Categoria: Entrevistas

E a Barba finalmente visitará o Leão

POSTRENAN

Renan Quevedo é aluno da ESPM, está no sétimo semestre, cursa a optativa de criação e ganhou o concurso para ir ao Festival de Cannes, representando a faculdade. Já passou pela Agência Arenas, Tesla e, atualmente, trabalha na WMcCann. O Newronio conversou com ele para saber como estão os preparativos e as expectativas para a viagem que o levará à maior premiação de publicidade do mundo.

Como foi o processo criativo do seu projeto e o que te inspirou?

O processo criativo do meu projeto tinha que responder “Por que você é o cara?”. Eu não gosto de perguntas tão pessoais como essa, mas era a terceira vez que estava participando do concurso e já tinha me acostumado com o apelo. Resolvi continuar com a proposta do ano passado e fiz uma espécie de evolução para a história do bigode. Apostei nela e a faculdade também.

Você já tinha participado né? O que te estimulou a participar de novo?

Quis participar de novo porque, para os aspirantes a publicitários como eu, o Festival de Cannes é o lugar onde precisamos estar. Imagino uma experiência enriquecedora em todos os aspectos. Sei que participarei de palestras, julgamentos, premiações e o famoso curso de criatividade da Roger Hatchuel Academy. E por isso mal posso esperar. Essa soma de coisas incríveis me motivou a participar do concurso da ESPM pela terceira vez. Batia na trave, mas tinha que acreditar que uma hora as coisas aconteceriam, não é?

Quais as suas expectativas? Como você imagina ser o Festival de Cannes?

Minhas expectativas são as melhores possíveis e sei que não vou me frustrar. Os alunos que já participaram voltam de lá contando histórias incríveis. Também quero vivenciar isso! Prometo uma super cobertura do evento, com notícias em primeira mão dos maiores premiados por lá, combinado?


Estudante da ESPM e aspirante a publicitária e comunicóloga. Adora escrever qualquer coisa que não seja sobre ela mesma.


Play It Again Tula!

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Conversamos com o dinossauro da produção sonora publicitária e dono da produtora Play It Again, Tula Minassian, confira boa parte da conversa:

Necessidade de marcas sonoras

As marcas estão buscando se diferenciar da concorrência, afinal a imagem esta cada vez mais não suficiente, ou seja, a marca sonora se torna uma ferramenta agregada para diferenciação.

 Como funciona o briefing de marcas sonoras

A princípio, na maior parte das vezes, ainda mais alguns anos atrás, a sugestão de uma marca sonora sempre esteve ligada aos produtores de som, e não partindo do cliente, sendo este um trabalho corriqueiro dos produtores, e em alguns casos surgia alguma marca ou assinatura sonora nos comerciais, portanto foi espontaneamente se criando. A partir disso, o mercado foi percebendo que as vezes não era preciso falar nada para ser lembrado, apenas um som, e isso não tem valor mensurável, mas com certeza é enorme.

Ou seja, não passa pelo atendimento ou pela criação da agência, pois não é um pedido possível de se objetivar num papel ou documento – eu quero uma marca sonora tal e vamos caminhar para isso.

Hoje em dia, esta ideia esta partindo cada vez mais dos anunciantes, que estão demandando isso das agências, no entanto, na agência a criação resiste bastante, pois eles não tem muita participação na criação deste tipo de material. A partir disso, esta acontecendo algo muito perigoso no mercado, alguns produtores estão oferecendo o serviço de marcas sonoras, jingles ou trilhas, como projetos prontos em power points, ou seja, oferecendo projetos prontos para um serviço sensorial e espontâneo, e no final não entregando o que havia sido prometido no papel, manchando a imagem deste tipo de serviço

 Processo Criativo

No caso, acontece dentro do estúdio. Depois de produzir marcas como Havaianas, Vivo e Ypê, posso dizer que é uma virtude minha, sempre apoiei minha visão de som em algo que se associasse com o cliente, e este é um processo sensitivo. Por exemplo, a Sadia foi o único cliente que efetivamente procurou a Play desde o início, atrás de um tema musical que acompanhasse todos os filmes da marca e que tivesse uma assinatura musical concluindo isso, ou seja, esse pedido foi feito direto do cliente para a DPZ, e a agência teve a isenção de transferir essa responsabilidade para nós da Play, no caso a agência podia ter resistido e contornado, mas eles tiveram a visão de jogar junto e 10 anos depois ainda está entre nós e a Sadia virou um case.

Portanto, num caso como esse, a gente procura ouvir o cliente, sentir a necessidade e identificar o target, sendo assim, cada música tem um arranjo e um direcionamento que busque esse target.

No caso de marcas sonoras, isso se complica ainda mais pois é um processo totalmente “de orelha”, totalmente sensitivo, e saber se vai ou não funcionar.

Aprovação

A aprovação consiste basicamente tocar a marca sonora para os clientes, e se possível, apenas para eles ou para o menor número de pessoas possível. Por se tratar de um produto de um processo sensitivo, quanto mais opiniões envolvidas, menos objetivo fica o processo.

Equipe

Cada job é um job, cada produtor é um produtor, pra cada roteiro/pedido nós selecionamos os que mais se adequam.

No caso das marcas sonoras, é plausível passar o briefing separadamente para 5 produtores diferentes e cada um busca seu caminho, aumentando a qualidade criativa e a diferenciação nas ideias. Nesse tipo de trabalho, vale mais a criatividade do que o conhecimento musical.

Também existe o caso de buscarmos virtudes individuais, como foi o caso de procurarmos  o André Abujanra para o job da Ypê, pois sabia-se da linha criativa diferenciada dele e que ele podia caminhar por uma linha de raciocínio diferenciada.

A base para selecionarmos músicos, produtores ou maestros, é sempre a adequação.

Núcleo de pesquisa

Foi formado para antecipar o erro, porque o tempo de produção é muito curto, no geral os trabalhos do dia a dia tem prazo de 4 a 6 horas.

Sendo assim, o roteiro chega e vai paralelamente para o núcleo, lá eles já separam um setup de referencias, ou seja, trabalham em paralelo com o atendimento, para economizar tempo e otimizar o processo

Com esse curto tempo de produção, perde-se qualidade criativa e aumenta a taxa de plágio, com o processo andando paralelamente, é possível buscar mais referências e mais “profundas”, evitando plagio e aumentando a qualidade criativa.

Foto por Alê Oliveira.

Mais informações sobre a Play It Again!

 


Estudante de publicidade, música, fotografia e das coisas boas e ruins da vida.


O Atendimento por Maria Pestana

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O Newronio esteve na DPZ entrevistando Maria Pestana, diretora de atendimento da agência. Simpática e muito receptiva, nossa entrevistada respondeu questões que envolvem a área profissional, a própria agência, o Grupo de Atendimento e a Bombril – que, recentemente, escolheu a DPZ para concentrar toda sua linha de produtos.

Você já está na DPZ há muitos anos. O que você acredita ser um diferencial importante para um profissional de atendimento?

Você tem que conhecer bem o cliente, o cliente não só como pessoa, o cliente, o negócio, a empresa, isso é o essencial. Porque você tem que ser o porta voz daquela empresa onde quer que você vá falar sobre eles. E como você vai atendê-los bem se você não conhece o negócio? E como é que você vai explicar para dentro da agência o que que eles tem que fazer se você não entender bem do negócio? Então, a regra número um para ser um bom atendimento é conhecer o cliente, não só o ser, como o negócio e a empresa.

Para você, qual é o maior ponto positivo em atuar nessa área?

O maior ponto positivo? Eu adoro o que eu faço. O ponto positivo é que você conhece gente o tempo todo, você conhece empresas diferentes, pessoas diferentes, cada cliente tem uma história, cada empresa tem a sua história que depois vai andando com a vida. É muito rico, você nunca está no mesmo. O atendimento é uma profissão que você nunca está ali sentada fazendo a mesma coisa do mesmo jeito, as pessoas mudam, os negócios mudam, os produtos são outros, uns são serviços, uns são de consumo. É dinâmico. Você nunca acorda e faz a mesma coisa. Não tem rotina nenhuma

Quando você abre uma vaga para um estágio ou profissional trabalhar na sua equipe, o que faz a diferença entre um candidato e outro na hora da entrevista?

Na hora da entrevista, para mim, faz muita diferença como a pessoa se expressa, porque assim, a primeira entrevista é muito ruim né?: Você chega lá, o que você fez? Nunca fiz nada, a pessoa nunca fez nada, não tem currículo ainda. Faz muita diferença a postura da pessoa. Na minha área é muito a atitude da pessoa, é ver se ela tem pró-atividade de levantar para fazer as coisas, não ficar sempre sentada atrás de um computador esperando e respondendo. Mas, em especial, como a pessoal se expressa corporalmente e a sua maneira de ser. Para atendimento é muito importante isso.

O Grupo de Atendimento, finalmente, saiu do papel depois de um bom tempo. Na sua opinião, o Grupo contribuirá no combate à imagem de “faz-tudo” do Atendimento?

Com certeza. Realmente, a gente tem que se juntar um pouquinho mais, trocar figurinhas. Saiu do papel sim, eles estão montando o primeiro curso, que já é para quem trabalha, não é para universitário, é um curso já mais avançado. Eu acho que vai mudar. E o faz-tudo para mim é um elogio, eu adoro ser um faz-tudo. As pessoas, as vezes, se ofendem com essas coisas. O fazer-tudo quer dizer que você é uma pessoa ampla, que você consegue fazer um monte de coisa. Eu não tenho problema nenhum em ser o faz-tudo, para mim é um elogio, não uma crítica.

Quais os principais objetivos dele?

Juntar os profissionais do mercado e capacitar mais os que estão chegando. O atendimento ele tem que liderar uma série de processos. O liderar não é fácil, porque você tem que fazer que a criação te respeite, tem que fazer que o cliente te respeite, todo mundo no fundo tem que escutar o que você fala e te respeitar e se você não faz isso com liderança, isso não vem gratuito.

Existe alguma frente de trabalho, alguma proposta do Grupo, para alunos de publicidade interessados na área?

Sim, inclusive estão se falando com algumas faculdades como é que a gente cria núcleos para a discussão disso. Porque algumas faculdades estão super avançadas nisso e tem faculdades que você vai ver a matéria em si sobre o tema e é lamentável. Mas, a primeira etapa é começar a capacitar mais a mão-de-obra. Dá mais um pouco de pulso para esse pessoal.

O que mudou com a associação ao grupo Publicis? Até onde vai a autonomia da DPZ agora?

Por enquanto ainda não mudou muita coisa, o que mudou foi toda parte administrativa, mas no contrato que eles fizeram o D, o P e o Z permanecem até o final de 2013.

Por que escolher a DPZ? Qual o diferencial?

Construção de marcas. Constrói marcas como ninguém. Itaú, Sadia, pode escolher, marcas que vem assim na sua cabeça. É muito consistente o trabalho de construção de marca. A DPZ, inclusive, ela tem um formato de ter clientes há muitos anos na casa por isso, por a sua consistência no trabalho.

Qual será a principal mudança na forma de comunicar Bombril? Por que mudar? Carlos Moreno continua?

O Carlos Moreno vai continuar sim, o Carlos Moreno é a figura institucional da Bombril. Então, provavelmente, ele continuará fazendo coisas aqui para a gente, tudo que é institucional, tem um evento, sempre será ele o apresentador. Ele será eterno e tudo mais. O que mudou: lã de aço é um produto que quase mais ninguém usa, é um produto super antiquado e a marca não pode ficar em cima de um produto que é uma lã de aço, que a sua geração nem vai pegar. Não faz sentido uma marca estar apoiada num produto desse. A Bombril investiu em um monte de produtos novos, inovou toda sua linha e faz sentido ela migrar para esses produtos que tem mais performance, porque, realmente, ficar em cima de um produto velho a marca iria envelhecer. Por isso que foi mudada a campanha para as mulheres que evoluíram com a Bombril.

Maria Pestana te indica:

Livro: O Heroi fora da lei

Filme: Os Intocáveis


Estudante da ESPM e aspirante a publicitária e comunicóloga. Adora escrever qualquer coisa que não seja sobre ela mesma.


Entrevista com Fernando Simões

#dropsdequinta por Kadesh

Hoje o drops vai ser um pouquinho diferente do que o de costume(ou seja, diferente das últimas duas edições), eu entrevistei Fernando Simões, aluno do 5º semestre da optativa de criação e ilustrador no Arenas ESPM há quase 1 ano.

Fernando Simões - Ilustrador

Qual foi o seu primeiro contato com ilustração?
Eu desenho desde os 4 anos de idade. Comecei desenhando tudo à minha volta por que gostava de colocar as coisas no papel, eu sempre fui fã de quadrinhos e isso sempre me inspirou a criar minhas próprias histórias.
Minha principal influência é um ilustrador americano chamado Jeff Smith, que é autor de uma das sérias mais famosa dos Estados Unidos, Bones.

Como é o mercado para ilustradores?
É um mercado recheado de pessoas que ilustram muito bem e que tem conhecimento avançado em software. Hoje em dia um bom ilustrador é o cara que manja de todas as ferramentas de pintura e design e que saiba combinar tudo isso com o seu estilo próprio estilo.

Você tem alguma dica pra quem gosta de ilustração e quer seguir carreira?
A dica mais importante que eu posso dar é para as pessoas nunca pararem de desenhar. Sempre que puder desenhe, seja no canto do caderno, num bloquinho, na folha da reunião por que assim você evolui e nunca perde a prática!

Portfólio: http://cargocollective.com/fer_simoes

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Estou cursando a optativa de criação e gosto muito de internet.


Mídia premiado no Young Lions é ex-ESPM

#entrevista por equipe newronio.

Felipe acredita na mídia criativa. E, com seu trabalho, faz a gente acreditar também

Felipe Snege é mais um ex-aluno da ESPM que está se dando bem no mercado. Acaba de ganhar o Young Lions na categoria mídia, com 28 anos. Ele se formou em 2006 e só no último semestre que começou a trabalhar em agência. Ficou bastante infeliz nas empresas em que trabalhava, mas ainda sim se sentia um homem de negócios. Por isso escolheu mídia: o lado mais business da publicidade. Segundo ele, um profissional de mídia é praticamente um consultor de negócios do cliente. Ele não só acompanha resultados de campanhas, mas também sugere novas embalagens e até novos canais de distribuição. Antigamente, o mídia era briefado pelo atendimento e não chegava nem a participar das reuniões. Hoje em dia, ele é o profissional da agência mais próximo ao cliente.

O Newronio foi até a DM9 encontrar Felipe. Abaixo, separamos as coisas mais legais que o ele falou:

“Eu acredito na mídia criativa, principalmente em médias e grandes agências. E a DM9 se destaca muito nisso.”

“No fim, as ideias não têm dono – nunca se sabe de onde nasceu a ideia da campanha.”

“Ninguém faz nada sozinho. Até esse prêmio do Young Lions: o prêmio é meu, mas todo mundo me ajudou: o rádio e tv faz o vídeo, a produção monta uma capa bacana. Depois que ganhei tive que agradecer todo mundo.”

“Mídia não é uma área muito premiada, diferente da criação. Você nunca vai virar diretor de criação se não tiver leão. Mas os prêmios para mídia são recentes, cannes lions tem 10 anos, o Young não tem nem isso.”

“A copa é uma oportunidade excelente pra quem está entrando no mercado agora. Mas isso também é um problema: quem começar a trabalhar agora vai achar que o mercado é uma exorbitância de dinheiro, e não é verdade.”

Rolou uma pausa na entrevista para Felipe atender o celular. Era cliente preocupado com a Copa

“O cliente que não quiser morrer na praia vai ter que tirar muito dinheiro do bolso na Copa.”

VOCÊ QUER SAIR DA FACULDADE RICO? FAÇA MÍDIA ONLINE. Está muito difícil de achar esses caras. E quando eles entram aqui já querem ser efetivados logo porque vivem recebendo proposta.”

“O mercado publicitário conversa muito entre si. Dificilmente se fica muito tempo desempregado porque todo mundo te conhece.”

“Mídia trabalha estupidamente. Não chegamos a virar noite como os criativos, mas sempre temos muita coisa para fazer.”

“A ESPM foi muito legal pra mim, não a culpo de nada. Na minha época, porém, existia uma certa distância do mercado. Ainda não tinha muita aula prática. Porém devo meu conhecimento de mundo e repertório a ela.”

“Eu vivi o comecinho da ‘Era da Informação’. E isso me deixou desesperado: eu achava que tinha que ler todos os livros do mundo, era um louco.”

“No começo, quem trabalha em agência ganha menos. Mas depois compensa, é mais fácil crescer em agência.”

Quando você bateu no teto, tem que mudar ele de lugar. E a DM9 ajuda a empurrar esse teto. Você está indo bem e eles criam vagas pra você.”

“A DM9 foi a única agência eleita como melhores empresas para se começar a trabalhar.”

Alguns livros que marcaram Felipe, tanto profissionalmente quanto pessoalmente

Obs: o case vencedor de Felipe no Young Lions é para o Guaraná Antártica e reforça sua fórmula secreta: “É mais fácil acontecer X do que ver a fórmula secreta do Guaraná Antártica”. A sacada de mídia foi mudar as vinhetas da MTV, mudando o nome do canal. Essas vinhetas se assinavam: “É mais fácil ver MTV virar MamboTV do que descobrirem a fórmula secreta do Guaraná Antártica”. Clique aqui para assistir. Também tinha a Mosquito TV, Mágica TV e o Macarronada TV

Siga a gente no @NewronioESPM. E também o Felipe @fsnege


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


Underground: sonhe e faça você mesmo

Banda Muda - formação atual

#entrevistas por Igor de Abreu.

 

Em um ambiente onde poucos querem o seu bem, muitos não te conhecem e a maioria quer dinheiro, o famoso “faça você mesmo” é a única saída para sobreviver no underground. Entrevistamos dois membros da banda Muda e focamos no necessário para a existência da banda: shows e divulgação. Além disso, conversamos sobre a indústria fonográfica, preconceitos e barreiras a serem vencidas. Eles ainda deixaram uma dica para quem quer entrar nesse meio.

A banda Muda que hoje tem influência do hardcore californiano e canadense surgiu como uma brincadeira na escola entre três amigos que tinham 12 ou 13 anos. Ablan, Febas e José, que fundaram a banda, hoje são vocalista e guitarrista, guitarrista e baterista, respectivamente. Na época de formação a banda se chamava “Old School”. Hoje a Muda conta com outro membro além dos três: Marcelo (Popoto), que é baixista. A mudança do nome, além de representar o amadurecimento, faz referencia a uma pessoa muda, a uma mudança e a uma muda de planta, que simboliza o inicio de algo.

Confira a entrevista cedida na íntegra para o Newronio!

 

Partindo do tema faça você mesmo, como são feitas as camisetas da banda?

"Não pensamos em lucrar, pensamos somente em não ter prejuízo". Popoto usando uma camiseta feita pela banda

"Não pensamos em lucrar, pensamos somente em não ter prejuízo". Popoto usando uma camiseta feita pela banda

Ablan- Da ultima vez nós compramos no Largo Treze um monte de camisetas brancas e fizemos por conta própria a tela de silk. Agora estamos fazendo novamente, em maior quantidade.  A estampa ainda será feita por nós e o “pano” será comprado no mesmo lugar.

Popoto- Inclusive, as estampas da Muda são feitas por vários amigos. Cada um fará seu desenho. Vão ser varias estampas diferentes.

 

Como vocês calculam o preço que será cobrado pela camiseta/CD’s?

 

Ablan – O preço é simbólico, porque a gente acaba gastando certa quantia. Não pensamos em lucrar, pensamos somente em não ter prejuízo. Queremos ter um número mínimo e vender para poder “bancar” as próprias camisetas. A partir do momento que não tivermos nenhum prejuízo pensamos até em doar algumas camisetas, porque o importante é a divulgação. Até com o CD a intenção é apenas de sair do prejuízo e divulgar a banda. Dificilmente vamos conseguir juntar alguma quantia com a venda. Tudo que poderá algum dia ser convertido em dinheiro será reinvestido na banda.

 

Quem cuida da parte de mídias da banda (Facebook, Soundcloud, Myspace, etc)?

Ablan – Todo mundo tem acesso à parte da internet.

Popoto – Isso é prejudicial, porque não existe uma rotina então cada um posta quando tem vontade.

 

Quais são os apoios que vocês têm (amigos, produtores, fotógrafos, etc.)?

Ablan – Eu acho que os amigos são o principal apoio, e o único. Temos vários amigos músicos, designers e todos apoiam do jeito que podem.

Popoto – A gente conta com eles na hora do show também.

Ablan – Eles não têm experiência profissional nenhuma, o pessoal que estiver com a gente no show acaba ajudando de todas as formas. Inclusive levando equipamento para o palco.

 

Como vocês agendam os shows?

Popoto – Estamos passando por uma transição. Por muito tempo a gente se sujeitou àquele esquema de venda de ingressos. Os produtores faziam isso para não sair no prejuízo, mas não visavam o bem estar das bandas. Muitas vezes a gente saía no prejuízo porque se a gente não vendesse a cota de ingressos tínhamos que tirar do bolso, caso contrario não tocávamos. Provavelmente vamos organizar shows por nossa conta, alugar uma casa e chamar bandas amigas que conhecemos durante esses anos.

 

"Eu acho que os amigos são o principal apoio, e o único". Banda Muda com amigos e integrantes da banda Rancore

"Eu acho que os amigos são o principal apoio, e o único". Banda Muda com amigos e integrantes da banda Rancore

 

Quando vocês fazem show fora de São Paulo, como funciona a logística de transporte?

Ablan- Já tocamos em Bauru e São Bernardo. Sempre que fazemos um show é por algum convite, por exemplo, a banda Rancore nos convidou para tocar em Bauru. O produtor contrata uma van, mas nós que acabamos arcando com algumas despesas junto com alguma outra banda. É uma correria, perrengue. Quem tem banda e não é famoso tem sempre que gastar uma grana e dar uma “raça” para fazer acontecer. Tem que ter muita vontade, tem que gostar muito.

 

Falando em fama, existe algum tipo de preconceito com bandas que tem selo ou gravadora dentro do meio underground? Como vocês lidam com isso (como a popularidade ou pressão da indústria fonográfica influenciam as bandas)?

Popoto –Acho que o preconceito não vem das bandas em si, mas do público. É ele que faz essa pressão. Cada banda tem seu valor. Apesar disso, eu acho que tem muita banda que acredita que ser famoso é o caminho, que não visa fazer um som legal.

Ablan- As bandas que querem caminhar pelo caminho da indústria cultural vão sempre acabar se destacando e tendo mais espaço. É claro que dentro do underground muitas pessoas acabam deixando de gostar da banda porque ela foi para o mainstream. Um exemplo disso é a banda Glória. Acho que não tem nada a ver, existem grandes bandas que tem potencial para ir para o mainstream sem perder qualidade, mas quem é do underground faz jus à cena.

 

"Música boa vem da sinceridade do artista, do modo como ele consegue expressar o que sente". Da esquerda para a direita: Popoto, José, Ablan e Febas

"Música boa vem da sinceridade do artista, do modo como ele consegue expressar o que sente". Da esquerda para a direita: Popoto, José, Ablan e Febas

 

Você mencionou um aspecto importante: a qualidade das músicas. O que é musica de qualidade para vocês? O que é preciso para cria-las (talento, criatividade, esforço, dedicação)?

Popoto – Existem musicas boas e músicas bem produzidas. Música boa vem da sinceridade do artista, do modo como ele consegue expressar o que sente. A música bem produzida é, por exemplo, a música pop. É difícil você não gostar dela porque fica na sua cabeça; ela é feita para isso. Provavelmente se você não gosta dela é porque você está batendo de cara, tendo um confronto cultural, porque a música é bem produzida e bem feita.

Ablan – A partir do momento que a música é mais complexa, ela te toca em outros “lados”. Não é audível para todo mundo. O cara pode ter talento para fazer a música ou ter um bom produtor.

 

Para finalizar, qual conselho você daria para alguém que está começando uma banda agora (com relação ao esforço que é ter uma banda underground)? O que se imagina é diferente da realidade?

Ablan – A cena underground têm muitos pontos negativos. Se você quer estar nessa cena precisa ralar, precisa curtir. Se você não curte não adianta querer fazer.

Popoto – O conselho principal é esforço. Se esforçar e ser sincero, acima de tudo. No underground nada é mágico e nada é uma grande produção. É tudo você mesmo. Quando eu era menor, ia ao show do Envydust, Rancore. Eu via os caras com crachá, uma equipe, mas na verdade era sempre a mesma equipe, que eram os amigos. Eles também faziam parte da correria.

Ablan – Acho que só pelo fato da banda estar no Brasil, na cena underground e tocar rock é o destino dela se ferrar.

 

"Olho de pena" é o nome do novo EP que tem 4 músicas e será lançado no show do dia 20

"Olho de pena" é o nome do novo EP que tem 4 músicas e será lançado no show do dia 20

"Muitas vezes a gente saía no prejuízo (...) caso contrario não tocávamos". Panfleto usado na divulgação da banda. Esse show vai mesmo acontecer, não perca!

"Muitas vezes a gente saía no prejuízo (...) caso contrario não tocávamos". Panfleto usado na divulgação da banda. Esse show vai mesmo acontecer, não perca!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Compre seu ingresso!

Vídeo da banda Muda

Rancore

R. Sigma

Ambient

Jennifer Lo-Fi

Doidin

FAi

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“Esperando verdade de criança.”


“Música inovadora não acaba nunca”, Diz Lucas Repullo, do Monkeybuzz

#newronioentrevista por Equipe Newronio

Você conhece algum CEO que acabou de completar 20 anos? Pois é, o Lucas Repullo contou pro Newronio como é essa experiencia de abrir e administrar sua própria empresa. Fundador do Monkeybuzz, site que conta com resenhas e notícias de músicas originais e de qualidade e até um canal no Vimeo (!), Lucas se lançou no mercado de trabalho. Gosta de música boa? Quer ser independente (de verdade)? Então leia logo.

Lucas Repullo

Quando você decidiu criar o site? Como foi o processo até ele ser inaugurado?
Eu sempre tive a ideia na cabeça, sempre gostei muito de música, mas nunca tinha parado pra pensar em criar um site serio mesmo. Tive blogs, mas nada sério. A inspiração foi Pitchfork , que é um site de bandas independentes.

E como foi que começou de fato?
Larguei o sonho de ser diretor de arte e comecei a entrar nessa do site. Foi um processo muito longo mas depois que lançou deu tudo certo, a gente lançou o site com mais de 100 resenhas de álbuns feitas. Estamos trabalhando muito para ter mais conteúdo.

Quantas pessoas trabalham com você?
Temos uma redação composta por 3 pessoas. Um deles é encarrecado da parte de notícias e pesquisa e os outros dois cuidam das resenhas e textos das bandas. O interessante dessa equipe é que todos eles já tinham alguma bagagem: experiência com blog, música, etc.

Como funciona a busca por novas bandas e novo material?
A gente descobre bandas novas porque todo mundo da MonkeyBuzz respira música - ficamos em sites das gravadoras, procurando na internet, Facebook, etc.

E um Top 5 das bandas mais novas, você faria pra gente?
5 bandas que são muito boas, dessas que ninguém conhece e que todo mundo deveria conhecer: Alabama Shakes, Maps&Atlases, The Tape Disaster, Grimes e Kithkin.

"Música de qualidade não acaba nunca"

Tirando as bandas mais undergrounds, qual o som mais Mainstream que você curte?
Umas bandas já conhecidas que eu mais curto são: Radiohead, The Shins e FooFighters.

Um site é como qualquer outra empresa. As aulas de marketing da ESPM têm efeito na hora de administrar o Monkeybuzz? E a Incubadora de Negócios?
Ser aluno da ESPM ajuda muito, mas mais no sentido de você saber que está entre os melhores. A teoria é bem diferente da prática. Aprendemos mais na execução do que nas aulas; Usei a incubadora de negócios da ESPM e se não fosse ela não teria dado sorte. Eu abri o site porque tinha o apoio dela, que funciona como uma consultoria. No final você que faz tudo.

Os alunos da ESPM são um público potencial pro Monkeybuzz também?
Os alunos da ESPM são, com certeza, público para o MonkeyBuzz, porque focamos muito em música original e de qualidade. Não importa se é nacional ou internacional. Não são só bandas independentes e de um nicho específico, música de qualidade não acaba nunca.

monkeybuzz

Que dica você dá para o aluno que quer montar sua própria empresa?
1) É mais fácil do que você imagina mas mais difícil do que gostaríamos que fosse. Depende muito da pessoa. Se ela já tem essa vontade, questiona muito as coisas e faz algo por isso, é uma boa ideia. Mas sendo estudantes temos que conciliar trabalho, faculdade, namorada, amigos. Você tem que estabelecer prioridades.

2) Só abra uma empresa se é algo que você gosta realmente e que acredita mesmo, porque você vai passar 24 horas fazendo isso.

3) As pessoas devem ouvir o máximo de conselhos possíveis e procurar o máximo de dicas de pessoas experientes, mas sempre deixar prevalecer sua própria intuição. Foi você que pensou no negócio, é você que vive aquilo 24 horas por dia, então confie em si mesmo.

Acompanhe o Monkeybuzz nas redes sociais porque tem muita coisa boa por aí ainda, parece:
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Estou cursando a optativa de criação e gosto muito de internet.


Newronio entrevista: Vince Vader – parte II (ou “O Ataque dos Clones”)

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#newronioentrevista por equipenewronio

 

 

Na segunda parte da entrevista, o professor Vince Vader fala sobre seus trabalhos fora da faculdade. Também fala sobre o mercado digital e de games e finaliza dando dicas para quem quiser seguir carreira por essa área.

Game é coisa de adulto.

Além de dar aula, em quais tipos de outros projetos você tem trabalhado? Como sempre: estou desenvolvendo games. De julho do ano passado até janeiro deste ano participei, junto com a .mob e a produtora monsterjuice, de um game para o comediante Danillo Gentili. Fiz o roteiro para esse game que felizmente está tendo vários downloads. Além disso, ganhamos o prêmio de melhor game mobile na Brasil Game Show. Em outubro do ano passado saiu meu jogo de tabuleiro, o YN – que mistura dominó com dados, um produto bastante diferente. Está pra sair em maio ou junho o Pyramiz, a continuação desse game.

Jogo de tabuleiro de Vince.

            E finalmente tomei vergonha e comecei a escrever um livro sobre game design. Vou lança-lo de forma independente: imprimir apenas algumas edições e disponibilizá-lo na internet para downloads. A ideia não é ganhar dinheiro, e sim disseminar conceitos que estou estudando. Até pra que isso de alguma maneira vire palestras, workshop ou qualquer outro tipo de produto – assim como um músico que dá o mp3 de graça para depois fazer shows.

O gaminconceptz aborda um aspecto mais acadêmico dos games. Game já virou coisa séria? Que tipo de oportunidades isso gera para o mercado? Comecei o gamingconceptz em setembro do ano passado, a inspiração veio de um congresso que participei na Holanda quando travei contato com um pessoal da universidade de Antuépia (Bélgica) e trocamos algumas conversas que me motivaram a montar o blog. Ele é escrito em inglês, justamente para manter contato com outras universidades. Seu propósito é estudar os conceitos de game aplicados à educação, saúde, novos negócios, tecnologia, treinamento empresarial e o game na sociedade sob o aspecto da contemporaneidade. Sim, o game é coisa séria, e nesse blog estou tentando mostrar a junção do entretenimento com o aspecto acadêmico.

O Brasil já provou que é forte na propaganda. Pode-se dizer o mesmo da área digital e de games? O digital é muito forte. Temos várias agências premiadas e ações excelentes também premiadas. Especificamente falando de games: ainda não temos uma indústria formal, mas já temos um destaque muito grande na área mobile. Com a possibilidade do download para outras partes do mundo, alguns títulos brasileiros ganham bastante destaque…

E esses aplicativos tem bastante alcance aqui dentro? Sim. Hoje, se não me engano, temos aproximadamente 20.000.000 de smartphones do Brasil e mais de 200.000.000 de linhas de celular ativas. E os games também são explorados nesse mercado.

Você indica aos alunos da ESPM que querem trabalhar nessa área que saiam do Brasil para começar carreira? São dois focos diferentes: quem quer trabalhar com desenvolvimento de jogo de console e computador tem que ir pra fora mesmo, essa indústria não existe no Brasil; já quem quer trabalhar com advergame ou aplicativo pra publicidade deve ficar por aqui mesmo, nossa indústria está se consolidando bem.

Sigam o @NewronioESPM e o @vincevader.


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


Newronio entrevista: Vince Vader – Parte I (ou “A Ameaça Fantasma”)

#newronioentrevista por equipenewronio

 

 

Queríamos entrevistar Vince desde que surgimos com a ideia de ser um blog mais voltado para a criação eessepeemiana. Faltou só organizar a pauta, marcar com o estúdio de som (obrigado, por sinal) e arranjar um espaço na agenda do professor – concorrendo com aulas, palestras, encontros, reuniões e sessões de Star Wars.

Finalmente bateram os horários e pudemos ter nossa conversa, que está dividida em duas partes. A primeira é este vídeo em que Vince anima os criadores da ESPM falando das mudanças planejadas para o curso. Sigam o @NewronioESPM e não percam a segunda parte da entrevista! Sigam também o lado negro da força: @vincevader


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


Newronio entrevista: Bruno Ribeiro

#newronioentrevista por equipe newronio

 

Semana passada o Newronio entrevistou Bruno Ribeiro, diretor de arte premiado em Cannes e novo consultor do ARENAS (Bruno auxilia os criadores via Skype duas vezes por semana). Bruno contou de sua história na propaganda, da importância de trabalhar no exterior (e algumas curiosidades do mercado russo, onde trabalha agora) e deu dicas para quem quer seguir carreira na direção de arte.

 

Para ver o portfólio online do Bruno, clique aqui.

 

Você não fez nenhuma faculdade. Como você se virou para entrar no mercado publicitário?

 

Com 15 anos já queria virar publicitário. Fiz curso técnico de propaganda no colegial e segui fazendo outros cursos específicos da área, como a Escola Panamericana e o curso Portfólio (atual Miami Ad School). Nunca pediram currículo em uma agência, o pessoal só olha o portfólio, estão preocupados com o que você consegue fazer, não importa se estudou na melhor faculdade ou não.

 

Com quantos anos você ganhou seu primeiro prêmio? Que diferença isso faz na carreira de um criador?

 

Meu primeiro prêmio foi com 27 anos. Ter um peça premiada no portfólio mostra, principalmente, que você está por dentro das tendências da propaganda – sua propaganda ganha uma “linguagem universal” e você passa a ficar mais requisitado nas agências. Os festivais de propaganda são como um São Paulo Fashion Week, te direcionam para saber quais são as tendências na publicidade.

 

Por que você escolheu ir trabalhar fora do país? O mercado está melhor no exterior?

 

O mercado não é melhor, só diferente. Essa escolha foi mais pessoal do que profissional, não consigo ficar parado, preciso conhecer novos lugares e culturas. É preciso ter muitas referencias para criar. Conhecer novos lugares alimenta a criatividade. São Paulo é uma cidade bem moderninha, mas se alguma coisa estoura aí é porque provavelmente já foi moda na Europa, por exemplo.

 

Como é o mercado publicitário russo?

 

A cultura mercadológica daqui é bastante atrasada. Há vinte anos o país estava fechado, não tinham marcas nem propaganda. O consumidor ainda é imaturo pra publicidade…

 

E isso é bom pois ele se surpreende com pouco ou é ruim pois ele não entende direito a propaganda?

 

…Pois é, não dá pra dizer. É bastante imprevisível: às vezes dá muito certo e às vezes causa alguma confusão. Em uma campanha feita aqui na agência a gente terminava um filme falando para as pessoas ligarem para um número de telefone, igual qualquer propaganda no Brasil. No outro dia, a central telefônica ficou lotada de ligações; as pessoas ligavam e diziam “estou ligando porque disse na TV”. Acho que ficaram acostumadas a obedecer o que os meios de comunicação dizem, herança do socialismo soviético de 20 anos atrás.

 

Quais são as dicas pra alguém que quer se formar e arranjar um estágio fora do Brasil?

 

Hoje em dia é mais difícil. Acho que fazer cursos fora do país ajuda, para já ter indicações. O importante mesmo é ter um portfólio muito bom, o que é difícil já no final da faculdade. Eu saí do Brasil a primeira vez com 23 anos. Passei 4 anos em Lisboa. E foi em lá que ganhei meu primeiro leão (tinha 27 na época). E acho que ter saido do Brasil foi fundamental para eu ganhar meu leão. Voltei para o Brasil e fiquei por 3 anos onde ganhei mais 4 leões. E graças a experiência de já ter trabalhado fora do país e ter ganho importantes prêmios internacionais que eu consegui vir para Moscow como DIretor de Criação.

 

Qual dica você dá às pessoas que querem seguir com direção de arte?

 

Principalmente: precisa gostar de arte. Isso é essencial. Tem que ter sensibilidade com arte, sentir tesão de verdade. Curtir fotografia, cinema, tipografia, design, ir em exposições, saber de história da arte etc. Além disso, fazer todo tipo de curso que ajude na profissão: Photoshop, In Design, Illustrator, fotografia, cinema…

 

Muita gente que entrou na faculdade pensa em virar diretor de arte porque tem habilidades com desenho. Uma coisa está relacionada com a outra?

 

Com certeza.É uma história parecida com a minha; resolvi ser publicitário antes de saber o que era isso e um dos motivos é o gosto pela arte. Gente que desenha costuma ter essa sensibilidade artística de que falei. Saber desenhar, ter noção de proporções… tudo isso tem a ver com criar um layout bonito e bem organizado.

 

 

segue a gente, djow @NewronioESPM


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.