Para quem não sabe, amanhã (8/março) é o Dia Internacional da Mulher. Esse dia surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, durante a luta feminina por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto.

Existem marcas que têm o gosto pela causa e criam ações espetaculares para mostrar o avanço dessa luta e destacar o quão importante esse gênero é para o mercado. Uma que ocorreu na semana passado foi inusitada. A marca mais conhecida de Whisky Johnnie Walker criou uma edição limitada da garrafa em homenagem as mulheres relembrando que elas também gostam desse tipo de bebida.

Porém, enquanto umas acertam em apoiar, outras acabam ignorando todo o problema do machismo e criam vídeos mostrando o estereótipo que é criado em cima da mulher. A Coca-Cola, marca que mais fala sobre felicidade (que até criou uma ação a favor dos LGBTs) parece ainda não estar do lado das mulheres, pelo menos na Turquia.

A ideia era convidar casais héteros para jogarem uma partida de FIFA, um contra o outro, com prêmios totalmente estereotipados. Se o homem fizesse mais gols, ele ganharia um PlayStation. Mas, se a mulher fosse melhor, ela conseguiria as senhas dele do Facebook e Instagram. Como se isso fosse mesmo o que ela merecia não é?

E começa a piorar quando eles revelam apenas para as mulheres que elas não jogariam contra eles, mas fingiriam. No lugar disso, um profissional escondido faria o trabalho.

O vídeo em si não mostra ninguém achando isso errado. Os homens, no final, já dizem ter certeza de que era pegadinha. Porém, o problema é assumir que a mulher não seja capaz de jogar uma partida de videogame, em uma época que o mundo está falando sobre não existir brincadeiras específicas de cada gênero.

Para os dias de hoje, esse comercial não deveria existir. As mulheres estão tentando ter voz, porém, parece que além de ainda ganharem menos que os homens, serem menos reconhecidas, elas ainda são vistas em estereótipos como a incapacidade em conseguir ganhar um jogo e de se importarem com o que o namorado faz nas redes sociais. Um pensamento quase da Idade Média, a Coca-Cola mostra que ainda tem o que mudar e, quem sabe, logo. Para que, dêem suporte para essa luta e reconstruam o que alguns dos seus consumidores pensam sobre uma partida de videogame entre diferentes gêneros.

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