Uma nova história que surgiu para ressaltar a desigualdade de gêneros, desde sempre existentes sem nenhuma razão. Margaret Bulkley, mais conhecida como Doutor James Miranda Barry, teve que fingir ser um homem para conseguir ter uma vida melhor no século 19 e conseguir realizar seu maior sonho: ser médica. A ideia partiu de sua mãe, que decidiu a colocar na faculdade de medicina de Edinburgh como um homem, pois as mulheres eram proibidas de cursar.

Nascida em 1789, em Country Cork, na Irlanda, Margaret foi cirurgiã do exército britânico e participou da batalha de Waterloo na parte de dar assistência aos soldados. Sua ideia era antes ir a Venezuela, onde poderia trabalhar em paz, sem segredos, porém um amigo que prometeu isso a ela acabou sendo preso e morto, por outros motivos. E ela precisou continuar fingindo ser um homem para preservar sua vida e prosseguir com seu trabalho.

Sua carreira de sucesso teve grandes conquistas: diminuiu extraordinariamente epidemias de cólera e lepra no continente africano quando percebeu a importância da higiene em hospitais, como por exemplo em tubulações sujas que causavam doenças. Além disso, ela realizou a primeira cesariana bem sucedida, na qual tanto a mãe quanto bebê conseguiram sobreviver. Sua verdadeira identidade foi descoberta após sua morte, quando uma enfermeira limpava o corpo, porém o exército tentou abafar o caso que só foi divulgado depois de um longo tempo.

As mulheres são questionadas diariamente sobre sua capacidade, com dificuldades em terem o mesmo reconhecimento que um homem. Sem ser totalmente uma discussão sobre gênero, histórias como essa mostram que o problema vem de muito tempo atrás e que agora está ocorrendo uma luta e uma revolução desse gênero que antes sofria calado, sem ao menos ter crenças do que eram capazes. Nomes como da Margaret precisam ter mais visibilidade para servir como inspiração para todas as mulheres do mundo que ainda não acreditam em seu potencial.

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