhor comunicação.

Os relatos dos grandes feitos do Homem, desde a pedra lascada e a escrita, até as invenções da Revolução Industrial e da Internet, sempre foram escritos de maneira heróica, como se a História fosse uma verdadeira epopeia. Porém, conforme a linha do tempo se desenrolou, algumas coisas foram, aos poucos, deixadas de lado pela sociedade (o que não é nada heróico). Coisas subjetivas e intangíveis, que por mais simples que sejam, são as que fazem de nós, realmente, os seres mais evoluídos do planeta. A generosidade é uma dessas coisas, ou melhor, uma dessas virtudes que merece destaque e que, em muitos momentos, prevalece em relação as outras.

A ciência sempre nos diferiu dos demais animais pela razão, certo? Mas, de que adianta sermos racionais se um cachorro, em muitos momentos, mesmo que irracionalmente, consegue ser mais generoso que nós? Isso, de certa forma, constitui um paradoxo. Portanto, a True Corporation, empresa tailandesa de telecomunicações, produziu um comercial que explora exatamente essa virtude, enfatizando-a como sendo “a melhor comunicação”.

O vídeo possui três minutos e mesmo sendo relativamente longo para a internet, a abordagem do tema é bastante impressionante e vale cada minuto. Com uma história emocionante, pura e simples, o vídeo alcançou uma marca bastante expressiva no Youtube, ultrapassando três milhões de exibições. Um comercial diferente e digamos que necessário, por possibilitar uma reflexão importante, principalmente no atual momento, cuja História passa por um período conturbado, o qual só será resolvido com boas doses de generosidade.


Antes, era apenas mais um garotinho, do interior de SP, com uma cabeça desproporcional ao corpo. Agora, um estudante de Publicidade e Propaganda da ESPM.


50 anos de “I Have a Dream” – Será que o sonho se realizou?

“I Have a Dream”, discurso realizado por Martin Luther King em 1963, é, desde que veio à público, mais que apenas um discurso. Completando 50 anos hoje, dia 28 de agosto, as palavras do pastor ainda ecoam por todos os cantos do planeta, por representar a luta pela paz e liberdade em forma de palavras.

O discurso foi realizado “sob a simbólica sombra” de Abraham Lincoln, nos degraus do Memorial de Lincoln, em Washington D.C.

Perante mais de 250 mil pessoas, o líder afro-americano reascendeu a chama da justiça que voltou a travar uma batalha contra as “algemas da segregação e discriminação”, mesmo após a abolição da escravidão ocorrida 100 anos antes com a Proclamação da Emancipação. “… Cem anos depois, o negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra… ”.

Em 1968, Martin Luther King foi assassinado, na cidade de Memphis, o que culminou em diversas revoltas espalhadas pelo país.

Apesar de grandes avanços sociais que o país norte-americano conquistou, há uma longa estrada rumo à igualdade. O desemprego em meio à comunidade afrodescendente ainda é o dobro da média nacional e a renda média de uma família negra equivale à apenas dois terços da renda geral dos americanos.

“I Have a Dream”durou apenas 16 minutos, mas sua mensagem, a cada ano que passa, se imortaliza mais nas páginas da História. Seu grande sucesso deve-se pela excepcional arte da retórica, na qual a anáfora (recurso linguístico) se fez bastante presente, por exemplo, nas repetições de “I have a dream”e “Now is the time”. Arte essa que transitou por grandes mentes, como Mahatma Ghandi, Jesus Cristo, Aristóteles, Getúlio Vargas e, até mesmo, Adolf Hitler.

Hoje, Barack Obama, primeiro presidente negro americano, fará um discurso em homenagem ao grande líder, apesar de existir grandes diferenças entre ambos. Mais de 150 mil pessoas acompanharão o pronunciamento do presidente e os sinos das igrejas de todo o país soarão no exato momento em que o discurso “I Have a Dream” foi feito.

A grande questão que fica é: Será que a luta pela igualdade racial acabou? Será que o sonho de Martin Luther King, que não se restringe apenas aos Estados Unidos, foi realizado? Será que nós brasileiros não temos alguma responsabilidade social perante à este grande acontecimento histórico? Ou estamos isentos de problemas sociais, políticos, econômicos e etc.?


Antes, era apenas mais um garotinho, do interior de SP, com uma cabeça desproporcional ao corpo. Agora, um estudante de Publicidade e Propaganda da ESPM.


Eu, robô?

Por Stela Sotrati

Você já ouviu falar em wearable devices? Provavelmente já se você já ouviu falar em Google Glass ou na famosa pulseira fuel band da Nike. Pois é, essa tecnologia tem a intenção de se tornar um complemento ao corpo, como uma roupa e por isso, o nome. Essa tecnologia ainda não é acessível a todos e está em fase de desenvolvimento mas ainda sim, já é uma grande expectativa para nós e para o mercado. Por que? Pensando sobre isso, cheguei a uma “simples” conclusão (que você já deve ter chegado também): somos humanos com internet. Precisamos de novidade a cada instante e mais, precisamos ter o que fazer com tudo que criamos e inventamos e descobrimos até hoje.

Pare e pense: o que você estaria fazendo agora sem a internet? E o pior dessa pergunta é que parece boba, mas não é. Eu estaria escrevendo em um papel e esperando que fosse publicado no jornal, ou estaria fazendo outra faculdade que não girasse hoje em torno do marketing digital e de como fazer para engajar seu consumidor com a sua marca online. Online.

Com isso,  o vídeo “The Innovation of Loneliness” faz você pensar dizendo: “We are expecting more of technology and less of each other” ou traduzindo: “estamos esperando mais da tecnologia e menos de nós mesmos”, estamos construindo wearable devices que nos facilitem a vida ou simplesmente, que nos tornem mais fáceis e penso, que com isso, nos afastando cada vez mais de nós mesmos. Assista o vídeo pra ter uma ideia de como funcionamos hoje:

Os robôs já existem e talvez viraremos um, com sentimentos limitados à bateria, conversas digitadas e situações feitas só para serem compartilhadas (sendo as últimas duas já muito conhecidas por nós). Ainda não sei dizer se existo sem precisar compartilhar algo, mas é um caminho sem volta, o blog só existe se for compartilhado.


Estudante da ESPM e aspirante a publicitária e comunicóloga. Adora escrever qualquer coisa que não seja sobre ela mesma.


Lugares Incomuns – BOX1824

Você já parou pra pensar qual é a geração mais importante para o mercado? Os jovens, além do alto poder de compra que possuem, ainda influenciam fortemente os hábitos de consumo, assim, os que estão entre os 18 e 24 anos estão no topo da pirâmide de influência, para os mais novos eles funcionam como aspiração, quem tem irmão mais velho sabe o que é isso, e para os mais velhos, esses jovens são uma inspiração. Foi percebendo a importância deles, que a agência de pesquisa de tendências Box 1824 surgiu e se tornou referência quanto ao estudo do comportamento e consumo da sociedade.

Assim com essa pegada jovem a Box é conhecida, além de seus trabalhos, pela forma descentralizada de trabalhar e a adoção de métodos bem incomuns para conseguir as informações que precisam e realizar as pesquisas. Começando pelo conceito de home-office e não tendo uma sede formal, ninguém tem que bater cartão, não tem que cumprir horário ou ficar no trânsito para ir trabalhar. Com um cronograma de metas a cumprir a Box consegue realizar seu trabalho e muito bem feito, vendo que já realizaram trabalhos para grandes empresas como a Nokia, Unilever, Grandene, Claro, Pepsico, Itaú e também com estudos divulgados por aí, que ficaram bem conhecidos.

Um deles é o All Work and All Play, do vídeo aqui em baixo, um projeto sem fins lucrativos e não comercial que se resultou de vários estudos feitos pela agênciam, falando sobre trabalho, o que as pessoas gostam de fazer e sempre presente nos estudos, os jovens, os Millennials. Outro bem conhecido também é o We All Want to be Young, claro sobre todo mundo querendo ser JOVEM!

A agência se utiliza de meios bem diferentes se comparada a outras agências de pesquisa, se utilizando por exemplo de técnicas, como a chamada “invasão de cenários”, quando o pesquisador se passa pelo pesquisado, se infiltrando em um meio, já imaginou ter alguém na sua sala de aula que está ali só pra fazer uma pesquisa?

Assim a Box1824 consegue chamar atenção não só das empresas como também de todo o mercado, já que foi premiada por duas vezes no ESOMAR (2006 e 2009) e também foi indicada ao Prêmio Caboré em 2007, na categoria de serviços especializados.

E ai, não seria super legal poder trabalhar na Box1824?


Estudante de Comunicação pela ESPM. Gosto de pensar como as coisas poderiam ser diferentes e se poderiam ser melhores. Me interesso por qualquer coisa, especialmente por redes sociais, tecnologia e música


Crer, Rezar e Comprar

A recente visita do Papa ao Brasil, nos faz pensar: o que leva milhares de pessoas a enfrentarem frio, chuva e horas em pé para receber o maior símbolo da religião católica? Com certeza a fé que elas carregam dentro de si. Agora o que isso tudo pode ter em comum com a Apple, por exemplo, ou com a Guinness? A mesma crença, que alguma pessoa – no caso da Apple, Steve Jobs – soube fazer nós, consumidores, acreditar. Ou seja, crenças, superstições e religiões tem muito mais a ver com o ato de consumir do que imaginamos.

Em um mundo cada vez mais veloz, as mudanças, igualmente rápidas, trazem muitas incertezas. Comportamentos supersticiosos, rituais e a própria religião surgem da necessidade de buscar uma sensação de controle sobre as nossas vidas num mundo imprevisível. Se pararmos para pensar é fácil identificar essas influências nas marcas e nos nossos hábitos, inclusive nos de compra. As companhias Air France, KLM e Iberia, por exemplo, eliminaram a fila número 13 dos voos pela simples superstição que existe dos passageiros de que esse número não traz sorte.

A própria Nestlé teve uma certa ajudinha da crença quando lançou o Kit Kat na Ásia, isso porque a pronúncia é parecida com “Kitto-Katsu” que significa “ganhar na certa”. E é ai que está o segredo do sucesso do chocolate no Extremo Oriente, pois os estudantes começaram a acreditar que comer um Kit Kat antes das provas poderia ajudar nas notas.

O caso da Guinness é mais conhecido e igualmente curioso. As campanhas publicitárias com as famosas frases: “Good things come to those who wait” (“Coisas boas vêm para quem espera”) e “It takes 119.53 seconds to pour the perfect pint” (“São necessários 119,53 segundos para servir o copo perfeito de cerveja”) surgiram para solucionar um “problema”: os clientes não queriam esperar os minutos para que o colarinho da cerveja diminuísse. Por isso surgiu quase que um ritual para servir uma Guinness.

Você já reparou na grandiosidade de algumas igrejas e templos? Dentro deles nos sentimos até pequenos, algo que realmente é pregado nesses lugares. Agora se você já esteve em alguma loja de marcas de luxo como nas principais lojas da Louis Vuitton em Paris, na da Prada em Tóquio ou até na da Apple em Nova York vai perceber alguma semelhança nessa história. Tudo isso foi planejado para nos fazer ter exatamente a mesma sensação de grandiosidade.

E por último, mais um ponto em comum muito importante é a sensação de poder contra os inimigos ou a mentalidade do “nós contra eles”. Se na religião deve-se combater o “mau”, no mundo do consumo deve-se combater o principal rival. Isso causa uma união entre as pessoas de um mesmo credo ou dos fãs de uma marca em comum, o que cria lealdade e faz muita gente defender e comprar seus produtos até o fim. Santa publicidade!


Estudante da ESPM e aspirante a publicitária e comunicóloga. Adora escrever qualquer coisa que não seja sobre ela mesma.


A verdadeira memória fotográfica

Será que já chegamos a um limite de momentos registrados e fotos compartilhadas? O hábito surgido com as novas tecnologias parecem chegar a um “sim” para essa pergunta. Os smartphones e as redes sociais como Instagram, Facebook, Snapchat, Whatsapp contribuíram para uma maior facilidade de compartilhamento de fotografias – hoje, são compartilhadas cerca de 500 milhões de fotos por dia. Mas, um novo aparelho vem para lembrar que o limite ainda está longe de ser alcançado.

Os ultraportáteis batizados de “wearable cameras” (câmeras de vestir) podem levar a sério – até demais – a expressão “memória fotográfica”. Isso porque os aparelhos foram desenvolvidos exclusivamente para registrarem tudo, absolutamente tudo, o que você vê e vive no seu dia a dia. As câmeras chegam a capturar uma imagem a cada 30 segundos, totalizando até 2.880 fotos por dia. Com essa capacidade espera-se que várias fotos saiam repetidas não é mesmo? Pois é, isso também foi pensado e as imagens são agrupadas pelo horário ou pelo local (graças a um GPS embutido) para resolver esse problema. Já imaginou todos os minutos do seu dia registrados exatamente como aconteceram?

Essa tecnologia, embora vá atrair muitos usuários apenas para o entretenimento, também tem chamado atenção dos cientistas para o tratamento de pessoas com problemas de saúde mental como Alzheimer, por exemplo, já que pode auxiliar na lembrança de alguns acontecimentos após a pessoa ter visto os retratos do seu dia. Mas, apesar de alguns benefícios, os aparelhos poderão esbarrar nos limites de privacidade dos fotografados, pois, como captura fotos a todo momento, isso talvez incomode pessoas que não queriam fazer parte de sua memória fotográfica.


Estudante da ESPM e aspirante a publicitária e comunicóloga. Adora escrever qualquer coisa que não seja sobre ela mesma.