Em novo filme “Dark Waters”, Mark Ruffalo interpreta um advogado ambiental que descobre as consequências tóxicas na população de uma pequena cidade, causada pela negligência de uma poderosa companhia química.

O longa é baseado em fatos reais e conta a história do famoso advogado ambiental Robert Bilott, que lutou uma batalha legal durante 19 anos contra a grande empresa química DuPont, responsável por contaminar conscientemente cerca de 70.000 pessoas com Ácido perfluorooctanoico (PFOA) nos Estados Unidos.

Pra quem (também) não sabe o que esse palavrão significa exatamente, o PFOA é um poluente químico altamente tóxico muito relacionado ao desenvolvimento de câncer e que foi amplamente utilizado pela DuPont em parceria com a 3M por décadas.

O trailer do filme argumenta que o mais absurdo dessa história é o fato da empresa estar poluindo a água conscientemente, um exemplo de uma situação radical onde o lucro é mais valioso que a saúde das pessoas e o meio ambiente.

Segundo a narrativa do filme, o Rob Pilott de Mark Ruffalo defendia a companhia química nos tribunais, até o momento que o apelo de um fazendeiro que perdeu dezenas de vacas devido à contaminação da água chamou a sua atenção. E a partir daí ele é consumido pela causa contra seu antigo e poderoso cliente. Praticamente a história impressionante da batalha de um homem só contra um inimigo muito mais poderoso, um clássico Davi e Golias.

Anne Hathaway também reforça o elenco como a esposa de Mark Ruffalo e adiciona mais uma camada dramática à trama do thriller, segundo o ponto de vista que a obsessão do advogado de revelar os absurdos da companhia química passa a consumir a sua vida pessoal e familiar. O que será que ele está disposto a sacrificar para trazer à tona os crimes absurdos que foram causados intencionalmente contra a população estadunidense?

O filme será lançado dia 22 de novembro de 2019 nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de estreia no brasil.

 

Baiano, amigão da vizinhança, ecochato, escritor amador e mestre pokémon nas horas vagas.