Posts do autor:

Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Busca pela fama

lady_gaga_the_fame

#Comportamento por Ian Perlungieri

Com o Youtube, Facebook, Twitter e outras redes sociais, torna-se cada vez mais evidente a busca desesperada pela fama.

Alguns ficam conhecidos acidentalmente devido a vídeos sobre o Bar Mitzvah ou algo parecido, porém muitos vídeos, tweets e status do Facebook são tentativas frustradas de tornar-se popular.

A questão que não quer calar é: por quê? Por que, afinal, as pessoas querem tanto ser famosas? Ser renomado não o tornaria melhor que ninguém, nem ampliaria a inteligência ou a beleza do indivíduo em questão. Dinheiro, talvez? O que é melhor? Ser um popular pobre ou um anônimo rico?

Boa parte dos anônimos em busca da fama acredita que “popularidade” e “dinheiro” são sinônimos, mas não são. Assim como “popularidade” e “respeito” também não. Ser popular é ser conhecido. Apenas isso. No entanto, há muitos famosos ricos e respeitados confundindo, portanto, a mente de grande parte dos anônimos.

Contudo, há outra teoria. A necessidade de ser conhecido, talvez, seja muito mais profunda que a busca por dinheiro e/ou respeito. Talvez seja uma necessidade de ser lembrado, pois, apesar de evitarmos pensar no assunto, somos mortais. Nascemos, vivemos e morremos. Este prazo de validade que nós temos leva-nos a uma tentativa insana de nos tornar imortais. Como não é possível fazer isso com o nosso corpo (ainda), tentamos fazer com o nosso nome. A busca pela fama é uma busca pela imortalidade.

Sendo assim, queremos dinheiro, respeito e imortalidade. Não podemos nos contentar em viver anonimamente, trabalhando em algo que gostamos e conquistando, com luta, o respeito das pessoas? Aparentemente, não.

No entanto, tais desejos são humanos e suponho que apenas sejam prejudiciais quando algum indivíduo se sujeita a algo desagradável na tentativa de obter sucesso. Desconsiderando tais pessoas, a busca pelo eterno é válida o bastante para que seja feito um post no Newronio sobre o assunto.

Deixe @NewronioESPM imortal seguindo-nos!


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


LinkedIn: o Facebook das oportunidades

#Tárolando por Ian Perlungieri



Na última quinta-feira, dia 29 de novembro entre 19:30Hs às 21:30Hs, aconteceu uma palestra na APP Brasil(Associação dos Profissionais de Propaganda) e o palestrante foi Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor geral do LinkedIn Brasil.

Para quem não sabe, LinkedIn é uma rede social profissional que tem crescido nos últimos anos, porém, é diferente do Facebook (que é uma rede social pessoal).  Para o Facebook, eu sou um idoso de setenta e quatro anos que joga boliche profissionalmente, gosta de comer frutos do mar e lê piadas ruins no tempo livre que tem. Para o LinkedIn, sou diretor de marketing do Google. Percebeu a diferença?

Claro que as pessoas citam algo pessoal na rede profissional, assim como é mencionado algo profissional na rede pessoal, entretanto não é muito recomendado escrever “sinistrófobo” no LinkedIn. Portanto, há a exigência de um critério próprio para saber o que deve ou não ser colocado em cada rede social.

Não sou o maior fã de marketing que já existiu, porém a palestra de duas horas de duração foi objetiva e, no mínimo, boa. As tendências da internet, os objetivos do LinkedIn, suas diferenças com o Facebook e ótimas perguntas acrescentaram pontos positivos em uma palestra que já estava agradável devido ao café de qualidade e à batata frita ondulada.

Os temas da palestra, aparentemente óbvios, não eram. São aquelas reflexões que só temos quando alguém as introduz em nossa mente. Enfim, a apresentação apenas acrescentou ideias em meu pensamento e acredito que tenha me feito crescer, tanto como pessoa quanto como profissional.

Se eu recomendo para as pessoas irem na próxima? Com certeza, a batata frita ondulada era ótima.



Seguir o @NewronioESPM é uma das tendências da internet!


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Ela e eu

#Contos por Ian Perlungieri



Inspira. Pausa. Expira. Pausa. Inspira. Pausa. Expira.

Ela, vestida de cetim, me procurava.

Eu, vestido de medo, me escondia.

Inspira. Pausa. Expira. Pausa. Inspira. Pausa. Expira.

Ela observava ao redor, em busca de mim.

Eu observava ao redor, em busca de fuga.

Inspira. Pausa. Expira. Pausa. Inspira. Pausa. Expira.

Ela me encontra.

Eu encontro a porta.

Inspira. Expira. Inspira. Expira.

Ela corre.

Eu corro.

Inspira. Expira. Inspira. Expira.

Ela veloz.

Eu em câmera a lenta.

Inspira. Expira. Pausa.



Entrar no Twitter. Pausa. Seguir o @NewronioESPM.


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Portfolio online Arenas – Mordida

#Arenas por NewronioESPM



O Newronio, funcionando como uma das aberturas internéticas do Arenas, escolheu um tema aletório e pediu para que cada um, seja diretor de arte ou redator, fizesse o que faz de melhor: ilustrações e textos.

Com o tema “mordida”, a criatividade foi exercitada e o resultado, que pode ser usado como portfolio para cada participante, pode ser observado a seguir:

Ana Beatriz Nunes – Diretora de Arte

André Escalhão Atássio – Redator

Bruno Gonzalez Gonçalves - Diretor de Arte

Gustavo Paro – Diretor de Arte

Gustavo Paro (2) - Diretor de Arte

Ian Perlungieri – Redator

Ian Perlungieri (2) - Redator

Luiz Filipe Motta - Redator



Mande sua sugestão de tema para @NewronioESPM!


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


O mal e o mal

#Comportamento por Ian Perlungieri



Após ler uma notícia qualquer sobre doações, uma pergunta pairou sobre a minha cabeça: existem pessoas boas?

Que pergunta idiota, alguns irão pensar, mas é claro que existem! Se não existissem por que as pessoas doariam?

Simples, eu respondo, talvez o ser humano seja extremamente egoísta tendo, portanto uma necessidade de comprovar, tanto para os outros quanto para si mesmo, a sua bondade. É bem provável que o bem seja apenas uma ilusão, uma utopia, uma mentira.

Sendo assim, apenas o mal existe; considerando mal aqueles que apenas pensam em um autobenefício, nunca zelando pelo próximo.

Esse é o motivo de grande parte das pessoas apenas doarem no Natal e no dia das crianças. Todos doam. Por que ele pode ser bom e eu não posso? Aposto que sou melhor do que ele! Sendo assim, as pessoas apenas se iludem. Acreditam ser boas quando, na verdade, são invejosas e egoístas.

Entretanto, não há motivos para indagar qual a razão inconsciente para a pessoa agir bem. Existem, e muitas, pessoas que praticam o certo. Isso basta.

Existem pessoas boas? Não sei, mas existem pessoas que praticam o bem e, por enquanto, é o suficiente.



Seja bom e siga o @NewronioESPM  e participe do projeto social Sorrir Festival clicando aqui.


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Ambição em uma comunidade do futuro

#Contos por Ian Perlungieri



Eu sorria e o velho chorava.

Enquanto eu conversava alegre e idiota pelo telefone com aquela garota, o velho chorava ao meu lado. Lágrimas escorriam do seu rosto enrugado e rugas se formavam em meu rosto sorridente.

Além de nós também havia outras pessoas naquele espaço apertado do transporte público. Pessoas cinzentas, conversas altas, um menino que tentava, atrapalhadamente, tocar um violino, uma grávida, dois cachorros e mais pessoas cinzentas.

O artista, a grávida e os animais corriam um grande risco por estarem ali. Todos nós sabíamos que não era permitido, porém ignorávamos. Dificilmente os militares apareceriam. O artista tocava, a grávida conversava, os cachorros latiam, o velho chorava e eu sorria.

Depois da longa conversa, desliguei o celular e o coloquei, com grande dificuldade devido ao grande número de pessoas que me apertavam, em meu bolso.

Observei o transporte novamente: o artista ajeitara o seu violino e tocava alguma música clássica, a grávida dormira, os cachorros deitaram mal acomodados naquele piso porco e o velho, em pé ao meu lado, também dormia.

Ignorei-os novamente. A monotonia deles não abalaria a minha felicidade. Havia acabado de falar com uma mulher linda e, logo, ela seria a minha esposa. Ela só precisaria aceitar o pedido e eu só precisaria comprar o anel.

Entretanto, para comprar o anel, todo aquele caos deveria ser vivenciado. Novas taxas teriam que ser pagas e eu seria o novo último da fila de espera, com um casamento marcado para daqui a 30, 35 anos.

Não poderia esperar tanto tempo. Sim, apelarei para o mercado negro: com a venda do meu celular, conseguiria um anel. Vagabundo, porém um anel. Apalpei o meu bolso com dificuldade para certificar-me que o celular permanecia lá, porém havia apenas o vazio.

Desesperei-me, mas, ao apalpar, involuntariamente, a calça do velho que dormia em pé, percebi que havia colocado o meu celular em seu bolso por engano.

Seria estranho se eu o acordasse para pedi-lo de volta. O velho poderia acusar-me de roubo dizendo que o meu celular era dele e Deus sabe lá o que os militares fariam comigo. Não. Eu o coloquei lá, eu o tiraria de lá.

A massa cinzenta conversava ou dormia e ninguém notaria a minha mão boba entrando no bolso do velho que dormia em pé ao meu lado.

Apalpei o bolso daquela calça surrada e puxei o que acreditei ser o meu celular. Não era. Era ouro. Ouro. Ouro.

Comecei a colocá-lo em meu bolso com um êxtase indescritível. Melhor do que eu sentia com a garota, com o doce, com a luxúria. Nunca havia experimentado algo do tipo.

Esqueci o meu celular. Do bolso só saía ouro e mais ouro. Conseguiria comprar o mercado negro inteiro. Compraria aquilo que a garota sonhava. Compraria aquilo que eu sonhava.

Meu bolso estava carregado de ouro. Estava sendo um dia perfeito.

Porém, de repente, o transporte parou e os militares entraram:

- Mão na cabeça! Todo mundo, todo mundo!

Os cachorros correram, porém um caiu morto devido ao tiro dado pelo militar. O outro escapou. Maldito sortudo!

O violino do artista foi queimado enquanto outros dois mais jovens chutavam a grávida.

- Estamos procurando uma grande quantia de ouro que foi furtada do deputado. – falou aquele que parecia o capitão – Quem aqui tiver algum objeto feito desse material nos acompanhará para a execução.

Olhei para o velho. Ele, assustado, apalpou os bolsos da calça e, curioso, de lá tirou o meu celular.

- Mão na cabeça! Mão na cabeça! Tira mais alguma coisa do bolso que você morre! – gritou um militar para o velho.

O velho larga o celular, que cai no chão e quebra. Ele olhou para mim e soube. Ele sorriu e eu chorei.



Seguir o @NewronioESPM nunca foi um crime!


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Vida de agência

#Tirinhas por Ian Perlungieri



Fernando Simões (aquele ilustrador do Arenas que já foi entrevistado pelo Newronio), que já tem uma tirinha no blog, criou uma nova tirinha, relembrando o processo seletivo no início do semestre com o slogan “Bem-vindo à vida real”.






Mande sua ideia de tirinha para o @NewronioESPM!


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Culpa em extinção

#Sinapse por Ian Perlungieri



Lance Armstrong, um ciclista americano. Foi heptacampeão do Tour de France (Volta da França). Superou o câncer e deu início à Fundação Livestrong. Foi patrocinado pela Nike, AB Inbev e mais sete patrocinadores. Foi acusado de doping. Perdeu oito patrocinadores. Perdeu os títulos. Foi banido do esporte.




Uma história que tinha tudo para ter um final feliz não teve. Um final infeliz, lamentável, triste.

Um dia talvez descubram que a Usada (agência antidoping americana) errou e Lance Armstrong perdeu os títulos sendo inocente.

Talvez. Mas suponhamos que o ciclista trapaceou. Os títulos apenas foram ganhos porque o atleta se dopou durante toda a carreira. Por quê?

Provavelmente pela fama que ganharia com a vitória. O dinheiro. O status. Mas infringir regras para conquistar uma vitória? Afinal, ele não poderá contar para os bisnetos que venceu o Tour de France. Quem venceu foi o doping. Porém ele conta para os bisnetos. Conta cada detalhe como se o responsável pela vitória tivesse sido ele. Mas não foi. A mentira se torna verdade e a culpa desaparece. A culpa nem existe. A raça humana, que deveria ser a mais evoluída das espécies, age como se fosse a mais primitiva, com falta de ética, respeito e consideração pelo outro. Mentiras e mais mentiras e todos acreditam que elas sejam verdades.

- Mas o mundo de hoje é assim, alguém pode argumentar, ou você trapaceia ou você morre.

Infelizmente! E, enquanto todos pensarem assim, ninguém age. O ser humano, com todo o potencial que tem para agir bem, não o faz. O respeito está em extinção. A culpa está em extinção. A ética está em extinção.

Entretanto, caso o “mais sofisticado, profissionalizado e bem sucedido programa de doping que o esporte já viu”, de acordo com a Usada, esteja errado e Lance Armstrong seja inocente, a fé na raça humana poderá voltar a existir.

Talvez.



Siga @NewronioESPM e seja uma pessoa melhor.


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


A prática da teoria

#TárolandoESPM por Ian Perlungieri



O grupo de pesquisa com foco em sustentabilidade, já mencionado em outro post, está sendo acompanhado pelo Newronio e, com alguns objetivos estabelecidos, tais como ampliar o conhecimento em relação ao conceito de sustentabilidade e discutir de que formas esse conceito converte-se em prática profissional, começa a colocar a teoria em prática.

As Agências Cubo CC, Repense Comunicação, ID/TBWA e Activa Sport farão parte da pesquisa exploratória feita pelo grupo. As próximas etapas serão o contato com os entrevistados, entrevista com os profissionais e tabulação dos resultados.

O desenvolvimento do questionário acontecerá na próxima segunda.



Siga o @NewronioESPM e agende uma entrevista para descobrir se somos sustentáveis.


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.


Plágio

#Contos por Ian Perlungieri



Apenas consegui adormecer depois de onze dias vendo o brilho das estrelas se misturando com a densa fumaça do meu cachimbo.

Porém não foram apenas duas horas de descanso como da última vez, e sim, um descanso de quinze horas.

Quinze horas.

Quinze horas de um descanso que invejo que os outros consigam todos os dias. Quinze horas utópicas. Quinze.

Após acordar eu soube, baseado no tempo que eu havia dormido, que não adormeceria tão cedo novamente. Mas não importava. Eu havia sonhado.

E, com os sonhos, vieram as ideias.

Um quadro. Um belo quadro. Seriam três retratos em uma tela na horizontal. No primeiro retrato havia dois macacos, um cego e um surdo com uma paisagem caótica que lembrava a vida real. No segundo havia dois macacos, um cego e um mudo com a mesma paisagem de fim de mundo. E, no terceiro, dois macacos. Um surdo e um mudo. Porém a paisagem seria bela o bastante para despertar a inveja em Deus.

Lindo! Extremamente metafórico! Todos o adorariam. Todos adorariam a mim.

Havia apenas um problema. Eu não pintava.

Meu quadro nunca se tornaria real e eu nunca seria adorado.

Não sabia o que fazer. Desabafei esse dilema para um amigo meu enquanto degustávamos a fumaça do cachimbo misturado com alguma bebida vagabunda.

Entretanto, ele era pintor. Meu quadro tornou-se dele e, no momento seguinte, ele não era mais o meu amigo.

Raiva. Fúria. Ira. Mais algumas noites sem dormir.

O brilhar das estrelas se misturando com a fumaça do cachimbo e com o gosto amargo da bebida vagabunda e, somente após treze dias, encontrei mais quinze horas de descanso.

Segunda vez que havia conseguido quinze horas. Quinze. O descanso havia me agradado o bastante para surgirem novos sonhos e ideias.

Após acordar soube novamente que meu novo descanso demoraria, mas ignorei a sensação. Ideias surgiram.

Uma fotografia. Brilhante! A imagem sarcástica de uma língua lambendo o chão. Forte. Impactante. Perturbadora. Todos a adorariam. Todos adorariam a mim.

Mas novamente havia um problema. Eu não possuía uma câmera. Pedi para que um amigo me emprestasse a dele. “Por quê?”, ele perguntou. E eu respondi.

Noites e mais um amigo foram perdidos e a raiva reapareceu.

Raiva. Fúria. Ira. Ódio.

O brilhar das estrelas se misturando com a fumaça do cachimbo que se misturava com o gosto amargo da bebida vagabunda que se misturava com minha boca seca, olhos ardentes e mau cheiro.

Mas adormeci. Não sei quanto tempo fiquei acordado até ter conseguido dormir. Não sei quanto tempo dormi dessa vez. Talvez quinze horas. Talvez mais.

Porém, desta vez, acordei sorridente, pois havia tido a melhor de todas as ideias.

Um conto. Finalmente eu serei adorado.



Siga e fale para quinze pessoas. Quinze: seguir o @NewronioESPM.


Meu nome não é Alex DeLarge, nem Tyler Durden, nem Mort Rainey. Nunca me chamaram de John Keating. Não sou Ed Bloom, nem Joel Barish. Scott Pilgrim, Carl Allen, Bruce Wayne, Rainer Wenger. Nenhum destes é meu nome. Sou apenas uma peça de um tabuleiro.