Posts Tagged ‘mídia’

Campus Party e as sutis mudanças

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

Sinapse por Ramiro Gonçalez, 02/02/2010 às 22h15

Um evento que surgiu pequeno na Espanha há 13 anos e chegou ao Brasil em 2007, mostra como o comportamento de uso das mídias vem mudando.

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Mudanças sutis e nova mídia

quinta-feira, janeiro 28th, 2010
Sinapse por Ramiro Gonçalez, 28/01/2010 às 18h15


Como toda mudança, a revolução das mídias é muda e (aparentemente) lenta.
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Uma disputa silenciosa entre as mídias

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

Sinapse por Ramiro Gonçalez, 17/12/2009 às 21h15

Está passando quase despercebida uma briga de “cachorro grande” no setor de mídia brasileiro. Trata-se de uma revolução silenciosa: A disseminação em larga escala da Banda Larga e da IPTV.

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Os nativos da INTERNET e a nova MÍDIA

quarta-feira, novembro 25th, 2009

Colaboração de Ramiro e Lanna, 25/11/2009 às 17h00

midia newronio espm

Acredito que poucos observadores das estruturas de comunicação conseguem  entender que as formas de veicular notícias não serão as mesmas em dez anos  (ou pelo menos a divisão da audiência on line e off line será diferente).

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A Gigante Globo e os Micro-mundos

terça-feira, março 17th, 2009

 

A tradicional emissora Rede Globo de Televisão, na ativa desde 1965, colocou no ar o game virtual Surfínia, uma extensão de conteúdo para a novela Três Irmãs, além de servir como uma plataforma publicitária. Entender o que isso significa é o mais importante de tudo. A Globo é a principal mídia de comunicação em massa no Brasil, tem o maior alcance e penetração do país, e se esta gigante está criando extensões de conteúdo para que as histórias transcendam das televisões e deixem o telespectador ainda mais dentro desse mundo, é porque ela já está entendendo o novo consumidor, ainda tímido em quantidade numérica, mas expressivo como uma amostra de como se comportará o “cidadão 2.0”. (jogue Surfínia aqui).

Mais que isso, a Globo é lider nacional do chamado formato broadcast, ou seja, de uma comunicação “um para muitos”, onde ela manda o conteúdo para o telespectador e ele recebe essa informação passivamente, e essa preocupação em convidar o consumidor para uma comunicação mais participativa é uma tendência muito interessante. Com a TV Digital, por exemplo, o consumidor terá muito poder, podendo escolher o conteúdo que deseja consumir, causando uma dificuldade extra para as tradicionais emissoras. Talvez, a migração para o meio virtual seja uma maneira de já começar e se prevenir e a explorar soluções às novas exigências em nosso modo de viver e consumir. 


 

O game Surfínia é ambientado na fictícia Ilha Azul onde acontece a novela, os jogadores fazem seus avatares, participam de campeonatos de surfe, respondem a perguntas sobre a novela Três Irmãs e concorrem a prêmios como camisetas, bonés e até mesmo a uma prancha de surfe. A mecânica por trás disso tudo é ainda mais interessante, pois os anunciantes interessados têm a oportunidade de estar presentes tanto na novela quanto no jogo, aumentando muito mais o envolvimento do consumidor/telespectador com sua marca, aproximando-a do mundo dos personagens. Depois de LOST, as ilhas estão na moda tanto na televisão quanto na internet. (Para saber mais sobre Surfínia, clique aqui).

 


Por falar em LOST, a série foi “trazida” para o Brasil também pela emissora Globo -”trazida” entre aspas pois a série já era exibida na TV à cabo pela AXN, e porque os atuais fãs de LOST já se envolveram tanto com a trama que a “importam” (ilegalmente, vale dizer) através de downloads disponibilizados na internet por outros usuários igualmente fãs – e há até mesmo equipes de tradução, como os Psicopatas! Os enigmas virtuais soltos pela rede, o desespero dos fãs em entender a série, o envolvimento todo gerado em relação a um mundo fictício é uma força muito poderosa, e é este tipo de resultado que qualquer marca gostaria de atingir com uma comunicação. Conseguir criar uma atmosfera em que o internauta imerge no seu mundo, seguindo o seu roteiro, é uma experiência que vai além da venda, e é por isso que os chamados advergames ganharam tanta força. Uma emissora “acusada” de manipular até mesmo o futuro eleitoral de um país (Muito Além do Cidadão Kane) entendendo a importância da internet na comunicação, é algo em que devemos prestar atenção. Mais do que isso, o que vemos cada vez mais são os gigantes do mercado encontrando alicerces no que ainda há pouco era considerada uma “micro-oportunidade”. São as ilhas destoando do mar.

Pedro Hutsch Balboni, 17/03/2009 às 16h20

Twitter @phbalboni @newronioespm

Fórum ESPM de Gestão de Contatos com a Marca

sexta-feira, setembro 19th, 2008

Milhões de novas marcas ganham “vida” a cada dia, e para que elas se mantenham vivas, precisam aparecer para os seus consumidores. Desta forma, bombardeiam-nos com comunicação, que vem por todos os lados, utilizando-se de todos os meios e a qualquer hora do dia. Partindo do pressuposto que o consumidor esteja prestando atenção na propaganda, teoricamente, é preciso que ele seja atingido por ela pelo menos três vezes para que a marca seja fixada em sua mente.

No entanto, isso não ocorre na maioria das vezes. A lembrança da marca torna-se ainda mais difícil quando as pessoas dividem sua atenção com várias outras coisas e milhares de outras propagandas e anúncios. Não é de se estranhar, então, que as agências corram atrás de novas mídias e novas formas de publicidade para que os consumidores lembrem de seus clientes. O último P do Mix de Marketing precisa ser cada vez mais inovador e ousado para que, não só atinja o consumidor, mas seja lembrada por ele.

Por isso, no Fórum ESPM de Gestão de Contatos com a Marca, que aconteceu no dia 11 de setembro na própria faculdade, Ulisses Zamboni (sócio-diretor de planejamento da SantaClaraNitro), Marco Bibiano (Google) e Ricardo Cavalini (consultor especializado em mídias, ex-diretor de mídia da F/Nazca Saatchi & Saatchi) discutiram sobre as novas formas de mídia, sobre a dificuldade que as empresas ainda têm de comunicar em meios que não são mensuráveis e, principalmente, sobre as formas de atingir o consumidor de maneira efetiva.

 “Hoje, freqüência não é mais mostrar o mesmo comercial no mesmo canal. É atingir o mesmo cara de várias formas com a mesma mensagem.”, Ricardo Cavalini.

 

Passar para o consumidor o conceito da marca de várias formas diferentes é, segundo Cavalini, o jeito contemporâneo de substituir a idéia de freqüência. Estas formas incluem, não só campanhas utilizando diferentes mídias, mas, também, formas que interajam com o consumidor e façam-no prestar atenção na marca ou, até mesmo, vivenciar o seu conceito.

Desta forma, é importante que o publicitário compreenda que forçar o consumidor a ver a propaganda, enchê-lo com a mesma mensagem ou com jingles irritantes não funciona. É necessário envolvê-lo e fazer com que ele crie simpatia com a marca e sinta vontade de saber mais.

 “É preciso inverter a ordem tradicional: de colocar o ‘cara’ no centro e os meios em volta dele para colocar a idéia relevante de forma a ser vista pelo consumidor por meios que ele vai escolher, de acordo com seus hábitos.”, Ulisses Zamboni.

 

E neste ponto, a internet torna-se um meio de extrema importância, pois é através dela que o consumidor vai atrás de informações, campanhas ou comunidades sobre a marca. Por isto, esta (não tão nova) mídia vem sendo utilizada por um grande número de agências para consolidar o conceito das campanhas. Ferramentas como blogs, twitter, facebook já são utilizadas por diversas empresas, incluindo bancos, como o Bilbao Vizcaya, para estreitar as relações com os clientes.

Apesar de toda a discussão sobre inclusão digital, era da internet, redes sociais, segundo os próprios palestrantes, ainda é difícil convencer alguns clientes a utilizarem mídias intangíveis. Eles querem números, resultados, pesquisas. Mas os tempos mudaram, o consumidor mudou e é preciso que a publicidade, também, mude.

Marcela Alvarez, 19 de setembro às 15:35h.