Categoria: Tá rolando ESPM

Festival de Música ESPM: a grande surpresa da grande final

#TárolandoESPM por Luiz Filipe Motta

O Festival de Música ESPM chegou ao final. E que final. Apresentações sensacionais de todos os concorrentes, muito entrosamento por parte das bandas e desfechos surpreendentes marcaram a noite de ontem, 26 de novembro. Com direito a atração especial para acalmar os nervos.

Quem abriu os trabalhos foi a banda Jam for a Dime, com um repertório virtuoso de blues. Preencheram o palco de talento e atitude, tocando até o último minuto com toda a dedicação e toda a emoção que o ritmo pede. O guitarrista Filippe Dias, com sua incrível habilidade, ajudou a banda a encher os olhos de público e crítica.

Logo depois, foi a esperada vez de Mariana Suzuke, que contou com o apoio de muitos amigos e a família presente. Com uma voz extremamente expressiva e uma técnica refinada, deu um show de interpretação, terminando a apresentação com o hit “Price Tag”, de Jessie J (com participação de B.o.B.).

A apresentação seguinte foi da banda Locus, já conhecida das Quintas Lokas, com um indie rock de alta qualidade. A banda mostrou entrosamento e presença de palco, mesmo após a cansativa porém prazerosa tarefa de abrir o show do Capital Inicial. O ponto alto foi quando tocaram sua música autoral “Rodopiando”, animada e dançante.

Em seguida, foi a vez de Beatriz e Renan mostrarem sua versatilidade e criatividade ao mostrar arranjos arrojados para “Esquadros”, de Adriana Calcanhotto, e “In The End”, do Linkin Park. O trabalhado entrosamento vocal conquistou a atenção e a admiração do público e dos jurados.

A banda Old School, a atração seguinte, levantou a galera com uma animada dose do mestre Steve Ray Vaughan e com o clássico “Sweet Home Alabama”, do Lynyrd Skynyrd, iniciando um pot-pourri de southern rock.

Paula Cunha foi a última candidata a se apresentar e trouxe toda a emoção das canções de Adele e Alicia Keys. Com uma voz poderosa e o teclado como seu aliado, mostrou porque merecia estar na final do Festival.

Enquanto todos aguardavam ansiosos o resultado da votação popular, que valia 25% da nota, e a somatória final, com os 25% de cada um dos três jurados, uma atração convidada mais que especial acalmou os nervos com um som animado. A voz de Michele Bruna, acompanhada pelo animado violão de Flávio Nunes, entoou, junto com os presentes, hits como “Valerie”, de Amy Winehouse, e “Tive Razão”, de Seu Jorge.


Michele Bruna foi a atração convidada do Festival

Entretanto, a maior surpresa ficou para o final. Depois de Mariana Suzuke emplacar um terceiro lugar cheio de méritos e de Beatriz e Renan descobrirem ser os preferidos do público, a organização do evento, comandada pelo maestro e professor Kleber Mazziero e pelo Centro Acadêmico 4 de Dezembro (representado por Guilherme Zuccolotto e Elisa Romero), revelou que o primeiro lugar teve um empate técnico. Exatamente, um empate. Entre Jam for a Dime e a dupla Beatriz e Renan, os votos não conseguiram decidir entre tanto talento. Portanto, foi decidido que os prêmios principais seriam divididos: as bandas se alternariam nos eventos da ESPM e as quatro gravações em estúdio seriam igualmente divididas, duas para cada vencedor.

Enfim, tudo o que se pode dizer é que não faltaram emoção, tensão e inspiração nessa grande final do Festival de Música da ESPM. Ah, e é bom lembrar: ano que vem tem mais, muito mais!

Enquanto isso, siga o @NewronioESPM!


Um balão de quadrinhos, cheio de palavras que tento roubar dos ciúmes do dicionário. Palavras que ecoam como notas, das musicais. Diretamente dos meus saxofones de ouvido.


Festival de Música ESPM: onde os jingles não têm vez

#TárolandoESPM por Luiz Filipe Motta



É inegável o envolvimento dos alunos da ESPM com a música, e não só na pista de dança das baladas. A Bateria ESPM e o Curso de Jingles são algumas das principais iniciativas surgidas dentro da faculdade para aproveitar todo esse interesse pelo mundo dos ritmos e acordes. No entanto, um novo estímulo surge para que os artistas ESPMianos se revelem e soltem a voz e o som: o Festival de Música ESPM.

os baguete

Audição da banda Os Baguete, para a etapa eliminatória do Festival


Iniciativa do Centro Acadêmico 4 de Dezembro (CA4D) em parceria com o professor Kleber Mazziero, o Festival teve sua primeira etapa, a das eliminatórias, realizada nessa quinta-feira, dia 22 de novembro. Várias atrações de todos os estilos passaram pelo palco do Auditório Philip Kotler, inclusive a minha pessoa, mas algumas se destacaram e se classificaram para a gloriosa final.

Os finalistas são:
Jam for a Dime
Locus
Mariana Suzuke
Oldischool
Paula Cunha
Renan e Beatriz.

A final será disputada na próxima segunda-feira, dia 26 de novembro, e terá como prêmio a gravação de um CD em um estúdio profissional e o destaque de ser a voz da ESPM em 2013, ou seja, a atração das maravilhosas festas da faculdade.

O júri da etapa final contará com a presença de ilustres convidados do ramo musical, e, principalmente, com a presença de todo o talento dos alunos finalistas desse concurso de alto nível! Mas, como diz o ditado, o artista vai aonde o povo está, especialmente quando o voto popular pode aumentar a nota dos jurados em até 25%. Portanto, vamos comparecer à famosa quadra velha, pegar uma coxinha do Seu João e ouvir um som refinado.



Pra chegar lá, é só seguir o @NewronioESPM.


Um balão de quadrinhos, cheio de palavras que tento roubar dos ciúmes do dicionário. Palavras que ecoam como notas, das musicais. Diretamente dos meus saxofones de ouvido.


O mundo precisa saber

#TárolandoESPM por Henrique Castilho



Quando foi a última vez que você apresentou uma banda pra alguém? Ou colocou um vídeo bacana no mural do facebook? Ou quis ligar pro amigo pra contar a teoria incrível que pensou enquanto tomava banho? A gente tem essa vontade esquisita de compartilhar com os outros as coisas que achamos incríveis, como se o que a gente tivesse vendo fosse tão bacana que não coubesse só na gente. E agora, graças a um projeto desenvolvido por alunos da ESPM para a disciplina de Comunicação com Público de Interesses, a gente tem onde fazer isso.





Na página do “O mundo precisa saber que” é postado de tudo. “Coisas simples, desde ‘o mundo precisa saber que raspar o potinho do requeijao é muito irritante’ até ‘o mundo precisa saber que a felicidade está na nossa frente, só temos que procurar direitinho’” (Rebeca Youssef, uma das criadoras). Os próprios criadores da página a alimentam diariamente. O conteúdo também é alimentado ainda pelas pessoas que curtem a página. Dando uma passeada pela página descobri um graffiti que absorve a poluição do ar, uma garotinha questionadora do sexismo e que meus problemas não são tão graves assim.

Curta “O mundo precisa saber que” no facebook e veja o vídeo que eles produziram (com uma participação internacional que me deixou arrepiado. Bom demais).



O mundo precisa seguir o @NewronioESPM no twitter.


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


A prática da teoria

#TárolandoESPM por Ian Perlungieri



O grupo de pesquisa com foco em sustentabilidade, já mencionado em outro post, está sendo acompanhado pelo Newronio e, com alguns objetivos estabelecidos, tais como ampliar o conhecimento em relação ao conceito de sustentabilidade e discutir de que formas esse conceito converte-se em prática profissional, começa a colocar a teoria em prática.

As Agências Cubo CC, Repense Comunicação, ID/TBWA e Activa Sport farão parte da pesquisa exploratória feita pelo grupo. As próximas etapas serão o contato com os entrevistados, entrevista com os profissionais e tabulação dos resultados.

O desenvolvimento do questionário acontecerá na próxima segunda.



Siga o @NewronioESPM e agende uma entrevista para descobrir se somos sustentáveis.


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Como sustentar a Sustentabilidade?

#TárolandoESPM por NewronioESPM



Sustentabilidade (que normalmente relacionada apenas com a responsabilidade ambiental, mas também agrega a responsabilidade social) é um dos compromissos éticos da Comunicação, afinal, as propagandas são capazes de mudar comportamentos. Então por que não abandonar o incentivar de um pensamento que pode levar a escassez dos recursos naturais substituindo por um que estimule a preservação das próximas gerações? Como uma agência pode atuar sem causar um impacto negativo na sociedade e no ambiente?

Refletir sobre essas perguntas é o objetivo de um grupo de pesquisa com foco em sustentabilidade realizado entre 3 de outubro e 15 de dezembro na ESPM São Paulo pelos professores Rodney, Zagallo, Turra e o ex-aluno Marcelo nas segundas, entre 13h30min e 14h30min na sala B211. Nessas segundas, uma palestra/aula/conversa sobre Sustentabilidade que vale horas ACOM acontece e o Newronio acompanha.

Temas como a proibição do filme Ted, a propaganda da Brahma na Copa do Mundo de 2002, o Machado de Assis da Caixa Econômica Federal e indicadores sustentáveis já foram debatidos, porém ainda há encontros com outros temas para discutir.

Conversar, debater e aprender para que, finalmente, a Sustentabilidade seja sustentada.



Sustente o @NewronioESPM seguindo-nos!


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Cinemateca na ESPM e ESPM na Cinemateca

#TárolandoESPM por Henrique Castilho



Já falamos, aqui no Newronio, do grupo de política da ESPM. A ação deu tão certo que o grupo acabou tomando proporções que vão além dos debates políticos prometidos em sua descrição. Seu criador, Henrique Calandra, reconheceu a proatividade dos participantes e agora tenta materializar ideias que excedem o próprio grupo (que, inclusive, já é reconhecido pela faculdade e terá uma sala fixa em 2013, além de constantes palestras, uma possível viagem à Brasília e, claro, horas ACOM).

Um dos projetos que ainda está tomando forma em uma postagem do grupo no facebook é uma parceria com a Cinemateca, que fica a aproximadamente cinco quadras da faculdade e tem, além de um espaço bacana para reuniões em grupo (e que falta na ESPM, vide as reclamações por falta de salas de estudos), várias palestras, cursos, cinema ao ar livre e o maior acervo de imagens em movimento da América Latina. A parceria permitirá uma maior divulgação dos programas da Cinemateca na ESPM e também que alunos da faculdade não enfrentem a burocracia necessária para esses serviços (da Cinemateca).

Alguns alunos se reunem em um grupo de Facebook e conseguem ser reconhecidos pela faculdade. Isso prova que eles também conseguem materializar outros projetos bacanas externos à faculdade (esse do micro-ônibus é grande mas tem tudo pra dar certo). Dê uma passada por lá, divulgue suas ideias e ajude a concretizar aquelas em que você acredita. Ainda vamos falar muito desse grupo aqui no Newronio.



O que você acha dessa parceria? Comente aqui embaixo ou lá no nosso twitter @NewronioESPM


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


Somos tão jovens, e sempre seremos

#Comportamento por Luiz Filipe Motta





Na passada semana de Quinta Loka, o intervalos da ESPM apresentavam uma trilha sonora peculiar: uma banda que marcou a geração dos pais de boa parte dos alunos invade os alto-falantes da quadra velha. Entretanto, a voz doce a as palavras duras de Renato Manfredini Júnior eram recebidas como se retornassem a casa. A cada música, a cada refrão, era possível ouvir um coro, entre as conversas e risadas que permeavam o descanso dos estudantes.  Todos comemoravam a escolha da temática do evento: uma homenagem à lendária Legião Urbana.  No entanto, cada ingresso vendido aumentava as dimensões da enorme interrogação que paira sobre essa observação: por que o punk-rock brasiliense do fim dos anos 80 ainda desperta tamanha admiração numa juventude que vive em tempos tão
diferentes daqueles em que Renato Russo
perguntava “que país é esse”?


Pôster Quinta Loka
Sucessos como Eduardo e Mônica, Faroeste Caboclo e Tempo Perdido são, ainda hoje, hinos da juventude de classe média e média-alta, e não à toa. A sonoridade simples, porém cativante, e as letras bem elaboradas sobre temas juvenis são ainda universais. O célebre verso “somos tão jovens“, de Tempo Perdido, não poderia ter sido escrito de forma mais acertada. As músicas da Legião Urbana são jovens, e nunca deixaram de ser. Questionamentos como os de Há Tempos são típicos da juventude como um todo, e não de uma geração específica. O mesmo vale para histórias como as de Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo. Até as letras mais politicamente críticas do grupo apontam problemas que há séculos assolam o Brasil e existem ainda hoje, como a corrupção e a desigualdade social. Ainda que seja menos politicamente engajada que a geração dos anos 80, a juventude de hoje enxerga os mesmos problemas. Por isso, se identifica com a indignação sincera presente nas músicas não só do Legião Urbana, como de diversas outras bandas da mesma época e estilo. Um grande exemplo disso é o Capital Inicial. Formado junto com a Legião Urbana, a partir da cisão do Aborto Elétrico, o grupo herdou composições e influências dessa época, e ainda hoje faz muito sucesso com uma setlist mista de antigas e novas canções.

A lotação máxima da Geração Quinta Loka – Legião Urbana e o brilho nos olhos de cada aluno que conseguiu seu disputado ingresso são evidências do sucesso duradouro de uma banda e, especialmente, de um compositor, que conseguiu cunhar, em versos poeticamente claros e extremamente expressivos, um sentimento eterno de juventude. Responsável e irresponsável, arredia, mas com as melhores intenções. Portanto, não é estranho que juventude de hoje se fascine pelas canções da juventude de ontem. Afinal, somos, todos, tão jovens.






Tempo Perdido é enquanto você não segue o @NewronioESPM.


Um balão de quadrinhos, cheio de palavras que tento roubar dos ciúmes do dicionário. Palavras que ecoam como notas, das musicais. Diretamente dos meus saxofones de ouvido.


Uma cidade, um artista, uma exposição

#TárolandoESPM por Ian Perlungieri



Para não ser confundido com o Michelangelo renascentista, Michelangelo Merisi começou a ser chamado de Caravaggio, uma cidade em que viveu.

Motivo de uma palestra na ESPM São Paulo dada pelos professores Silvana, João Carlos e Gilson, Caravaggio foi um pintor barroco cujas obras, consideradas atemporais, são fonte de inspiração no cinema e fotografia.

Caravaggio, influenciado pelo Renascimento, Igreja e Contrarreforma, é caracterizado pelas suas pinturas polêmicas.


- Desculpa, pai! Juro que não jogo mais bola dentro de casa...




Suas obras, que se assemelham a diálogos cinematográficos, inspiraram cineastas como Derek Jarman, Pier Paolo Pasolini e Orson Welles.

E, com um uso particular de luz e sombra, influenciou fotógrafos como Juan Esteves, W. Eugene Smith e Arthur Omar.

Outra característica de Caravaggio são algumas semelhanças em suas obras como a grande quantidade de cortinas (possível alusão ao teatro) e de degolas (é provável que os degolados de suas pinturas fossem autorretratos).


Afinal, fazer um autorretrato degolado é muito mais divertido!!!




Você deve estar se perguntando: Por que estou lendo sobre Caravaggio se não gosto de arte? A resposta é simples. Não sei.
Mas, para quem gosta de arte, saiba que está tendo, no MASP, uma exposição com vinte obras do artista entre 02 de agosto a 30 de setembro!

Para mais informações sobre a exposição, clique aqui.



Já foi no MASP ver a exposição? Comente sobre suas experiências abaixo e siga o @NewronioESPM para uma discussão erudita sobre a arte barroca!


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Festival de campanhas. O fim.

#Festivaldecampanhas por Henrique Castilho

 

 

Fim de semana passado (15 a 18) rolou a etapa nacional do festival de campanhas, lá em Porto Alegre. Bah, tchê! As três primeiras duplas de cada unidade da ESPM se reuniram para receber o último briefing do festival e, enfim, definir os vencedores. Eu estava lá concorrendo. E vou contar um pouco sobre o festival, um pouco dos bastidores, um pouco sobre Porto Alegre e um pouco das festas (a parte que pode contar).

Quarta-feira nos encontramos na ESPM para pegar táxi até o aeroporto. Éramos seis criativos (Augusto Antunes e Raphael Valenti, Renan Quevedo e Caio Muratore, Bruno Gonzalez e eu) e um professor/orientador, Tiago (sem h) Carvalho. De cara, todo mundo já se deu muito bem – criativo é um bicho sociável, principalmente entre si. O nervosismo também nos unia. Nervosismo de estar na final, da pressão de manter a tradição de levar o ouro pra São Paulo, de “jogar fora de casa” e, especificamente para mim, nervosismo de viajar de avião. Parece papo furado, mas não tenho medo que o avião caia, tenho medo de passar mal: Aeronausifobia, medo de vomitar em aviões. Se está no wikipedia é porque existe… Né?

 

Em menos de duas horas estávamos em Porto Alegre. Mais vinte minutos de carona em um táxi cor abóbora e chegamos no hotel, em frente ao Helena Beauty (alguém aí é fã de Foster?). São mais ou menos oito da noite.

 

 

 

O hotel ficava na cidade baixa, que lembrava muito uma Vila Madalena de São Paulo. Escolhemos um barzinho bacana para jantar. O chopp era razoavelmente barato e as porções valiam o custo benefício – tinham o mesmo preço das de SP, mas eram substancialmente maiores. O lugar estava cheio de gremistas, que diminuiam seus tons de voz a cada gol da Portuguesa que aparecia em alguma das TVs espalhadas pelos dois andares do bar. A gente comemorava baixinho, acho que dava pra ouvir.

 

Fomos para o hotel. Eram poucos os que conseguiam dormir. Travei uma conversa com o Caio que deve ter acabado pelas três da manhã. A gente sabia que o festival começava ao acordarmos, por isso tentávamos adiar nosso sono, como se assim adiássemos o festival também. Tática estúpida que me fez perder a hora. Acordamos e fomos para a Paim, agência madrinha da final do festival e segunda maior agência de Porto Alegre – ganhou, esse ano, prêmio de melhor agência pelo voto popular. Uma mesa de café da manhã incrível que acabou substituindo a do hotel, já que acordei tarde demais. Além das mesas de ping pong e de pebolim.

 

 

Estava 9 a 2 para o time azul quando fomos chamados para o briefing:

 

 

O briefing: vender iTouch no dia das crianças para adolescentes. Fazer campanha para um produto que historicamente não precisou  de comunicação para um público que não gosta de ser chamado de criança. Vai ser difícil. Preciso dormir. Não dá tempo.

Deixaram-nos extremamente acomodados. Todas as duplas não-conterrâneas tinham sua própria sala (ou QG) para criar. Serviram almoço e lanche

no fim da tarde, além do pãozinho de queijo com guaraná à tarde. Descobrimos que o Hot Pocket é o Tototsinho de lá; e que brigadeiro e beijinho é negrinho e branquinho. Uma dupla sulista tomava chimarrão enquanto comia o totosinho ( de salsicha), o hamburguinho, o queijinho (show de bola, muito bom mesmo), o calabrinho e o franguinho.

Mas voltando à criação…

Não ter experiência no mercado pesa muito em um festival como esse. A final funciona como a Maratona de Criação, temos um pouco tempo a mais pra criar só, mas não deixa de ser dum-dia-proutro. A cabeça borbulha. As ideias vêm confusas. Pensar em conceito para desenvolver ideias ou pensar ideias para fechar um conceito? Dia das crianças… brinquedos… bola… chute… E SE FIZÉSSEMOS UMA AÇÃO CHUTANDO CRIANÇAS?! Não, claro que não, meudeus, o prazo, o prazo…

O Augusto e o Rapha, coitados! Iam começar a criar quando receberam e-mails das agências onde trabalham (DM9 e ALMAP, respectivamente). Enquanto as duplas passavam a tarde criando lá na própra ESPM, eles resolviam pepino pras agências. Quando a faculdade fechou, todo mundo voltou para o hotel. Eles não tinham começado a produzir nada. Nem o Renan e o Caio, que, no meio de uma discussão, descobriram que estavam pensando por um caminho errado (eram oito da noite). Bruninho e eu já tínhamos fechado a ideia, mas tínhamos um problema: há algum tempo ele não desligava seu notebook – o Photoshop tinha expirado, se fechasse não abria mais. Eu não sabia disso e desliguei o computador. Por sorte, o Tiago é professor de criação digital e leva seu computador pra todo lugar que vai. Ficamos usando o note dele enquanto o photoshop baixava no do Bruninho. Também tínhamos uma outra dificuldade: precisávamos produzir uma foto para uma das peças. E para isso era necessário um modelo, maquiagem, maquiadores e uma peruca, sendo que não conhecíamos as pessoas daquela cidade, apenas as outras duplas, que estavam ocupadas criando.

Tenho então que deixar o MUITO obrigado – em nome do bruninho e meu – ao Renan, à Gabi e à Carol, que toparam ajudar a gente como modelo e maquiadoras. Também aos organizadores sulistas que ajudaram a gente a encontrar uma loja de fantasias onde fosse possível comprar a peruca. Vocês não precisavam ter perdido o tempo e a boa vontade de vocês ajudando concorrentes. Obrigado mesmo. (Inclusive, dando uma de spoiler, a peça em que eles colaboraram nos rendeu uma menção honrosa.)

 

 

Viramos a noite e voltamos as oito da manhã para nossos “QGs”. Aquela sensação de água batendo na bunda afetava todo mundo, indiferente da regionalidade da bunda ou do quão alta fosse. Augusto e Raphael começavam a layoutar suas peças só agora, foram os últimos a entregar. Meio dia todas as campanhas estavam nas mãos dos organizadores.
Todo mundo precisava dormir, mas ninguém negou a ideia do Tiago de passar numa churrascaria e experimentar a famosa carne gaúcha (não sexualmente). Foi lá que encontrei o amor da minha vida, uma garota (25 anos, aproximadamente) quietinha na mesa em frente a mim que ouvia o suposto chefe de sua suposta empresa dando um discurso supostamente de despedida. Não tenho certeza de nada porque não falei com o amor da minha vida, só fiquei olhando mesmo. Voltamos para o hotel para dormir, seis da tarde precisávamos estar na ESPM para apresentar as campanhas. E assim o fizemos:

 

 

Depois de apresentar os trabalhos, descemos para um salão para comer mais negrinhos e branquinhos. Um professor discotecava músicas inaudíveis – o salão estava barulhento porque rolava uma exposição de arte no andar de baixo, também com trilha sonora (e muita gente esquisita da arte). Subimos para ouvir o feedback das peças, dado pela própria galera da Paim, júris do festival. Eles ainda fizeram um shortlist das campanhas antes de descermos para saber os vencedores. Augusto, Rapha, Renan e Caio estavam lá. Bruninho e eu não. Acontece…

De volta aos negrinhos, branquinhos, gente esquisita e música inaudível. Agora é a hora da verdade. El Grand Finale. The big end. Ninguém consegue conversar direito. Todo mundo está meio sem graça, dando risadas sem graça e fazendo piadas sem graça. Os corpos se movimentam no salão sem conter o nervosismo, como átomos se movimentando em uma molécula que é esquentada. Mas antes de anunciar a ordem do shortlist (quinto, quarto, terceiro…), uma menção honrosa a um anúncio que a agência gostou muito, e achou uma pena a dupla criadora não terem seguido por aquele conceito. “É a gente, Bruninho! HA-HÁ!”.

 

 

Agora os vencedores…

Em quinto lugar… aimeudeusvãofalarsãopaulo… Rio! YES!

Em quarto lugar… vãofalarmeunomeeuseiquevai… Caio e Renan! …sabia. Calma, ainda tem paulista em jogo!

Em terceiro lugar… prontojáperdemojáera… Rio ! AH-RÁRÁRÁ!!!

Em segundo lugar… euseiquesoueueumereço… Porto Alegre! É OURO DO BRASIL!!!

 

 

Justo, justo. Quem assistiu às apresentações – ou seja, todo mundo – aceitou a qualificação. Eu não estava entre os jurados mas, reparando nos vencedores, percebe-se que foram melhor avaliados aqueles que conseguiram manter uma identidade visual na campanha, não deixando enfraquecer o conceito principal. Augusto e Rapha fizeram isso, e com uma criatividade que faz jús às agências em que eles trabalham. Veja as peças aqui.

O avião sai amanhã meio dia. Ninguém dormiu direito. Mas não dá pra desperdiçar uma festa em Porto Alegre, ainda mais depois da premiação. (Tenho que abrir um parênteses para esclarecer uma coisa. Não sou desses que costuma criar espírito de corpo com o grupo que pertence – colégio, clube, time, a própria ESPM… Nós paulistas poderíamos muito bem criar rivalidade uns com os outros: conhecia as outras duplas, sabia que eram fortes concorrentes. Mas nos demos todos tão bem que acabamos ficando feliz pela vitória dos dois, assim como acredito que eles talvez tenham ficado chateado quando não viram Bruninho e eu no shortlist. Fecho parênteses). Então fomos para o hotel, felizes com a “nossa” vitória. Meia hora pra tomar um banho e vamos pro Beco (sim, a mesma franquia de São Paulo. Pra quem não sabe, o primeiro Beco do Brasil é o de POA). Estávamos sendo guiados por uns amigos que fiz na final do ano passado, aqui em São Paulo, e que encontrei lá na ESPM sul. (Quantos parênteses nesse parágrafo).

A trilha sonora do Beco de lá é parível com a de acolá na Augusta. O que muda é qualidade do som, as caixas gaúchas estavam um pouco estridentes, o som era muito mais alto. Ah, e eram duas pistas: umas mais indiezinha, outra mais tecno mesmo – detalhe que separava visivelmente o lugar em dois tipos de público. Foi divertido? Bom, vou deixar uma foto constrangedora aqui que saiu no site deles, tirem suas próprias conclusões:

 

 

O que mais, o que mais… ? Bom, acordamos todos meio dormindo. Joga uma água no rosto pra disfarçar. Se veste correndo que já estamos atrasados. Mesmo assim, quem visse de fora veria seis corpos revitalizados, consequência de um sorriso no rosto que ainda não se tinha desfeito desde a premiação. Não deu pra dormir na viagem de volta, ficamos bombardeando Augusto e Rapha com perguntas sobre o mercado. Quando vocês entraram nas agências? Pra quantas pessoas tiveram que mostrar pasta? Cai job bacana na mesa? Ah, não tem mesa? Entendo, entendo…

A experiência me fez tão bem que, quando cheguei em casa, acho que ninguém entendeu como um perdedor poderia estar tão feliz.

 

 

 

Siga o @NewronioESPM e ganhe uma menção honrosa.


Henrique passa as manhãs dos dias de semana na ESPM, as tardes dos fim de semana tocando música e as noites de terça vendo a Portuguesa no Canindé.


Bem-vindo à vida real!

#TárolandoESPM por Julio Jovanolli



Já se inscreveu? Não? Então corre: as inscrições para o ARENAS se encerram no dia 21 (próxima terça-feira) e você não tem desculpa para dizer que não ficou sabendo de nada, ainda mais com a divulgação maravilhosa que estamos realizando! O tema deste semestre é “Bem-vindo à vida real”. O conceito é mostrar que mesmo super-poderes não te ajudam na hora de ser criativo.

Temos uma cover inspirada pelo tema na nossa fanpage no facebook e cartazes espalhados pela faculdade. Aqui no Newronio ganhamos um button personalizado para a página de inscrição feito pelo Fernando Simões (lembra quando entrevistamos ele?) que ficou incrível! Ele também fez essa tirinha que vale super a pena conferir:








Eu conheço uma pessoa que ficou rica seguindo o @NewronioESPM, legal, né?


Estou cursando a optativa de criação e gosto muito de internet.