Posts Tagged ‘Consumo’

Atacando o comércio popular

terça-feira, maio 26th, 2009

Airport Trolley Newronio

Sinapse por Christian Michelassi, 26/05/2009.

Já ouvi várias e várias vezes que devemos sair da nossa bolha de conforto e sair na rua e conhecer o mercado popular, o dia a dia das ruas. Tentei fazer isso e fiz algumas constatações acerca do varejo popular.

(mais…)

Crise no Brasil: O ponto de vista da Web.

terça-feira, maio 5th, 2009

O Lula disse: O comércio cresceu e não diminiu. As pessoas estão comprando. Em seu programa no dia 27 de Abril. Lendo isso, nós do Newronio fomos checar na internet, através do Google Insight, o que está acontecendo.

(mais…)

Música e Consumo

sexta-feira, abril 24th, 2009

Sinapse por Pedro Hutsch Balboni, 24/04/2009 às 17:40.

napster logo Newronio ESPMFalar da indústria da música é cada vez mais complicado. O cenário antes muito bem definido com gravadoras dominando o mercado está com seus dias contados. Pode-se culpar novamente a internet? Não inteiramente, como sempre, mas pode (abster-me-ei de números, mas veja alguns aqui). A dinâmica nesse mercado mudou drasticamente com a facilidade proporcionada pela rede virtual, e nem mesmo prender os criadores do Napster, software pioneiro para o compartilhamento gratuito de músicas, foi o suficiente para barrar o anseio por liberdade dos internautas. (Falando nisso, ouvi dizer que os criadores do Pirate Bay também foram condenados à prisão. Em protesto, surge o Pirate Google, provando que arquivos torrents podem ser encontrados em praticamente todo lugar).

 

(mais…)

Verde até a segunda folha

terça-feira, março 17th, 2009

Até há pouco tempo, falar em aquecimento global era tema ligado a algo que só aconteceria num futuro muito distante. De repente nos deparamos com essa situação que está mais perto do que imaginávamos e junto com esse choque para o modo de vida da nossa sociedade vieram algumas soluções, mesmo que imediatistas e superficiais: Uso de produtos verdes, diminuição do consumo e economia de recursos. O grande problema disso tudo é: O consumidor pode acreditar que esse novo modo de vida e produção é realmente verdadeiro e não apenas um desencargo de consciência, e traz resultados efetivos para o meio ambiente?

A comercialização de produtos ditos ecológicos caiu no gosto das empresas  e dos clientes, que como maneira de limpar o rastro ecológico, compram esses produtos sem dar conta de que podem não ser de fato verdes. Seria ótimo continuar a consumir as mesmas coisas que antes, mas sem o peso na consciência de estar contribuindo para a destruição do planeta.

Detergente Biodegradável: Got green?

Detergente Biodegradável: Got green?

Esse tipo de ação é chamado greenwash. O termo greenwash surgiu da junção de dois termos: Green, de verde, ecológico e wash, de whitewash, que é um tipo de tinta branca usada para pintar fachadas de casas. A expressão é usada por ambientalistas para denominar empresas que passam a impressão para o consumidor de ser uma empresa sustentável, enquanto continua com os métodos antigos e danosos de produção e distribuição.

O consumidor fica atado ao que percebe na propaganda e não tem métodos para comprovar a eficácia verde dos produtos e acaba comprando, também como uma maneira de desviar para o consumismo qualquer falta de atitude própria no dia a dia. O consumismo acaba sendo a válvula de escape para o problema que o próprio consumismo causou.

Já se encontram em vários supermercados e drogarias aquelas sacolas feitas de pano ou de um material resistente para que o consumidor, quando retornar para novas compras, leve e não utilize uma das 500 bilhões de sacolas plásticas produzidas por ano no mundo inteiro e que demoram centenas de anos para se decompor. Ao mesmo tempo em que o supermercado economiza com a compra de sacolas plásticas, ganha com a venda das retornáveis e cria uma imagem de eco-friendly para o público.

            O setor automobilístico também começa a mostrar interesse nesse mercado que está crescendo cada vez mais e têm investido em novas formas de energia. Há algum tempo montadoras como Honda, Toyota e GM vêm falando em lançar carros que usam outro tipo de combustível que não os fósseis, os chamados carros híbridos.

 

 

           Resta saber se todas essas iniciativas têm realmente um fundo ideológico ou se a razão de toda essa movimentação no mercado de pesquisas de novas tecnologias e mudanças em toda a cadeia de um produto são feitas para enganar o consumidor a achar que está comprando um produto sustentável enquanto o fabricante continua sendo a mesma antes da onda ecológica que dominou o mercado.

            De nada adianta também utilizar materiais verdes para a fabricação de produtos se durante a cadeia de produção foram utilizados métodos que utilizam energia não renovável, transporte feito por automóveis poluentes, extração de minérios e mão de obra barata.

            Assim como empresas, com o intuito de continuar a maneira antiga de produção, os governos propõem a venda de carbono que também pode ser considerada como greenwash, já que a imensa quantidade desse gás que está na atmosfera exigiria um esforço impensável de engenheiros e a venda de carbonos não passa de uma maneira de continuar com a mesma quantidade de carbono liberada na atmosfera, só que de uma maneira mais branda perante a sociedade.

            Pensar em sustentabilidade, apesar de ser algo que começa com atos cotidianos e feitos por cada um, também deve ser visto pelas grandes empresas e governos como algo a ser feito em conjunto, com o real intuito de melhorar a qualidade de vida e proteger o planeta para as próximas gerações e não como uma nova maneira de conseguir dinheiro aproveitando do estado de fragilidade que a sociedade moderna se encontra.

 

 

Christian Michelassi, 17/03/2008 às 16:54.

Custa pouco tentar

terça-feira, dezembro 9th, 2008

 

 A publicidade passou décadas se aperfeiçoando na arte de estimular o consumidor a experimentar. Mais do que o benefício obtido por conhecer em primeira mão um produto ou serviço, testar passou a oferecer uma nova, e importante, gratificação: ter vivenciado uma experiência de consumo.

Como resultado desse processo, evidencia-se um consumidor ávido por expandir repertório e dizer que já viveu, já provou, já foi, já testou ou já sentiu as experiências propostas por produtos, ambientes ou serviços.

Esse é o trysumer (try + consumer). Frente a ele, as marcas, aos poucos, se adaptaram e aprenderam a surfar ainda melhor nessa onda, criando o tryvertising: samplings de todo tipo de produto, períodos de degustação, numerosas extensões de linha com novas propostas e sabores, dentre muitas outras formas de proporcionar estas experiências dosadas.

Foi esse, por muito tempo, o perfil da resposta que as marcas deram para tal comportamento.

Porém, conforme o trysuming evoluía, as reações do mercado passaram a aparecer não somente em ações de marketing, mas também em modelos de negócio – meios de “fazer dinheiro” que tiram inspiração da idéia básica do trysuming: o gosto por experimentar.

 

Minnies

Um restaurante de Chicago prova que o maior nem sempre é o melhor. Com inspiração na nouvelle cuisine, oferece opções muito próximas as

dos cardápios fast food, mas através de uma ampla gama de mini porções.

Um modelo que potencializa experimentação e indulgência.

Flavour Labs

Geschmackslabor, um restaurante na Alemanha, permite aos freqüentadores adicionar sabores distintos às suas refeições. São 20 óleos aromáticos feitos artesanalmente que podem ser experimentados e adicionados à comida pelo próprio cliente, recompensado por novos temperos e combinações que inclui em seu repertório.

Comida pronta para comer e uma proposta interessante: fazer um upgrade de sabor no prato.

4x Proeven

Kit com quatro mini garrafas de vinhos diferentes que propõe que o consumidor eleja o vinho oficial de sua casa. Ao ser aberto, o pack das garrafas transforma-se em um jogo, ensinando o que perceber em cada um dos vinhos.

Uma proposta que populariza a ocasião de consumo – o vinho com os amigos – e educa sobre o quê apreciar – folheto com passo a passo.

 

O trysuming alavanca negócios que derrubam barreiras: onde é o preço que atrapalha, oferece porções menores e com valores também reduzidos. Se o problema é distanciamento do segmento, sua

apresentação guia o consumidor para descobrir um universo novo, como o dos vinhos, por exemplo.

Em todos os casos, possibilita o acesso à indulgência e a descobertas que não causam culpa nem fazem mal à carteira.

Colaboração da Talent Oxygen