A real história do surgimento do mito vampiresco é extensa e complexa, mas esse post não se trata disso. Aqui vamos mostrar as diferentes representações dos sanguessugas no mundo do entretenimento.

Talvez o vampiro mais conhecido do mundo seja o grande Conde Drácula, do romance irlandês, de Bram Stoker. A mitologia “stokeriana”, foi quem trouxe o principal estereótipo de vampiro, com a estaca, água benta e o crucifixo, além da famosa marca do caixão e a fraqueza ao sol.

Contudo, existem aquelas representações que mostram que o sol não seria uma fraqueza a essas criaturas mitológicas. Estamos falando sobre o universo de Crepúsculo, criado pela autora americana Stephanie Meyer. Talvez, os vampiros mais conhecidos da cultura pop atual.  Na literatura “crepusculiana”, eles não possuem fraqueza aos raios solares, mas brilham ao entrar em contato com o sol. De qualquer forma, eles o evitam, para não chamarem atenção de humanos.

Mas, os Cullen e o famoso Conde Drácula, vocês já conhecem, vamos falar agora daqueles que são menos conhecidos, mas não menos importantes para a riqueza do mito.

O filme “Entrevista com o Vampiro”, adaptado da obra de Anne Rice, dirigido por Neil Jordan e estrelado por Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas e Kirsten Dunst, mostra uma representação bem interessante sobre essas criaturas. A trama conta a história de Louis, um vampiro do século XVII, que está sendo entrevistado no século XX. No filme, os vampiros não possuem fraqueza a cruzes, água benta ou a alho. Mas ainda precisam de caixões para dormir e fugir do sol. Outro ponto interessante sobre a obra, é que retrata o dilema de transformar uma criança em vampiro, pois ela viverá por toda eternidade nessa forma. Além disso, a obra retrata outra fraqueza vampiresca: beber sangue dos mortos. No universo do filme, caso um vampiro beba sangue de um humano já morto, ele morrerá, a não ser que consiga beber sangue de algum outro ser vivo para se fortalecer.

O universo de “O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien, também menciona os filhos de Drácula. Durante os escritos sobre a Terra-Média, somos apresentados a Thuringwethil, que traduzido do sindarín (língua criada pelo próprio autor da obra) significa Mulher da Sombra Secreta. Ela seria uma mensageira de Sauron. Além disso, durante os escritos, o próprio Sauron, o grande vilão de “O Senhor dos Anéis”, toma a forma de um vampiro. No universo de Tolkien, assim como em outros, os vampiros são capazes de se transformar em grandes morcegos.

No universo de Harry Potter, da escritora britânica, J.K. Rowling, os vampiros também são citados. Eles são estudados no primeiro, segundo e terceiro ano durante a disciplina de Defesa Contra as Artes das Trevas. Além disso, é dito que os vampiros tem uma aversão a alho e podem ser espantados a partir dele.

Indo agora para o Japão, os animes e mangás não ficam atrás quando se trata em criatividade e representações dos morcegões.

No anime Jojo´s Bizarre Adventure, escrito e desenhado por Hirohiko Araki. Ele retrata os vampiros como seres vis, que são transformados ao colocarem uma máscara amaldiçoada. No anime, os vampiros possuem fraqueza ao sol, e contam com poderes como: Regeneração, hipnose, transformação de humanos em zumbis (literalmente zumbis, tipo “Madrugada dos Mortos”), entre outros.

Quando se trata de vampiros em animes, talvez a primeira coisa que um conhecedor das animações japonesas possa pensar é em Hellsing. Criado pelo mangaká japonês Kouta Hirano, o anime conta a história de um caçador de vampiros e forças sobrenaturais, chamado Alucard, que por um acaso, é o vampiro mais poderoso de todos. O anime faz referências diretas a obra Drácula, de Bram Stoker. Logo após o fim dos eventos do livro, Drácula é derrotado por Abraham Van Hellsing, tornando-se um servo leal a família Hellsing. Na obra, os poderes de Alucard variam desde invocações das almas que Alucard sugou em sua vida, como cães infernais, até a onipresença.

A figura do vampiro é muito explorada na cultura do entretenimento, que perdura desde séculos, podendo até mesmo ser imortal (olha só, a vida imitando a arte). Embora, como pudemos ver, aconteçam alterações no mito original dos chupadores de sangue, tudo isso serve para enriquecer cada vez mais a cultura vampírica, portanto, não julgue o vampiro do coleguinha, consuma essa cultura e decida você quais os poderes e fraquezas do seu vampiro.

 

Sexto Kazekage, aspirante a Rei dos Piratas e viciado em criar histórias de RPG.