E agora os japoneses prometem acabar com o trânsito!
Sinapse por Christian Michelassi, 13/07/2009.

Em São Paulo, Sexta feira, 18hrs. Pronto. Nem saia de onde você está, ao menos que queira pegar o maior congestionamento da sua vida. O paulistano especificamente já sabe que esse é o pior momento para dirigir. Mas, incrivelmente, nada tem sido feito. Soluções como transporte público, menor uso de carros, carona, e tantas outras já foram dadas, mas essa aqui é extremamante reveladora.
Estudos do MIT, baseados em estudos anteriores (!) japoneses, mostram que pode haver uma outra solução para o trânsito. Na verdade, encontraram uma possível causa. Não há causa.
Deixa eu explicar melhor: Você certamente já parou no trânsito e pensou: Mas como isso, se não tem acidente, não há semáforo, não há nada que poderia formar esse acúmulo de carros?
Os especialistas dizem que isso é trabalho do Jamiton, O fantasma do trânsito, ou Phantom of the traffic jams. Esse fantasma é resultado do acúmulo de segundos de distração, de demora ao acelerar ou freiadas precoces. Quer entender melhor, dá uma olhada nesse video aqui embaixo.
Nele, os motoristas dirigem há 30km/h, todos na mesma velocidade, mas mesmo assim acontece o trânsito.
Mas o que chama mais atenção é quem fez esse estudo: Japoneses e americanos. Ok, eles também sofrem do mesmo problema que nossa querida São Paulo, mas essa solução bem que poderia vir do nosso país. Por que não? Nós somos o recordista em trânsito (293km na última véspera de feriado) e não conseguimos encontrar uma solução para o nosso problema! Só deixamos que soluções venham de ações públicas e não pensamos que talvez, quem sabe, a solução poderia vir do meio acadêmico, como aconteceu lá fora.
Acontece é que os estudantes e universidades miram apenas o mercado e esquecem que têm de fazer a diferença também no ambiente em que estão; fazer a diferença para ajudar no desenvolvimento do país.
Well, depois desse sermão que muito lembra aqueles velhos discursos dos estudantes da UNE, vale a pena pensar qual é o papel do cidadão e principalmente, identificar uma oportunidade e apostar nela! Isso é que é tendência.
Imagem brinde:
Repara bem: Como isso foi acontecer?! E foi em São Paulo, hein.
Opa, me tuíta! @Michelassi e @NewronioESPM




“solução poderia vir do meio acadêmico, como aconteceu lá fora.
Acontece é que os estudantes e universidades miram apenas o mercado e esquecem que têm de fazer a diferença também no ambiente em que estão; fazer a diferença para ajudar no desenvolvimento do país.”
Discordo. Realmente existem projetos que visam o mercado e ao desenvolvimento das empresas, mas a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), já que estamos falando de São Paulo, não incentiva a projetos que visam ao bem público, digo isso porque já vi vários projetos que não são destinados à sociedade, mas ao Capitalismo (como diria alguém da UNE ^^). Enfim, não tem incentivo do governo para tal, o governo prefere criar órgãos autárquicos para tratar desses assuntos (Vide IPPUC de Curitiba).
Em outros países como Portugal e Espanha, o meio acadêmico está mais próxima ao Estado, isso por medidas do estado (segundo 4 amigos meus que foram de intercâmbio para esses países).
Rapazes, eu faço Geografia e já vi diversos projetos, inclusive de Geografia Urbana que foram publicadas e nunca foram citadas por algum órgão do governo.
Concluindo, o problema não são os acadêmicos, é o governo
=/
Não acredito que o problema seja o governo ou os acadêmicos, nunca é tão simples assim, há uma mentalidade em toda a população que diz que a pessoa deve esperar o governo ou o acadêmico, no caso, se mobilizarem. Estive lendo “O Ponto da Virada” esses dias, e é muito interessante ver como o autor trata de temas parecidos. Ele diz que devemos enchergar esse tipo de fenômeno como uma epidemia, com agentes iniciadores, fatores de fixação da epidemia e um ambiente favorável para que ela aconteça. Quando os elementos se arranjam de maneira adequeda, bum, explode a epidemia. Não sei como aplicar o caso diretamente a essa teoria, mas acredito que possa ser um bom modelo para aprofundar nosso conhecimento sobre ele.
Página oficial do autor: http://www.gladwell.com/