Em meio a pandemia do coronavírus, muitos artistas foram profundamente prejudicados, uma vez que museus, exposições, teatros, cinemas e qualquer outro lugar com grandes aglomerações de pessoas tiveram que ser fechados. O que é triste, afinal, o ramo da arte (sobretudo a popular) no Brasil já não é muito rentável, além de ser extremamente desvalorizado e negligenciado pelo Governo e certa parte da população.

Mas não é que a arte encontra um meio? Em meio à lama e o caos das ruas (mais no sentido figurado), nascem rosas. Gostaria de comentar sobre duas rosas especificamente, o Museu do Isolamento Brasileiro (@museudoisolamento) e o Covid Art Museum (@covidartmuseum).

O MIB surge da iniciativa da criadora de conteúdos Luiza Adas (@)florindolinhas, enquanto o CAM foi criado por três amigos publicitários de Barcelona. Ambas as páginas expõem obras que tangenciam as vivências e sentimentos relacionados ao período em que vivemos e têm uma grande variedade de técnicas artísticas, como pintura, fotografia, fotomontagem, poesia, quadrinhos e muito mais.

Essas iniciativas são bem simples, mas têm um valor altíssimo: afinal, muitos artistas poderão se expressar e expôr as suas obras mesmo durante a crise, possivelmente chamando a atenção de novos clientes, enquanto muitas pessoas poderão ter acesso a esses acervos de uma maneira praticamente gratuita e se conectar com essa arte sobre um momento tão intenso que todos estamos passando juntos. E quando tudo isso passar, teremos um importante registro de tantas vozes do Brasil e do mundo sobre essa grande tempestade.

Cuidem-se! Logo passaremos por tudo isso.

Baiano, amigão da vizinhança, ecochato, escritor amador e mestre pokémon nas horas vagas.