A origem da Coca-Cola não veio de um conto de fadas em que um inventor passava horas em seu laboratório em busca da fórmula para o melhor refrigerante do mundo, mas foi o que ela se tornou depois de décadas. O refrigerante tão degustado surgiu quando o farmacêutico John Stith Pemberton, que vivia em Atlanta em meados do século 19, preparou um xarope de folhas de coca e extrato de noz de cola, o qual havia aprendido a fazer com os escravos que utilizavam isso para usar contra ressaca e fadiga.

A bebida ainda tinha um gosto amargo e isso não era tão agradável para quem comprava, foi então que o Pemberton decidiu criar várias misturas até conseguir uma fórmula que ganhou aprovação da população. O que tornou no final de tudo, um xarope misturado com água carbonada. O nome foi ideia de seu amigo, Frank Robinson, que também criou o logotipo da Coca-Cola. Sua primeira venda foi em 1886.

1891-1920 

A fórmula é vendida para o empresário Asa Griggs Candler que acredita muito que a marca pode ser mais conhecida. Como na época não existia publicidade e os consumidores viviam em cidades menores, ele decidiu contratar pessoas que distribuíam cupons com o endereço onde era oferecido o produto de graça para a experimentação. E criou posteres e calendários para que as pessoas nunca se esquecessem do nome.

A marca Coca-Cola é registrada e começa a ser vendida em garrafas de vidro, com o nome escrito da companhia de engarrafamento em auto relevo.

A venda foi aumentando e fez com que o produto fosse vendido para fora do país, no Canadá e México.

9 miligramas de cocaína que tinha na fórmula da Coca-Cola foi retirada.

Foram abertos várias fábricas para fazer as garrafas da Coca-Cola, todas, na maioria das vezes, surgiram de familiares de pessoas que já tinham fábricas para esse intuito.

É criado um novo design para a garrafa.

Candler vende a empresa por 25 milhões de dólares para um grupo de investidores liderados por Ernest Woodruff e WC Bradley.

De 1921 a 1972

Ernest Woodruff morre, e seu filho assume o poder da empresa. O que ninguém sabia era que as estratégias dele ajudaram a criar uma imagem da marca.

Com a Primeira Guerra Mundial, a Coca-Cola era a maior consumidora de açúcar e com o racionamento, cria-se um grande problema para a marca.

E criaram um cooler para manter o produto gelado nos pontos de venda.

A marca encomenda uma série de quadros a Haddom Sundblom, representando a imagem do Papai Noel, com o objetivo de fazer publicidade. Porém, essa imagem repercutiu e tornou-se a que representava o personagem.

Aproveitando da Segunda Guerra Mundial, a Coca-Cola, após conseguir permissão do então presidente da época, leva fábricas “móveis” para a batalha, com o intuito de serem entregues para os soldados. Isso começou a internacionalizar a marca, logo que, após a guerra, foi licenciada nos países em que permaneceram durante a guerra.

A Coca-Cola começar a patrocinar a NASA. E, no Apollo 17, o astronauta Ronald Evans leva uma lata do produto junto.

Todo o mistério da marca ter um ingrediente secreto causa uma repercussão sobre o porquê da Coca-Cola conseguiu tanto sucesso. Mas, desde o começo de sua história, o verdadeiro potencial não é o sabor do refrigerante, mas como foi criado todo esse amor pela marca.

Há pessoas que dizem que as táticas agressivas de publicidade, com calendários e relógios entregues para os consumidores, fizeram com que a marca entrasse nas cabeças das pessoas. Existe muitas teorias de como essa marca ainda existe, mesmo que já tenham sido criados produtos que supostamente são mais gostosos.

Além do que, a empresa criou uma imagem da marca para ser relacionada com família e felicidade. Momentos que as pessoas estão comemorando algo e não imaginam outra marca que não seja a Coca-Cola para participar.

Para saber mais sobre como construir marcas que resistem ao teste do tempo não perca a palestra de Antonio Lucio – Chief of Marketing e Communications oficcer da HP Inc

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