4º dia de Cannes: o sucesso de Dumb Ways to Die

So many dumb ways to die…

E você se pega cantando a música que embala a campanha mais premiada do Festival de Cannes até agora. E por que ela funciona e está varrendo os prêmios?

Criada para a companhia de metrô da Austrália, que queria reduzir o número de acidentes em suas linhas, “Dumb Ways to Die” está sendo o sucesso deste ano por aqui. É unânime: não há quem não concorde que os personagens são assustadoramente fofos. A McCann Melbourne, agência responsável pela campanha, disse ter se deparado com “mais um briefing” e decidiu torná-lo um desafio para seus criativos. Foi aí que bichinhos que morreram de formas estúpidas dão vida à divertida campanha. Na primeira semana, o vídeo no youtube já tinha mais de 25 milhões de acessos, foi assunto para programas de TV, ganhou um Tumblr “viral”, foi o vídeo mais compartilhado, sua música virou hit do iTunes e subiu nos charts em mais de 20 países. Não para por aí: aplicativo para smartphones, karaokê nas estações de metrô, cartazes e o principal: interagiu com o target.

Quando se deparam com um assunto sério, notamos que há uma tendência das agências em fugir do tom pesado e dramático. É ruim cobrar seus receptores ou causar o famoso peso na consciência. Dumb Ways to Die entrega a mensagem e a faz de modo divertido e inteligente. Até agora, já levou Grand Prix de PR, Grand Prix de Direct, Ouro em Press, Ouro em Radio, Ouro em Cyber e promete mais até o fim da semana. O sucesso não se limita aos prêmios – a Australia Metro disse que seus acidentes reduziram em 20% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Assista:

O dia também premiou as categorias Design, Press, Radio e Cyber. Os destaques entre os ouros de Design foram Share a Coke, Loja Vazia, Nike Interactive Window, Uniqlo Dry Mesh e o Grand Prix Auchan Selfscan Report. Para Press, o júri foi liderado pelo brasileiro Marcelo Serpa e premiou com ouro diversas campanhas, entre elas Volkswagen Original Parts, Comedy Central, Penguim Group Headphones e o Grand Prix Apple Mini iPads. Já alguns dos outros de Radio foram para Unilever, Lego, Prime e o Grand Prix para Dumb Ways to Die. Os destaques entre os outros de Cyber foram McDonald’s Our Food Your Questions, Nike Kinect Training e dois Grand Prix para Oreo Twist e Intel Beauty Inside.

Amanhã tem mais premiação, quem espera até lá? Ah, última coisa: ontem eu disse que aqui em Cannes as coisas simplesmente acontecem. Hoje no palco da premiação me deparei com essa cena: Marcelo Serpa, David Droga, Jack Klues, Dan Wieden, Mark Tutssel, Tony Granger, John Hegarty, Shelly Lazarus, etc. E aí?


Renan Quevedo é diretor de arte, cursa o 8º semestre de CSO e foi o aluno escolhido para representar o Brasil na Roger Hatchuel Academy. Além da competição entre estudantes de todo o mundo, Renan fará de tudo para atualizar o pessoal sobre ideias, eventos, palestras e o que de mais incrível estiver acontecendo em Cannes.


A Roger Hatchuel Academy

Para quem está acompanhando minhas notícias diretamente de Cannes sabe que, além de ir às palestras e eventos do 60º Festival de Cannes, vim fazer um curso chamado Roger Hatchuel Academy. Paralela à premiação, a academia dá a chance para apenas 35 estudantes do mundo todo de vivenciar o que acontece por trás do Festival. Temos acesso aos juris, salas de debate, backstage, workshops, palestras e conteúdos exclusivos – um programa único dirigido pelo Chefe do Curso de Propaganda da Saint Martins de Londres, Clive Challis.

Todos os dias recebemos convidados de diferentes agências e áreas da propaganda. Alguns nomes que já passaram por lá: Bob Greenberg, Bob Isherwood, Neil French, David Droga, Jim Stengal, Michael Conrad, Tham Khai Meng e mais uma extensa lista. É uma experiência única e construtiva para qualquer estudante que busca entrar para o mundo da propaganda. Junto com isso, somos desafiados a criar conteúdo a partir do que aprendemos em sala, o que concretiza o objetivo do curso.

O contato com profissionais de outras partes do mundo nos refresca a cabeça com novas ideias. “Inspiração” é o residual que fica para motivar qualquer aluno. Os publicitários convidados para participar do curso nos dão teorias e sugestões para o dia a dia, mas o que mais me impressiona são os cases que eles já participaram. Colocarei abaixo alguns cases que estudamos na Roger Hatchuel Academy até agora e espero que sejam inspiradores para quem se interessar!





Renan Quevedo é diretor de arte, cursa o 8º semestre de CSO e foi o aluno escolhido para representar o Brasil na Roger Hatchuel Academy. Além da competição entre estudantes de todo o mundo, Renan fará de tudo para atualizar o pessoal sobre ideias, eventos, palestras e o que de mais incrível estiver acontecendo em Cannes.


#vemprarua

O tema manifestações ganhou uma enorme repercussão e o lema “vem pra rua” foi incorporado ao protesto. O jingle, originalmente, de uma campanha institucional da montadora Fiat para a Copa das Confederações no Brasil, vem embalando e ganhando voz nas ruas de todo o país, algo inimaginável até mesmo para a marca. Apesar dos rumores de que a campanha sairia do ar devido a associação feita pelos manifestantes com a letra, a campanha ainda deve permanecer na mídia até sábado, segundo a Fiat, seguindo o cronograma original.

A música animada e convidativa cantada por Falcão do grupo O Rappa e criada pela Agência Fiat/Agência Click Isobar e Leo Burnett Tailor Made, foi, literalmente, incorporada pelos brasileiros que saíram as ruas, mas não como torcedores motivados pelo futebol, seguindo a sugestão do jingle, e sim para um protesto que nada tem haver com carros ou títulos de campeonato. Um comercial que tinha tudo para ser  só mais um em meio a milhares de outros comerciais que falam sobre os jogos no Brasil, conseguiu, sem a menor intenção, um destaque nacional. A hashtag #vemprarua  lançada de forma espontânea pelos brasileiros tomou conta das redes sociais e dos gritos pelas capitais do país, levando as pessoas mesmo inconscientemente a lembrarem da Fiat e levarem a sério a afirmação de que “a rua é a maior arquibancada do Brasil”.

Com toda essa repercussão em torno das manifestações, há quem pense até que a montadora chegou a intensificar a veiculação do vídeo publicitário, outro fato negado pela própria empresa que insistiu que tudo segue conforme o plano de mídia. A questão é que, em meio a toda essa euforia vivida nas ruas e afirmada nas redes sociais, o comercial ganha, automaticamente, mais relevância e evidência com o público, inclusive com aquele mesmo que absorveu as palavras cantadas como hino e grito de guerra. A Fiat mesmo sem se posicionar ou fazer qualquer declaração já faz parte do movimento e isso pode ser muito bom para a marca e sua visibilidade.


Estudante da ESPM e aspirante a publicitária e comunicóloga. Adora escrever qualquer coisa que não seja sobre ela mesma.


Oásis subterrâneo

Nas grandes cidades há muitos espaços abandonados, sejam eles prédios particulares ou ambientes públicos que por um motivo ou outro caíram em desuso. Na minha infância, eu morava ao lado de uma destas construções – um hospital que não foi concluído por falta de recursos e claro que a criançada da região incorporou o tal hospital como parquinho. Hoje isso seria um perigo…

Para evitar que estes espaços sejam alvo de invasões que tragam perigo à população e para revitalizar espaços urbanos, algumas cidades estão reincorporando espaços abandonados. Em Nova York desde 2009 existe o High Line Park, um trilho de trem elevado que foi transformado em parque suspenso.

Em Londres uma estação de Metrô e alguns túneis nas imediações estão sendo reinventados como um oásis subterrâneo, que inclui cultura de cogumelos iluminados por claraboias com luz natural e fibra ótica. A produção desta fazenda será comercializada em um restaurante temporário chamado Funghi situado nas entradas do parque.

O que é interessante aqui é que estes projetos possuem algumas características que podem nos inspirar: uma delas é a integração cultural e comercial – como o restaurante que aumenta a atratividade à partir da integração com o conceito e a cultura do cogumelo, outra: incorpora elementos naturais em espaços decadentes, fazendo com que o verde seja devolvido ao ambiente urbano. Há muitas iniciativas assim, que não envolvem apenas espaços abandonados como também de espaços em desuso, que deixam de fazer sentido para a comunidade e que podem ser reinseridos com outra perspectiva.

Ainda em Londres existe um prédio de estacionamentos que tornou-se um empreendimento residencial de moradias flexíveis. Em São Paulo há muitos espaços assim e não estou em referindo ao Minhocão, mas à grandes espaços que estão sem uso no momento e que talvez seus proprietários ainda tentem alugar ou vender considerando seus propósitos originais, como bingos, casas de shows, concessionárias de veículos. Que tal repensar? Um concurso em faculdades de arquitetura pode transformar seu imóvel em um sucesso ajustado aos novos hábitos presentes.

Se você quiser saber mais sobre a Beth Furtado, entre aqui.


Somos pessoas do mercado. Escrevemos para o Newronio, sobre os assuntos que mais sabemos.


3º dia de Cannes: Annie Leibovitz, Google Glasses e os Grand Prix

Cannes tem a capacidade de fazer as coisas acontecerem. Elas acontecem e acontecem em grandes proporções. Não é à toa que as grandes marcas que se articulam em torno da criatividade querem garantir seu lugar aqui. E assim surgem as oportunidades: testar o Google Glass ou encontrar Annie Leibovitz, por exemplo. Durante um passeio pelo Google Creative Sandbox, um espaço temático na praia para o Google mostrar suas novidades, encontrei a Amanda, diretora de marketing do Google Glass. Na cara dura, interrompi o bronzeamento dela e pedi se podia ver os óculos que ela estava usando. Muito simpática, ela me mostrou como eles funcionam.

 

É como um micro computador nos seus olhos. Basta dizer “take a picture” e você tem o momento registrado. Você pode ver a previsão do tempo, gravar um vídeo, ter a ajuda de um GPS e muitas outras coisas. O mais fantástico é que os óculos reconhecem sua voz com extrema facilidade. Comigo estava um grupo de estudantes com sotaque forte e mesmo assim os óculos entenderam sem algum problema. Eles ainda não estão a venda e parece que ainda demorará para termos um desses em casa. Por enquanto um número limitado de pessoas terão acesso aos óculos devido à tática de distribuição da empresa. Quem gostou poderá adquirir em três diferentes cores: preto, branco e cinza.

Outro highlight do dia, e esse será difícil de se esquecer tão cedo, foi o encontro com a super premiada fotógrafa Annie Leibovitz. Fomos convidados de última hora para os últimos lugares disponíveis na única entrevista de imprensa do dia. Annie contou como foi o processo criativo da foto que tirou de John Lennon e Yoko Ono no dia da morte do cantor. Segundo ela, as coisas “simplesmente aconteceram”. Ela precisava retratar o amor dos dois e, como a nudez já era uma coisa presente para o casal, John Lennon quis tirar a roupa mas Yoko não. Leibovitz também se colocou a favor dos avanços tecnológicos no campo da fotografia, como os iPhones. Ela disse que estes desenvolvimentos servem para melhorar a técnica e aprimorar a qualidade das fotografias. É claro que a excelência fica por conta da profissionalidade do fotógrafo. A fala de Annie é inspiradora e apaixonante. Para quem não conhece o trabalho dela, vale a pena dar uma olhada.

Os grandes destaques da segunda noite de prêmios do Festival vieram de diversas partes do mundo. O Brasil recebeu estatuetas de ouro, prata e bronze nas quatro categorias da noite: Outdoor, Mobile, Innovation e Media. A campanha mais aplaudida durante a premiação foi a Smart Ideas for Smarter Cities, Grand Prix de Outdoor realizada pela Ogilvy França para a IBM.

 

Outros destaques para outdoor foram Evian Babies, TNT We Add Drama, Dumb Ways to Die, Sharpie Ultrafine Marker, Ecofill Ink Cartridges, entre outros.

O Grand Prix de Mobile foi para Smart Communications TXTBKS; Grand Prix Innovation: Cinder Software Technology e Grand Prix Media para Dela Snares Insurance Company.


Renan Quevedo é diretor de arte, cursa o 8º semestre de CSO e foi o aluno escolhido para representar o Brasil na Roger Hatchuel Academy. Além da competição entre estudantes de todo o mundo, Renan fará de tudo para atualizar o pessoal sobre ideias, eventos, palestras e o que de mais incrível estiver acontecendo em Cannes.


Ativismo de Facebook não é acomodação

É inevitável, não tem jeito de não comentar sobre as manifestações que tomaram conta do Brasil e estão ganhando apoio popular em todo o mundo. O momento que estamos passando parece mostrar que a paciência e a acomodação, tão falada, dos brasileiros chegou ao fim. Porém esse cenário hoje, possui uma característica nova, diferente de todos os outros movimentos que já aconteceram por aqui.

O que vimos nos primeiros dias de manifestação pela TV e por alguns grupos midiáticos, deixou parecer que o movimento que estava na rua era feito de baderneiros e vândalos e a ação da polícia estava colocando ordem na cidade, o que foi se mostrando aos poucos, ser uma grande manipulação do que realmente estava acontecendo, e isso só pode ser visto quando entrou em ação o tão questionado ativismo do sofá, aquele feito nas mídias sociais.

Assim como acompanhamos com a Primavera Árabe, que desde 2010 vem mudando radicalmente o cenário do Norte da África e do Oriente Médio, o Facebook, Youtube, Twitter, Tumblr e outras redes sociais estão tendo um papel super importante para marcar encontros, comunicar o que está acontecendo, sensibilizar a população e até, constantemente, estabelecer diálogos entre as diferentes partes. Como colocado muito bem pelo Google em seu vídeo (abaixo) para promover o Hangout, a famosa Ágora, tão importante para as Pólis Gregas, onde as pessoas se reuniam para debater sobre assuntos importantes, hoje são as midías sociais.

O que estamos presenciando pela primeira vez, é  alguns grandes grupos de mídia tentaram mostrar uma visão equivocada do que realmente aconteceu, os manifestantes conseguiram mostrar o lado deles, e fatos que nunca saberíamos sem o auxílio da internet. Junto com a manifestação apareceram vários Tumblrs sobre inocentes feridos, muitos vídeos sobre abuso de poder da polícia e muitas páginas e posts para discutir o que deve ser reivindicado e o que não deve ser aturado até dentro da manifestação, por exemplo, os atos de vandalismo e depredação. Assim se viu no meio jornalístico vários críticos mudando suas posições durante os dias e adequando seus discursos ao que era compartilhado nos meios digitais. Os papéis parecem estar aos poucos se invertendo, a grande mídia que muitas vezes é chamada de alienadora, por ter grande influência na opinião pública, parece estar com dificuldades para isso e aos poucos sendo pautado pelos interesses da população. Foi isso que a Obama’s Cave percebeu de tão forte nas mídias sociais, nas eleições presidenciais americanas, como já falamos por aqui.

O auxílio que a internet pode dar a esses movimentos são tão fortes que por um lado pessoas ligadas aos movimentos pediram que as pessoas que morassem na região por onde a manifestação passaria, tirassem a senha dos Wi-Fis residenciais para assim ficar mais fácil o compartilhamento do que está acontecendo por lá. E o resultado disso tudo, foi um único tema nas redes sociais durante a última semana, já que 79 milhões de pessoas estavam falando sobre o mesmo tema.


Estudante de Comunicação pela ESPM. Gosto de pensar como as coisas poderiam ser diferentes e se poderiam ser melhores. Me interesso por qualquer coisa, especialmente por redes sociais, tecnologia e música


A Diva do Facebook

Você com certeza já ouviu falar ou acompanhou de perto o sucesso de alguma Fan Page. Perfis de desabafos, piadinhas e alfinetadas vem reunindo vários fãs engajados e tem atraído muita gente por ser uma boa oportunidade de negócio. Mas, poucas conseguem tanto sucesso e destaque quanto a Fan Page Diva Depressão. A página já está com mais de 600 mil likes e a grande visibilidade foi percebida como uma brecha por seus fundadores para empreender. Além do perfil, o trio com formação em design e responsável pelo sucesso da página, agora conta com uma loja virtual de canecas e camisetas personalizadas, transformando as ótimas sacadas dos posts em uma marca passível de ser, literalmente, vestida. A simples ideia de trazer para a atualidade e unir divas do cinema clássico à frases sarcásticas é o grande diferencial e a bela sacada, que virou, inclusive, um livro.

1) Como vocês se inspiraram para diferenciar a Diva Depressão de tantas outras fan pages que também utilizam do humor?
Devemos muito do nosso humor à situações cotidianas, e o ilustramos com belas mulheres. Aproveitamos nosso gosto pessoal para cinema, unindo à ironia e sarcasmos que muitas das Divas também nutriam e finalizamos com algumas características pessoais de cada um dos três criadores. Essa é a receita do Diva Depressão.

2) Porque vocês decidiram criar a página e quando vocês perceberam a oportunidade de expandir e transforma-la em um negócio?
A criação surgiu ao acaso, um dos membros criou a página com um mix de piadas internas, acabou que as pessoas se identificaram com essa acidez toda. A ideia da loja também veio ao acaso, alguns seguidores passaram a sugerir personalizarmos camisetas e outros produtos com a cara da Diva. Tentamos manter a identidade e também abusamos um pouco da versatilidade para a criação das estampas, vemos as postagens mais curtidas e também sugestões, tudo acaba sendo material criativo para a loja, sem claro tirar o foco da página.

3) Vimos que vocês são formados em Design, vocês aplicam a profissão na Diva Depressão?
Sim, aplicamos um pouco do conhecimento com manuseio de imagens, editoração e também claro criação para elaborar os conteúdos da página. Apesar das montagens terem uma estrutura bem simples, torna ainda mais rápido de criá-las com a facilidade no manuseio de alguns softwares.

4) Vocês já foram procurados por alguma marca? Tem alguma pretensão nesse sentido?
No momento não. Criamos a nossa própria marca, Diva Depressão. Se surgir a oportunidade e expandir o Diva sem que isso afete a identidade, para nós é válido. Até porque, o que compõe o Diva Depressão é o que mantém a página com um número alto de seguidores que cresce mais a cada dia, não é nossa intenção mudar as características do Diva Depressão, e se isso despertar interesse em alguma marca, só terão a ganhar.

5) Como é manter uma fan page de tanto sucesso como a Diva Depressão?
É uma surpresa a cada postagem, costumamos interagir um pouco com os seguidores (coisa que até surpreendem eles próprios) e sempre buscamos postar assuntos do interesse geral dos seguidores, do nosso público em si. Mas claro que como todo ‘espaço público’ há divergências de opiniões, recebemos críticas, elogios, temos fãs e isso torna para nós cada postagem ainda mais impactante. Gostamos de ver a reação e repercussão daquilo que foi postado, e não nos arrependemos, até porque Divas não são sempre agradáveis rs.


Estudante da ESPM e aspirante a publicitária e comunicóloga. Adora escrever qualquer coisa que não seja sobre ela mesma.


2º dia de Cannes: Dumb Ways to Die e mais

Wow! E segurem o coração. Estamos apenas no segundo dia de Festival e os acontecimentos por aqui não param. Hoje o dia foi recheado de palestras com grandes nomes da propaganda, celebridades, esportistas, entre outros e, para fechar o dia, a primeira premiação desta edição. Quem levou Grand Prix? Quais peças apareceram no pódio?

Entre as palestras e seminários do dia, tivemos a presença do ator e cantor Jack Black falando sobre como o conteúdo digital tem tomado diferentes formas e hoje faz parte do dia a dia das pessoas. O Vice-presidente da Coca-Cola, Jonathan Mildenhall, contou mais sobre como a empresa passou a super investir em criatividade e como a comunicação faz com que as pessoas vistam a camisa dos ideais da marca. Foi apresentado ao público um dos projetos mais recentes do Festival: o Cannes Chimera.Em parceria com a Bill & Melinda Gates Foundation, o júri de Cannes está procurando por ideias que possam mudar o mundo daqui algumas décadas e, se sua ideia for a escolhida, eles darão até 1 milhão de dólares para que ela seja executada.

Recebemos o piloto da Fórmula 1 Jenson Button para um bate-papo sobre como adaptar-se ao ambiente te faz mais criativo. Para fechar as palestras desta segunda, Jeff Benjamin da JWT apresentou o “Conheça os pais”, trazendo no palco alguns pais de famosos publicitários para contarem de onde vem tanta criatividade dos seus filhos. Quem apareceu por lá foi o pequeno Robby Novak, mais conhecido como President Kid, que faz sucesso na internet. O garoto é popular nos Estados Unidos e você pode entender o porque assistindo esse vídeo.

Agora o momento mais esperado: a primeira noite de prêmios. As categorias do dia foram Direct, PR, Promo Activation e a recém criada Creative Effectiveness. O Brasil apareceu muito bem posicionado em todas as categorias. Entre vários bronzes e pratas, ganhamos também diversos ouros. Em PR, dentre as campanhas que levaram a estatueta dourada estavam Oreo Twist, da Draft NY; Google + Hangouts, com Same Sex Marriage; Toxic Tours Greenpeace, da Circus Marketing; Dove Beauty, da Ogilvy, entre muitos outros. O Grand Prix de PR foi para Dumb Ways To Die, da McCann (e não para por aí, vejam mais para baixo).

Em Promo Activation: ouros foram para Antvertising, da WWF; Celebrities Grammar Cops, da Ogilvy; Samsung The Bridge of Life, da Cheil Worldwide; UTEC Potable Water Generator, da Draft; entre outros. O Grand Prix de Promo foi para Immortal Fans, da Ogilvy Brasil, aplaudida de pé pelo auditório.

Creative Effectiveness estréia no Festival de Cannes para dar uma segunda chance àquelas peças rejeitadas nos anos anteriores mas que provaram ser eficazes e provam nos números que cumpriram seus deveres. Os ouros foram para John Lewis Presents you can’t wait to give, DDB Londres; NRMA Car Creation, TBWA Sydney; e outros. O Grand Prix da categoria foi para Heineken, Legendary Journey da Wieden + Kennedy de Amsterdam.

Por último foi apresentada a categoria de Direct. Alguns dos premiados com o leão de ouro foram Small World Machines, da Leo Burnett; Meet Porter, da Draft; Third Eye, da DDB; entre outros. O Grand Prix de Direct foi para Dumb Ways to Die, levando o segundo prêmio máximo da noite.

Amanhã a cerimônia de prêmios revela os ganhadores das categorias Outdoor, Innovation, Media e Mobile. Não dá para perder!


Renan Quevedo é diretor de arte, cursa o 8º semestre de CSO e foi o aluno escolhido para representar o Brasil na Roger Hatchuel Academy. Além da competição entre estudantes de todo o mundo, Renan fará de tudo para atualizar o pessoal sobre ideias, eventos, palestras e o que de mais incrível estiver acontecendo em Cannes.


Os bastidores da Cozinha da Lu Zaidan

Muitas pessoas podem não conhecer Luiza Zaidan, mas com certeza já ouviram falar em algumas blogueiras famosas como Lala Rudge, Luciana Tranchesi, Thássia Naves e  Victoria Ceridono, editora de beleza da Vogue. Luiza Zaidan é uma personal chef e dá aulas de culinária para todas essas “it girls”. A Cozinha da Lu Zaidan é a sala de aula. Além do curso de gastronomia pela Anhembi Morumbi, ela é formada em Administração de empresas pela FAAP. Recentemente, vem ganhando destaque por seu talento. Saindo, inclusive, nas revistas Veja, Estilo, Vogue, entre outras. O Newronio entrevistou ela, confira na íntegra o que ela contou para a gente.

Como começou a cozinha da Lu Zaidan?

A cozinha ficou pronta no final do ano passado, surgiu assim que vi que precisava dar um passo maior e crescer meu negócio.

De onde você enxergou essa oportunidade e conseguiu adicionar glamour a uma atividade nada glamurosa, como fazer compras e cozinhar?

Cozinhar e fazer compras é sim bem glamuroso hehehe…. olha que vida de madame?! Brincadeiras a parte, as coisas foram acontecendo sem que eu planejasse e a vida me levou para este lado.

Vimos que você cursou ADM também. O marketing está presente na sua profissão? De que maneira?

Marketing está o tempo todo na minha rotina, o meu contato é super direto com o cliente, e estar 100% envolvido com o cliente é necessário fazer marketing o tempo todo.

A gente enxerga Luiza Zaidan como uma pessoa realizada. Até onde você ainda quer chegar?

Não diria realizada e sim realizando, nunca vou parar. Sempre que der vamos crescer mais e mais.

Lemos na Vejinha que você tem algumas alunas que chegam bem cruas. Tem algum caso divertido para contar pra gente?

Sempre tem casos bons, uma boa: pedi para comprar mandioquinha e a aluna chegou com a mandioca. “Ah, é que não tinha a inha comprei a ão”.

Como é a sua rotina entre as aulas e o programa no canal Bem Simples?

Fico o tempo todo na cozinha com aulas e eventos, o Bem Simples são programas já gravados.

Quais são os restaurantes que você mais gosta em São Paulo?

Quase nunca saio para jantar, estou sempre trabalhando ou cozinhando para os amigos na casa de alguém hehehe….. Gosto dos que tem comida boa, bonita e barata.

Qual parte de cozinhar você menos gosta? (lavar prato, picar cebola, etc)

Gosto de tudo!!!!!! Lavar pratos faz parte da rotina da cozinha!

Como você monta as suas aulas? É de acordo com os gostos dos alunos?

Cada aluno escolhe o que quer aprender com base na planilha que mando com as sugestões de receitas.

Conta pra gente uma dica essencial para quem está começando a cozinhar.

Ter calma e dedicação, a cozinha é apaixonante!


Escolhi fazer comunicação por gostar (e muito) de me comunicar. Sou tímida no começo, mas depois de um tempo já sou íntima. Eu nunca escrevi em blog, mas gosto muito de escrever. Gosto muito de estar atualizada, principalmente no que se refere à moda.


O “Vem aí” do Newronio

O Newronio a partir desse mês de Junho, começa um projeto que envolve alguns colunistas. Eles são pessoas do mercado, de diversas áreas,com interesses diferentes, que vão escrever sobre diversos assuntos, os quais se interessam mais. Mas um mesmo ideal: a informação e comunicação.

Essa semana, começaremos com a Beth Furtado. Ela é sócia-diretora da ALIA, que é uma consultoria especializada em marketing. É psicóloga, com especialização em Administração de Empresas e em Varejo. Há mais de 20 anos, atua nas áreas de marketing e comunicação em empresas de consultoria empresarial, bens de consumo e bens duráveis, como O Boticário, Consultoria GS&MD, INCEPA S/A e Grupo Talent.

Beth escreveu os livros Singularidades no Varejo, Horizontes de Consumo e Desejos Contemporâneos. É colunista do Programa “Reclame no Rádio”, que é veiculado na Rádio Estadão, que foca em temas de publicidade e marketing. Em 1999 recebeu o Top de Marketing pela ADVB Brasil, recebeu também um diploma outorgado pela Fundação Brasileira de Marketing, como responsável pelo êxito do case “Lojas Interativas O Boticário” e foi indicada ao Prêmio Caboré em 2008, na categoria de Profissional de Planejamento.


Escolhi fazer comunicação por gostar (e muito) de me comunicar. Sou tímida no começo, mas depois de um tempo já sou íntima. Eu nunca escrevi em blog, mas gosto muito de escrever. Gosto muito de estar atualizada, principalmente no que se refere à moda.