Sinapse por Christian Michelassi, 03/08/09

ImpressoraImpressora 3D não é novidade para muita gente. Desde 2006 já se fala disso, mas apenas grandes designers pagavam preços exorbitantes por elas. Mas como eu não estou aqui para dar novidades, mas sim comentar suas conseqüencias hoje eu vou falar dessas maravilhas.

Mas para quem não sabe, impressoras 3D são o sonho de qualquer um. Você projeta um objeto e a máquina ao invés de imprimir num papel, imprimi o objeto tangível, 3D, de verdade. E como isso?

O objeto é construído através de um material líquido que é disposto camada por camada no formato do objeto. Quando ele seca, voilá! O objeto já está pronto para ser usado. A maioria das máquinas trabalha com apenas um material, mas a Fabber, da [email protected] usa plástico, silicone,  cerâmica e até play-doh, chocolate e pasta de amendoim. A Alaris30 tem um gama de materiais mais profissionais, como materiais cirúrgicos.

Para botar a mão na massa e se divertir fazendo seus próprios objetos basta comprar a máquina, instalar o software no computador e baixar o projeto de um objeto. Claro, você está no começo, portanto não vai conseguir desenhar um sozinho. Com o tempo e experiência é possível fazer seus próprios.

Mas a grande questão relacionada a isso é a seguinte: E as fábricas? O que vai acontecer com elas? Pelo que podemos ver, com essa máquina é possível fabricar tudo que quiser. Desde um garfo de plástico até uma capa para o iPod. Me diga para que as fábricas deverão existir se eu posso imprimir meus produtos na minha casa?

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Objetos feitos em uma Alaris30, da Objet.

Com o barateamento dessa máquina, que hoje custa US$2.600 ([email protected]), a massificação da produção caseira poderá levar o sistema industrial que conhecemos a uma crise. E não só o industrial, mas também o comércio. Se eu quebrar a tampinha de trás do controle remoto (!) não precisarei ir a uma assistência técnica comprar a tampinha ou outro controle remoto, que fora fabricado em uma indústria da China. Eu mesmo projeto a tampinha, eu mesmo fabrico. Ou por que não os carrinhos dos meus irmãos?

Pense na independência que o consumidor terá. Pense também no aumento da ociosidade das máquinas que sem serviço, não precisarão também de funcionários.

Futuros catastróficos a parte, estava conversando com um amigo, que é da indústria e divagamos sobre duas possíveis oportunidades de negócio:

Você, grande empresário do ramo de moldes e injeção de plástico que faz pequenas peças, poderá vender todo o seu maquinário pesado, grandes injetoras, moldes caríssimo e ter apenas essa impressora para fabricar suas peças. Menor gasto de energia, menor gasto com funcionários. Ok, a produção não é em escala, mas quem disse que não poderá ser no futuro?

E tem outra coisa: A impressora é pequena, mas e se eu quiser fazer grandes objetos como a parte plástica da minha televisão totalmente customizada? Uma boa oportunidade é a criação de centros de impressão, como se fosse uma loja, na qual o cliente vai lá, faz o download do projeto e pronto. Pau na máquina. Assim como acontece com as lavanderias no exterior.

Realmente é um futuro ainda um pouco inimaginável, porém nós sabemos que essas idéias mirabolantes acabam dando certo. O importante é ter em mente que revoluções acontecerão e a sociedade precisa estar pronta a adaptar-se. E nesse caso a adaptação vai desde a concepção de materia-prima até o meio trabalhista.

Opa, me tuíta! @ChrisMichelassi e @NewronioESPM