Sinapse por Christian Michelassi, 18/09/2009.

Newronio Jornal

Se o ser humano vive de nostalgia eu não sei, mas que o passado é referência para o presente, isso sim é bem verdade. Não dá para entender o presente sem saber do passado. Já disse Orwell no livro 1984 “Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado”.

E como prova disso na prática, é possível encontrar vários sites com conteúdo antigo. Como assim? Um website, página que tem que ser atualizada sempre com conteúdo novo, mas que ao invés disso, tem conteúdo antigo? É isso mesmo. Jornais, universidades e sites estão vasculhando o material produzido pelo homem até a invenção da internet e disponibilizando-os para qualquer um que quiser acessar.

 A Universidade de São Paulo mantém o site Brasiliana USP, que tem a função de digitalizar o acervo da biblitoteca da USP, começando pelo acervo de José Mindlin. No montante digitalizado não estão apenas livros, mas também fotografias, mapas. O interessante é notar que o meio acadêmico e da mídia está se interessando pelo resgate do passado, algo que sempre foi feito em países mais desenvolvidos e que há algum tempo também tem sido digitalizado.

Já o Jornal Estadão inicia este mês o acervo digital Um Século que reúne notícias publicadas nos últimos 100 anos. Não é muito diferente do que os jornais já fazem na coluninha “Há 100 anos”, mas agora é possível baixá-las em PDF e gratuitamente.

 

 

Outro site muito bom também é o Domínio Público, que traz para o usuário obras que já são de domínio público. Dá para encontrar desde o Hino Nacional até textos de Shakespeare. E sem nenhum problema quanto a direitos autorais e receio de estar baixando algo ilegal. Tudo que está alí é gratuito e pode ser reproduzido.

Se alguém aqui é anterior ao surgimento da internet pode lembrar que a promessa era da democratização do conhecimento, liberdade de leitura, e ubiquidade. Parece que isso agora já está acontecendo com livros e notícias, que por serem antigas, estavam empoeiradas nos porões das bibliotecas e agora estão voltando para as mãos (ou dedos) dos leitores.

 

Opa, me tuíta! @ChrisMichelassi e @NewronioESPM