Osvaldo Murakami trabalha com publicidade há mais de 30 anos. Começou como diretor de arte mas, ultimamente, tem atuado mais como redator. Seu último job foi eleger o candidato a Prefeitura de Joinville, Adriano Silva.

Na entrevista abaixo ele conta para gente, um pouco dessa experiência.

Conte-nos um pouco sobre seus maiores desafios de forma geral quando recebeu a tarefa de fazer a campanha eleitoral do agora prefeito eleito de Joinville Adriano Silva do Partido Novo?

Olha, vou ser bem sincero, quando me chamaram aceitei porque para mim era um novo canal para freelance. Estava bem cético sobre política, mas conheci o Adriano e o Novo e agora voltei a acreditar pelo menos nele. Por enquanto, vamos ver…

Você teve quanto tempo para realizar a campanha?

Nenhum, tempo. Cai de para quedas e tudo teve que ser feito de forma muito rápida. Mas a equipe era demais, a Uau Filmes do Paulo e o Marqueteiro era Antônio Pinto. Nunca tinha trabalhado com um time tão bom!

Os candidatos adversários de forma geral usaram o fundo eleitoral já que o Novo não usa? E o candidato que foi ao segundo turno também usou? Você se sentiu em termos de budget como David e Golias?

Sim eles usaram e tiveram a cara de pau de falar que o Adriano usou dinheiro público também.

Só tinha voluntário e dinheiro de doação. Tive que comprar minha própria camiseta do partido e fiz isso com orgulho. Na verdade o fato de não usarmos verba pública pegou bem com a população. O Davi (leia-se o então candidato Adriano) saiu super bem na foto.

Qual foi a estratégia do o candidato adversário?

A estratégia do adversário Darci de Matos do PSD, era desconstruir o Adriano, batendo em uma suposta falta de preparo. Não funcionou, o cara é um empresário jovem, bem sucedido e trabalha como bombeiro voluntário há mais de 17 anos.

Qual foi a força dos meios da mídia digital na campanha do prefeito eleito?

Foi fundamental. Usamos uma empresa chamada Marketeria lá de Joinville. O marqueteiro da outra campanha é especialista em Fake News, pra você ter uma ideia ele divide a equipe em duas no começo da campanha. Uma trabalha levantando as qualidades do seu candidato. A outra pra descontruir nossa campanha. Foi uma bela troca de chumbo, mas nossa equipe digital era muito boa.

Alguma curiosidade/fato interessante que você gostaria de ressaltar no fim da nossa entrevista?

Eu trabalhei em 2006 na campanha do Alckmin e do Serra. O marqueteiro era o Gonzales, o segundo em comando era o Fabio Veiga, o cara que me contratou na época.

A experiência foi muito ruim um clima horrível de reality show. O Alckmin perdeu.

Fui chamado pelo chamado Antônio Pinto. O cara não parava de fazer piada, uma campanha super alto astral, inteligente, focada e um candidato que olhou nos meus olhos e me fez acreditar nele.O Adriano ganhou.E adivinha quem era o marqueteiro da outra campanha?

O Fábio Veiga! O mundo dá voltas…

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Darlan Moraes Jr

Formado em Comunicação Social pela ESPM e Administração de Empresas pela PUC de São Paulo.
Foi Diretor de Criação em agências como JWT na República Tcheca, D´Arcy na Romênia, BBDO na Letônia e Rússia dentre outras. No Brasil trabalhou em agências como a McCann. Depois de 15 anos fora da pátria mãe, retornou em 2012 e hoje trabalha – através da sua empresa New Option – com aproximação de negócios entre Brasil, Rússia, Leste Europeu e Escandinávia em diversos segmentos, mas principalmente aqueles voltados para o mundo da inovação.
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