Havia um tempo em que a sociedade pressionava os solteiros a se casarem exatamente pelo fato de um solteiro na família ser indesejável e de traduzir fracasso social pelo fato de não ter formado uma família.

Velho estereótipo ultrapassado

Velho estereótipo ultrapassado

Mas esses tempos mudaram, segundo o professor de Economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), José Eduardo Amato Balian em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, “Hoje em dia, quem dita boa parte das tendências do mercado de consumo são os solteiros, justamente porque eles podem gastar mais com suas próprias vontades”.

De acordo com o censo 2000 do IBGE, há quase 53 milhões de pessoas com mais de 18 anos solteiras, ou 30% da população, um número 70% maior do que na década de 90. Em algumas cidades, esse índice é ainda maior, como Salvador que, segundo o pesquisa do Instituto Ipsos/Marplan/EGM realizada em nove cidades de abril de 2007 a junho deste ano, Salvador é a capital brasileira dos solteiros – 45% da população acima dos 18 anos está sozinha. No segundo está Brasília, com 41% de solteiros (51% homens e 49% mulheres), seguida por Belo Horizonte, com 40% (52% homens e 48% mulheres), e Fortaleza, com 38% (49% homens e 51% mulheres).

           

Uma pesquisa feita pela Ipsos, que também mapeou as tendências de comportamento dos solteiros, mostra que é mais fácil conhecer alguém interessante nos corredores de um shopping center (54% dos solteiros freqüentam esses locais) do que na pista de dança de uma balada, e, por isso, duas amigas solteiras, Luciana Pires e Angela Robledo, fundaram o site SPO (Solteiros Por Opção).Tiveram a idéia de promover festas somente para solteiros, que procuravam um ambiente de paquera sem correr o risco de ficarem interessados em alguém comprometido, ou seja, procuravam pretendentes com o mesmo propósito. Totalmente independentes assumem: “somos responsáveis por nossa felicidade e infelicidade”, relacionamentos são bem vindos para somar e não para subtrair.

solteiras convictas
Luciana e Angela: solteiras convictas

 

 

Os solteiros são os principais responsáveis por aquecerem o mercado, e, segundo o jornalista, consultor de varejo, e vice-presidente da ADVB DF Paulo Pandjiarjian em artigo publicado no site mundodomarketing.com.br, “Há dois subgrupos no mercado single: o das pessoas jovens, e o da terceira idade. Os de menor faixa etária são mais fiéis a bens duráveis, já os idosos preocupam-se principalmente com o preço e a comodidade.


 
Geralmente, pessoas solteiras moram em casas ou apartamentos de tamanhos menores que os de uma família, por isso, na hora de comprar seus móveis, este tipo de consumidor opta por produtos compactos e multifuncionais”. Pandjiarjian ainda diz mais: “O conceito de que um morador solitário tem casa bagunçada foi contrastado por outra realidade: trata-se de um consumidor de serviços personalizados, inclusive na estética pessoal, na arrumação da casa e na alimentação, enfim, que se cuida melhor que a maioria das pessoas. Um indicador poderoso das mudanças ocorridas nesse núcleo de mercado é a explosão de cirurgias plásticas estéticas, em que 30% da clientela são homens. Portanto, o oferecimento de mobiliário que atenda essa tendência vai acertar em cheio o público solteiro. O público solteiro tem o perfil de ser mais “descolado”. Dessa forma, tudo o que remete à modernidade é bem visto”.

Dia 15 de Agosto é o “Dia do Solteiro”, e o aquecimento causado por esse mercado aguça cada vez mais a capacidade de inovação de grandes empreendedores, pois por ser um subgrupo que é livre, e por não sofrer influências de parceiros, são mais exigentes, e demandam por serviços especializados e direcionados. 

Segue abaixo o viral do site Lonelybloggers.com, um site de relacionamento para solteiros

Fontes: O Estado de S. Paulo , SPO, Mundodomarketing