O primeiro Planeta Terra é uma das séries documentais mais famosas e aclamadas de todas, sendo a primeira filmada em HD na época e produzida ao longo de 5 anos. 11 anos depois temos a segunda temporada, com o mesmo icônico narrador, David Attenborough e as primeiras impressões são tão boas – se não melhores do que em 2006.

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Ao longo de todos esses anos muita coisa mudou, o que acabou influenciando o resultado final da série. A principal mudança, a tecnologia, proporcionou uma mudança muito positiva para a BBC, que decidiu homenagear o cinema com as novas possibilidades de filmagem. Além de poder proporcionar uma experiência ainda mais imersiva.

Muito do que torna Planeta Terra tão bom é o aspecto fora do controle dos criadores, a imprevisibilidade da natureza filmada em câmera de uma forma única, como se nós tivéssemos o privilégio de um narrador omnisciente. Recentemente, uma das cenas do novo documentário se tornou viral justamente por esse aspecto: a fuga da Iguana ao se deparar com dezenas de cobras.

O nível de produção diferenciado já pode ser notado nesse curto clipe, com várias câmeras em ângulos diferentes ou tracking shots acompanhando a Iguana. A produtora do episódio, Liz White relatou a experiência de gravar a cena única: “Você quer que seja uma grande cena emocionante, onde as pessoas vão se sentir torcendo para um personagem”. O aspecto cinematográfico foi essencial para criar uma cena tão icônica, desde a forma em que ela foi editada até a escolha da música, que variou de Batman até Mad Max.

A Vox começou hoje uma série para analisar como Planeta Terra 2 parece um filme de Hollywood, demonstrando as consequências do avanço tecnológico ao passar dos 60 anos em que a BBC produz filmes nesse estilo. A análise será dividida em 3 partes, você pode ver a primeira abaixo.

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