O excêntrico diretor, conhecido por filmes como Eraserhead, Veludo Azul e Duna, está de volta nesse ano.

Após manter uma atitude discreta desde 2006, quando lançou seu mais recente longa Império dos Sonhos, em 2017 já temos confirmado o retorno de Twin Peaks, e no fim desse mês David Lynch: The Art Life. O primeiro trata-se da primeira produção “significativa” do diretor em 10 anos, após ter trabalhado apenas com curtas nos últimos anos, enquanto o segundo é um documentário envolvendo um esforço conjunto de 3 diretores iniciantes: Jon Nguyen (Lynch – Produção), Olivia Neergaard-Holm (Victoria – Edição) e Rick Barnes.

O documentário surgiu por meio de Kickstarter, no qual a equipe LYNCH THREE acreditava que a figura enigmática de David devia ser preservada em filme, onde ele poderia contar sua história e explicar como é o seu próprio mundo, um lado raramente apresentado por ele.

retrato O diretor até criou esse auto-retrato para ajudar o grupo a juntar os fundos necessários.

Foram necessários 3 anos para que o filme fosse completo, já que Lynch não é uma pessoa muito aberta – ele apenas permitiu que a equipe o visitasse nos fins de semana para que ele pudesse contar suas histórias. Lynch é tão enigmático quanto suas obras, contando histórias que demonstram como suas experiências de vida influenciaram sua arte, histórias de solidão, medo e família. Mas assim como seus filmes, nem tudo tem respostas, Lynch deixava informações em aberto ou mal explicadas – seja intencionalmente ou por trauma.

O longa é praticamente puro David Lynch, não existe nada além de entrevistas com o próprio, todas suas pinturas, todas suas fotos de família – ele até mesmo escolheu o nome.

O filme já passou em festivais e terá um lançamento limitado nos EUA agora no dia 31 de março. No Brasil ele deve estrear no dia 15 de junho.

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