Burning Man é um festival que surgiu quando dois amigos decidiram construir um homem de madeira e queimar, com algumas pessoas assistindo na Baker Beach, São Francisco em 1986. Esse ato acabou acontecendo uma vez ao ano, aumentando o público cada vez mais. Até que em 1991, os homens tiveram que mudar o local desse festival para o deserto (pelo o que parece, a polícia do local havia impedido) da Nevada.

A ideia foi criar algo que fosse contracultura. Para as pessoas viverem experiências marcantes e fugirem um pouco do mundo que vivem passando 8 dias intensamente na “metrópole” construída em volta da escultura de madeira, no meio do deserto (fugindo de qualquer contato do mundo real).

Milhares de pessoas se preparam para essa viagem, entre eles artistas desconhecidos que vêem a oportunidade de ter alguém que possa apreciar sua arte. E, mesmo com a grandeza desse festival, toda a infra-estrutura e os serviços essenciais (como assistência médica e bombeiros) são feitos por voluntários que estão participando desses dias.

O que antes era apenas madeira se queimando, hoje se tornou um símbolo do desapego a coisas ruins. As pessoas se vestem de uma forma meio Mad Max (um pouco mais leve por estarem no meio do deserto) e vivem esses dias para terem experiências espirituais, através da música e dança, além de outras artes expostas.

Burning Man é conhecido mundialmente, mas nem todo mundo consegue encarar esses dias em um deserto, totalmente a mercê do que pode acontecer lá. E, com isso, apenas quem está lá consegue apreciar a arte do festival. Visto que, era necessário dar visibilidade para essas pessoas, algumas esculturas que participaram alguma vez do evento estão sendo expostas na Smithsonian’s Renwick Gallery em Washington.

O nome da exposição “No Spectators” (sem expectadores) traz a ideia das pessoas aproveitarem esse momento para terem a experiência que muitas pessoas tem quando vão ao meio do deserto. E não julgarem ou comentarem sobre a arte, como acontece em qualquer outra exposição.

A visão para essa arte é diferente e traz um outro significado para cada escultura apresentada, as pessoas precisam estarem abertas para entenderem toda essa contracultura que o festival tenta trazer através disso.

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