O mundo precisa saber

#TárolandoESPM por Henrique Castilho



Quando foi a última vez que você apresentou uma banda pra alguém? Ou colocou um vídeo bacana no mural do facebook? Ou quis ligar pro amigo pra contar a teoria incrível que pensou enquanto tomava banho? A gente tem essa vontade esquisita de compartilhar com os outros as coisas que achamos incríveis, como se o que a gente tivesse vendo fosse tão bacana que não coubesse só na gente. E agora, graças a um projeto desenvolvido por alunos da ESPM para a disciplina de Comunicação com Público de Interesses, a gente tem onde fazer isso.





Na página do “O mundo precisa saber que” é postado de tudo. “Coisas simples, desde ‘o mundo precisa saber que raspar o potinho do requeijao é muito irritante’ até ‘o mundo precisa saber que a felicidade está na nossa frente, só temos que procurar direitinho’” (Rebeca Youssef, uma das criadoras). Os próprios criadores da página a alimentam diariamente. O conteúdo também é alimentado ainda pelas pessoas que curtem a página. Dando uma passeada pela página descobri um graffiti que absorve a poluição do ar, uma garotinha questionadora do sexismo e que meus problemas não são tão graves assim.

Curta “O mundo precisa saber que” no facebook e veja o vídeo que eles produziram (com uma participação internacional que me deixou arrepiado. Bom demais).



O mundo precisa seguir o @NewronioESPM no twitter.


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


Ninguém sabe a maratona que foi

#ARENAS por Henrique Castilho



Sabe qual é a diferença de quando uma produtora realiza um evento e de quando alunos realizam um evento? A produtora não fica comemorando a cada nova inscrição como se o evento fosse dela. Os envolvidos da produtora não fazem questão de ajudar uns aos outros, nem ficam postando no grupo do facebook da produtora tudo que estão fazendo, porque os outros integrantes da produtora não estão nem aí. Já os alunos criam as peças e depois produzem com as próprias mãos, depois ficam puros de verdade quando um pessoal arranca uns patinhos do banheiro ou uns post-its do elevador. Os alunos ficam até depois do expediente pra revestir uma quadra de futebol com 900 metros de plástico bolha. Os alunos tem umas ideias malucas, mesmo. Mas não têm medo de errar porque fazem de coração.





“Na Maratona sempre sai peça bacana pra pasta”. “Se ganhar, tem estágio na Africa”. “Queria ver como é trabalhar com criação”. “Eu vim pelas horas ACOM”. Teve gente de todo tipo na Maratona. Teve muita gente na Maratona. E, para isso acontecer, precisou ter muita gente por trás também. E foi gente muito boa. O resultado? Recorde de inscrições: 123 equipes, 330 pessoas no total. Parabéns ao ARENAS pelo sucesso que foi a 6° Maratona de Criação ESPM.

Ah! Veja também o tumblr com sátiras na Maratona: Maratona de Piração.

O que fizeram?

*Campanha de três cartazes para divulgação do evento – Renan Quevedo, André Atássio, Diego Tito, Fernando Simões
*Cartaz para divulgação da agência madrinha – Renan Quevedo, André Atássio
* Logo – Pedro Sattin
*Seis layouts para as abas do site – Renan Quevedo
*Textos do site – Gabriel Duarte
*Produção do site – Jefferson Ortega
*Alimentação de conteúdo do blog – Luisa Fleury
*Duas caixas de brinquedo gigantes – Pedro Sattin, Fernando Simões, Fernando Bartolo, Rafael Gonçalves, Felipe Bedran,
*Ação do patinho de borracha – Pedro Sattin, Fernando Simões, Renan Quevedo, Gustavo Paro, Rafael Melo, Gabriel Duarte
*Doação de brinquedos – Renan Quevedo, Laura Nagem, ESPM Social
*Ação dos post-its nos elevadores – Fernando Simões, Bruno Kadesh, Rafael Gonçalves, Fernando Bartolo
*Ação do plástico bolha na quadra – Bruno Kadesh, Pedro Sattin, Rafael Gonçalves, Fernanda Malavazi, Gabriela Zimberg, Luisa Fleury, Gustavo Paro, Allan Chung, Stela Sotrati, Bel Lopes, Raul Donadeli, Camila Shoji, Camila Hirata, Renan Quevedo, Ana Nunes, Victor Kenji,  Thays Said, Rafael Melo, Lucas Passeti
*Flyers – Thays Said, Rafel Melo, Rafael Gonçalves, Pedro Sattin, Fernanda Malavazi, Renan Quevedo, Stela Sotrati, Bruno Kadesh, Lucas Passeti, Gabriel Duarte, André Atássio
*Ação do tubarão voador – Renata Alcalde, Renan Quevedo, Fernando Simões, Max Admoni
*Parceria com Africa, Nestlê, Hasbro, Ambev (todos os produtos oferecidos) – Planners: Camila Hirta, Lucas Passeti, Thays Said, Rafael Gonçalves, Fernanda Malavazi, Felipe Bedran

Orientadores: Renata Alcalde, Cristina Leão, Felipe Bedran, Tiago Carvalho, Eduardo Manente, Diego Tito, Celi Moreira.



Siga o @NewronioESPM e saiba quando vai ser o próximo processo seletivo do ARENAS.


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


Gotta free’em all: nova campanha do Peta

#Internet por Henrique Castilho

 

As campanhas do Peta são absurdas. Cabe a quem quiser julgar se isso é bom ou ruim, mas ninguém discordará de que são absurdas. Haverá aqueles que as defenderão dizendo que o mundo precisa se chocar para mudar sua mentalidade – e esses apoiam as campanhas. Também haverá os que consideram idiota qualquer tipo de extremismo (o que não deixa de ser um pensamento extremo). Por último, haverá aqueles de extremo centro que, com receio de falar besteira e sem o intuito de começar uma discussão, não vão querer qualificar um assunto tão polêmico. Vou tomar este partido ao contar da última campanha do Peta, que vem criando paródias de jogos que, segundo eles, passam ensinamentos errados às crianças que os jogam. Veja a introdução do Peta’s Pokemon:

 

 

Esse Pokémon que decidiu se revoltar é o Pikachu. Bem sacado, já que é o único Pokémon que não quer ficar dentro da Pokebola. Esse tipo de coincidência chegou até a me fazer considerar que os criadores do Pokémon realmente queriam passar uma mensagem com o desenho. Descobri, inclusive, que já existem bastantes teorias sobre Pokémon. Ninguém nunca saberá se é verdade, a menos que pergunte aos criadores. E estes que perguntarem ainda estarão sujeitos a ouvir mentiras – assim é o ser humano, vive mentindo e abusando de Pokémons.

O site possui outras paródias de jogos, são elas: Super Tofu Boy, Super Tanooki Skin, Super Chick Sisters e Cooking Mama.

Para quem não sabe, Peta é uma abreviação para People for the Ethical Treatmente of Animals. Eles ficaram mais famosos quando começaram a jogar tinta vermelha em celebridades que estavam usando casacos de pele. Também já fizeram outras campanhas chocantes, que podem ser vistas no site. Separei esta aqui pra quem tiver com preguiça de procurar ou para aqueles que não estiverem lendo, só vendo as imagens.

 

 

Mesmo que você não goste de jogos ou de Pokémons (tudo bem, só não pode maltratá-los), passe um tempinho jogando. Se reclamarem, avise que é para fins educativos.

Para jogar, clique na imagem abaixo:

 

 

Você concorda com o Peta? Comente aqui embaixo ou no nosso twitter @NewronioESPM.

 

Obs: O “Team Plasma” que aparece na placa do Pikachu na imagem destacada é uma equipe que apareceu no desenho nas últimas temporadas e que é a favor do direito dos Pokémons. O esquisito é que eles aparecem na animação como vilões.


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


Grandes mentes da semana + briefing: Seu João

#Grandesmentesdasemana por Henrique Castilho

 

 

Nossa grande mente da semana entendeu o perfil mais requisitado das empresas: jovens de 17 a 25 anos, classe A, proativos e formadores de opinião. Ele criou um produto top of mind na sua categoria dentro da faculdade. Sua empresa sobrevive a dezenas de gerações de formandos. Tudo isso sem precisar de grandes estratégias de ataque – apenas tendo produtos bons, com preço justo e atendimento impecável.

 

 

 

Seu João apareceu em uma terça-feira na sua cantina só para falar com o Newronio. Ele teve que se afastar do trabalho porque há pouco tempo bateu a cabeça e agora descansa em casa. Mas antes disso, ralava na cantina: “Eu que fazia o transporte dos produtos, ainda chegava aqui e ficava atendendo no caixa o resto do dia”. Tudo isso sem se estressar nem perder o carisma – a cantina leva o nome de “Fala Bello!” porque era assim que o Seu João chamava os clientes, que passaram a chamá-lo da mesma forma.

Hoje cuida da parte administrativa. O caixa ficou para o Marcão e o homônimo João, ambos filhos seus. “E os netos, Seu João? Vão continuar tocando a cantina?”. “Não, não… Os netos estão jogando bola. Um já está nos Estados Unidos, quero mesmo é que faça sucesso por lá”. É, o futuro da cantina é incerto. Mas se depender do Seu João (e da coxinha), nossos netos ainda vão passar na Fala Bello, pegar um pão de queijo e uma Coca-Zero.

 

 

 

O Newronio, junto com a Cantina Fala Bello, está lançando um concurso. O desafio é produzir um cartaz comunicando a tradicional coxinha do Seu João, para comunicá-la aos novos alunos e fixar os atuais consumidores. O briefing escrito, desenvolvido pelo atendimento/planejamento do ARENAS, pode ser baixado aqui.

 

Você também pode ver o vídeo-briefing com o próprio Seu João que está no começo do post e no nosso canal do youtube. Aceitaremos peças enviadas até dia 19 de Outubro.

 

 

Participe do concurso e siga a gente no twitter @NewronioESPM

 


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


E quando a piada da empresa vira produção do consumidor?

#Internet por Luiz Filipe Motta

Ubisoft Brasil

Anúncio de 1º de Abril no perfil da Ubisoft Brasil no Facebook

A chamada Mídia Espontânea é um assunto interessante. Muitas vezes surge simplesmente pela qualidade (ou ausência dela) de um anúncio ou de uma ação de marketing. Normalmente não passa de uma foto no Instagram, um comentário no Facebook ou um tweet no meio dos milhões que levam o nome da marca aos célebres Trending Topics. Mas pode ter uma motivação diferente, e proporções e elaboração surpreendentes. Pode até mesmo convencer a marca a promover algo que foi criado como homenagem a uma pequena brincadeira.

Essa é a história dos vídeos da série Desventuras de Assassinos Brasileiros. O impulso inicial foi dado em no 1º de abril de 2012, Dia da Mentira. O perfil oficial da Ubisoft Brasil no Facebook entrou no clima e soltou uma notícia, literalmente, incrível: seria lançado uma expansão do jogo Assassin’s Creed tendo o Brasil como cenário, a fictícia Assassin’s Creed: A Revolução Farroupilha. Motivo de risadas e aplausos, o fato é que a ação chamou a atenção dos profissionais do estúdio PYX de animação, que decidiram produzir alguns engraçados vídeos sobre como se dariam as ações de assassinos ao redor do país. Produção de qualidade e textos inteligentes foram o diferencial do tributo. Essas, por si só, já não são qualidades esperadas em produções de mídia espontânea.


No entanto, a Ubisoft Brasil surpreendeu. Mesmo sem o objetivo, ao menos de conhecimento público, de lançar um jogo da série Assassin’s Creed ambientado no Brasil, a empresa apoiou o projeto. Abraçou a mídia gerada com braços de mãe orgulhosa de sua cria. Os vídeos são agora divulgados no canal da Ubisoft Brasil no YouTube, e os comentários são repletos de elogios aos criadores e à empresa. E esse ponto é especialmente interessante. A Ubisoft conseguiu estreitar sua comunicação com um bom número de consumidores: como os vídeos levantam questôes sobre o recém-lançado Assassin’s Creed III, é extremente útil à empresa um canal onde os consumidores sintam-se à vontade, descontraídos o suficiente para tirar dúvidas sobre esse e outros jogos produzidos por ela.

Se o projeto do estúdio PYX expande os limites da mídia espontânea no país, o apoio da Ubisoft Brasil traz uma nova reflexão. Vai além de qualquer compartilhamento entre amigos, citação em blog ou hashtag no Twitter. Vai além de permitir a homenagem e de vê-la com bons olhos. É a associação da marca ao consumidor de forma livre e amistosa.

Esse tipo de reação compreensiva por parte da empresa pode se consolidar como uma medida eficaz, especialmente após o (um pouco diferente) caso da Espoleto, que se apropriou de uma produção que criticava seu atendimento para indicar e afirmar sua preocupação com a atenção e o respeito ao consumidor. Fez isso de forma exemplar: dando atenção e respeito à crítica de um consumidor. O que deveria ser mídia espontânea negativa foi convertido em ação participativa. Algo como a reação da Ubisoft aos vídeos do estúdio PYX: o que era uma brincadeira virou fan art que virou mídia espontânea que virou ação colaborativa entre consumidor e empresa. Algo a ser aplaudido em tempos em que o diretor do Google no Brasil é preso por não retirar do ar no YouTube vídeos que supostamente denigrem a imagem de candidatos à democrática eleição que se aproxima.

Siga o @NewronioESPM, que vamos apoiar qualquer divulgação que você fizer. Espontaneamente, claro.


Um balão de quadrinhos, cheio de palavras que tento roubar dos ciúmes do dicionário. Palavras que ecoam como notas, das musicais. Diretamente dos meus saxofones de ouvido.


Qual sua década preferida?

#Comportamento por Tata Gabana
 

 

 

O que um óculos Wayfarer, um vestido de bolinha, a Lanchonete da Cidade, a Manteiga Aviação, o Sabonete Granado e Woody Allen têm em comum?
Todos os itens tem um “quê” de retrô, remetendo a imagens do passado e proporcionando um ar de simplicidade sofisticada.
 
Usar um óculos Wayfarer pode deixar o look moderninho, cool. Mas, você sabe de onde surgiu essa moda? A Ray-ban começou a produzi-los na década de 50 e rapidamente alcançou um sucesso considerável, mas foi em 1961, com Audrey Hepburn, no filme Breakfast at Tiffany’s, que a imagem do óculos se consolidou – até hoje.
 
O Wayfarer foi criado e mantem sua forma há mais ou menos 60 anos. E a Lanchonete da Cidade? Ela é relativamente nova, mas foi planejada para parecer um restaurante típico da Rua Augusta das décadas de 50/60. Por quê?
 
A resposta é a seguinte. Com o cenário atual de grande oferta de produtos e serviços diversos, uma estratégia para alcançar um diferencial pode ser o apelo retrô. “Sempre nos lembramos do passado como uma época melhor, e esses produtos nos trazem essa sensação de tranquilidade”, diz o professor da ESPM Marcos Bedendo em entrevista à UOL.
 
É verdade que muitas pessoas vivem pensando que deveriam ter nascido em décadas anteriores, quando o mundo era um lugar melhor. Mas será que realmente era ou é o olhar para o diferente que nos fascina e nos faz achar que o passado era melhor que o hoje? É muito comum ouvirmos: “queria ter nascido na década de 50, pra viver o movimento Hippie e ir nos shows dos Beatles e The Doors”.
 
O filme “Meia Noite em Paris”, de Woody Allen, retrata bem essa ideia saudosista, de forma sofisticada e cativante. O protagonista Gil (Owen Wilson) é um famoso roteirista de Hollywood que considera a Paris da década de 20 a melhor época da história e, em sua viagem à Cidade Luz, acaba viajando no tempo e conhecendo seus escritores favoritos.
 

 

 
Vale a pena conferir o filme e seguir o @NewronioESPM


Curso Comunicação Social. Amo música, moda, fotografia, desenhar, cozinhar, inventar moda e fazer arte.


I know it’s just a fan page, but I like it

#Internet por Henrique Castilho

 

 

 

A LAB42 fez um infográfico muito bacana sobre fan pages de marcas no Facebook. A pesquisa recolheu muitos dados curiosos, mas o que achei mais relevante é: 50% dos consumidores acham fan pages mais úteis do que sites. É difícil cruzar este dado com outras estatísticas mas, supondo que dentre esses consumidores estão nossos pais e avós (e eles não têm facebook), provavelmente esse número aumentaria ainda mais se considerássemos na pesquisa apenas as pessoas que possuem conta na rede. Ou, em uma segunda hipótese, a pesquisa já tenha feito isso, e tudo que estou falando é besteira. Desconsidere, portanto.

Embora os dados animem os profissionais das mídias sociais, ainda é muito cedo para imaginar que as fan pages substituirão os sites. Segundo o professor Tiago Carvalho, o site de uma empresa é seu “cartão de visita” virtual. É ele que venderá o conceito da marca. O Facebook ainda é muito limitado para suprir essa função, além disso, esse não é seu objetivo. O maior benefício de uma fan page para a marca é ganhar audiência. As suas outras funções (promoções, e-commerce…) são substituíveis pelos sites. Perguntei a ele se o facebook permite a marca um conhecimento maior de seu consumidor. Segundo ele, as tabulações do facebook e as do Google Analytics têm objetivos diferentes. O painel administrativo do facebook retrata o perfil dos seus seguidores (que não nescessariamente são seus consumidores), ele nunca serviria como uma pesquisa de mercado, por exemplo.

Descobri também que 24% das pessoas curtem uma página só para ajudar um amigo. Infelizmente, meus amigos ainda não aprenderam a usar o facebook; mas vocês podem ajudar o Newronio mandando o link da nossa página para seus amigos. Afinal, 69% das pessoas curtem uma marca só porque algum amigo curtiu antes.

 

 

 

 

 

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Mc Lanche Infeliz

#Sinapse por Ian Perlungieri



Sim, é o fim do Mc Lanche Feliz, pois a lei municipal 8985/2012 proibiu a comercialização de lanche acompanhado de brinde ou brinquedo.

Por enquanto, a proibição dos brinquedos é apenas em Florianópolis e até agora, apesar de existir desde junho, não possui uma fiscalização muito intensa.

A justificativa da proibição é simples: crianças querem o brinquedo e, para isso, devem consumir um lanche que não está incluído na lista dos alimentos mais saudáveis.

Maçã e cenoura foram, inclusive, colocadas como opções no Mc Lanche Feliz com a tentativa de tornar o lanche “mais sadio”, porém, como diria um amigo meu: “Ir no Mc Donald’s e pedir um lanche com cenoura, maçã e suco é a mesma coisa que ir a um prostíbulo e pedir um abraço.”. Ou seja, a intenção é boa, mas são poucos os que consomem os alimentos saudáveis.


Que delícia!




Além disso, apesar de alguns brinquedos já serem vendidos separados do lanche, o que minimizaria a “necessidade” da lei, há, ainda, alguns locais como Bob’s e Giraffas em que a venda não é feita separadamente.

Mas não seria obrigação dos pais educar os filhos e monitorá-los? Ou realmente é necessária a imposição de uma lei para controlar as ações mercadológicas que dialogam com o público infantil (sim, li essa frase em algum site qualquer)?

Como já discutido em outro post, será que as pessoas não são muito criteriosas com a propaganda? Porque, se for assim, a obesidade infantil talvez seja minimizada, contudo, a falta de controle dos pais sobre seus filhos só tende a aumentar.



Sabe o que deve aumentar? O número de pessoas que segue o @NewronioESPM!


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Miojo gourmet: Nissin Miojo lança livro de receitas.

#Publicidade por Henrique Castilho

 

 

Miojo pode ser ingrediente para grandes chefs também. Foi isso que a Nissin Ourfali Miojo quis mostrar no seu novo livro “Meu Miojo – Receitas & Histórias”, desenvolvido pela F/Nazca. O livro é em formato moleskine para passar a imagem de caseiro. Porém, os autores das receitas são chefs renomados do Brasil, dentre eles Monica Rangel, Carla Pernambuco, Morena Leite e Erick Jacquin. Esse contraste mostra que um produto tradicionalmente caseiro pode render grandes receitas, principal objetivo do livro.

 

 

Além de se promover de uma maneira criativa, a marca também aproveita para reforçar a existência do dia do miojo (25 de agosto). Isto tem dado certo com o dia da pizza, comemorado dia 10 de julho e digno de muitas postagens nas redes sociais. Dana Chmelnitsky, gerente de marketing da Pizza Hut Rs, diz que o estoque de alimentos é reforçado para a data – neste ano, esparou-se um aumento de 100% das vendas de pizza no dia, em que já foram vendidas mais de 15 mil pizzas.

 

História do miojo:

 

O miojo foi inventado no pós-guerra com a finalidade de suprir a falta de alimentos. Seu inventor, Momofuku Ando, passou a produzí-lo após notar as grandes filas que se formavam por seu povo para conseguir um pouco de sopa de macarrão. A invenção deu certo e o miojo virou um dos produtos mais consumidos no mundo. No ano da morte de seu criador (2007), o New York Times publicou o editorial Mr. Noodle reafirmando que o macarrão instantâneo foi uma das maiores invenções japonesas do pós-guerra.

Momofuku Ando levou sua empresa ao primeiro lugar mundial no setor. Eles chegaram a fazer uma versão especial do macarrão para ser levado ao espaço com o astronauta Soichi Noguchi. Além disso, criou um museu dedicado ao miojo.

 

Momofuku gostava de se pintar de dourado quando ia apresentar seu produto às grandes redes de supermercados.

 

 

 

Conte para gente sua receita de miojo no twitter @NewronioESPM ou nos comentarios aqui embaixo.

 

 


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


Imagina se tudo fosse julgado como se julga propaganda

#Sinapse por Henrique Castilho

 

 

Um rapaz desabafa com seus três amigos sobre sua vida amorosa. Há meses não consegue conquistar ninguém, pois é muito tímido.

O outro retruca: “Ah! Para de ser bixa, Carlos!”.

Um terceiro faz uma cara tão emburrada que os outros param de rir na hora:

“Esteves, não acredito que você disse isso. Um cara tão bem sucedido na vida com uma mentalidade homofóbica dessa? Acho melhor todos nós pararmos de beber cerveja com você”.

Em outro lugar do Brasil, Cláudia desliga a TV pois uma personagem de sua novela comprou lingerie para chamar atenção de seu pretendente. Ela correu pro seu twitter: “nunca mais assistam Mulheres Perdidas! o roteirista é um tremendo sexista!”.

Saiu nas críticas de cinema de um grande jornal: “Não acredito que um diretor tão consagrado coloca crianças dirigindo um carro no seu filme. O que ele quer com isso? Adolescentes inconsequentes dirigindo pelas ruas da nossa cidade? Lastimável.”.

Por um motivo que desconheço, os receptores mudam quando estão vendo propaganda. Pode parecer um absurdo, mas não consigo responder por que um filme (ou programa, ou novela…) não tem as mesmas restrições impostas pelo Conar para propagandas de TV. Um comercial de cerveja que mostrasse crianças bebendo não duraria duas inserções no ar. Mas ok se um filme o faz.

Os próprios publicitários já criaram um critério para a propaganda, mas não conseguem explicar o motivo. Acredito que, no Brasil, onde se tem um mercado razoavelmente imaturo para a propaganda (não tanto quanto a Rússia, mas longe de ser o mercado inglês), as pessoas ainda vêem filmes publicitários com olhos de predador, qualquer brechinha é oportunidade de ataque. O próprio termo “propaganda” tem caráter pejorativo – não raramente vem acompanhado por “enganosa”.

Talvez as pessoas acreditem que a propaganda sirva pra manipular a cabeça do consumidor, e que tudo que vem dela pode ser poderoso. Defendo a acusação com um clichê das aulas de propaganda: se comerciais conseguissem fazer a cabeça das pessoas, todo mundo usaria camisinha, ninguém pegaria dengue nem pararia do lado esquerdo da escada rolante no metrô.

Será que um dia veremos uma propaganda de vodka com crianças passando mal na festa de 15 anos da colega de sala? Ou abriremos a veja e encontraremos um anúncio com a cara desse da Bentley?

 

 

Obs: esse post é inspirado no novo comercial da Marisa, nas suas acusações e na resposta dada por Sophie Schoenburg, redatora que o criou. Tá tudo hyperlinkado, é só ir clicando aí.

 

 

Quem souber as respostas comenta aqui embaixo. E não esquece de seguir o @NewronioESPM.


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.